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Polícia Civil deflagra operação para apurar atuação de facção no tráfico de drogas em Barra do Garças
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A Polícia Civil deflagrou na manhã desta quinta-feira (29.1) a Operação Dominus, em Barra do Garças, cumprindo seis mandados judiciais como parte da investigação que apura crimes de tráfico de drogas e a atuação de facção criminosa na região.
Durante a operação, foram cumpridos três mandados de prisão preventiva e três mandados de busca e apreensão domiciliar expedidos pela 3ª Vara Criminal de Barra do Garças.
As diligências realizadas pela 2ª Delegacia de Polícia do município, tiveram como alvos investigados apontados como integrantes de facção criminosa com atuação ligada ao tráfico de entorpecentes na região.
Como resultado, três pessoas foram presas preventivamente. Nos endereços alvos das buscas, foram apreendidos materiais que serão submetidos à análise técnica e juntados aos autos do inquérito policial.
“As investigações seguem em andamento, sob sigilo judicial, com o objetivo de desarticular a atuação da facção criminosa, responsabilizar os envolvidos e garantir a segurança e a ordem pública no município”, afirmou o delegado Matheus Soares Augusto, titular da 2ª Delegacia de Polícia de Barra do Garças.
Fonte: Policia Civil MT – MT
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Queda de avião em MT matou brasileiro e 2 paraguaios; PC apura tráfico internacional de drogas
As investigações da Polícia Civil sobre a queda de uma aeronave, ocorrida em 10 de setembro, na zona rural de Água Boa, apontam para a possível utilização do avião no tráfico internacional de drogas. O acidente matou três pessoas.
Entre os ocupantes estavam um brasileiro, que teria adquirido a aeronave há cerca de quatro meses, e dois paraguaios. A investigação apura a origem e o destino do voo, além das circunstâncias que podem indicar o envolvimento da aeronave com o transporte de drogas.
As diligências da Delegacia de Água Boa identificaram a aeronave como um Cessna 402. O avião havia sido apreendido anos atrás em um processo criminal relacionado ao tráfico de drogas e, posteriormente, vendido em leilão público pela Justiça.
Cerca de quatro meses antes do acidente, a aeronave foi adquirida pelo novo proprietário, que, segundo a investigação, tinha conhecimento de que o avião não estava habilitado para operar no Brasil. A aeronave também não havia passado pelo processo de nacionalização, não possuía matrícula brasileira nem certificado de aeronavegabilidade.
Identificação dos ocupantes
O trabalho policial identificou os três ocupantes como um brasileiro e dois paraguaios. A partir da reconstituição do itinerário e da análise de imagens de câmeras de segurança que registraram o embarque, os agentes chegaram aos familiares, que auxiliaram no reconhecimento das vítimas.
A Polícia Civil ressalta, no entanto, que a identificação definitiva depende da conclusão dos exames periciais realizados pela Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec).
Rota internacional
As diligências indicam que a aeronave decolou de Goiânia sem autorização, documentação regular ou plano de voo aprovado. A análise do itinerário aponta como provável rota o deslocamento para países vizinhos, com possível destino à Venezuela. A hipótese foi reforçada por familiares dos passageiros, que relataram aos investigadores que um dos ocupantes havia informado que seguiria para o país.
Indícios de atividade ilícita
A análise dos elementos reunidos até o momento sustenta a hipótese de que a aeronave seria novamente utilizada em atividade ilícita, possivelmente relacionada ao tráfico internacional de drogas.
Entre os pontos analisados estão as circunstâncias da aquisição do avião e a forma de pagamento, que ainda são apuradas pela investigação.
Levantamento aponta que a aeronave teria sido adquirida por valor elevado por uma pessoa cuja situação financeira não seria compatível com a negociação. O pagamento teria sido feito parte em dinheiro e parte com um veículo de alto valor.
O veículo usado na negociação já esteve registrado em nome de uma pessoa investigada por tráfico internacional de drogas. Além disso, um dos ocupantes tinha pendências judiciais no país de origem e restrição para deixar o território nacional.
Outro ponto considerado pela investigação é a decolagem sem documentação válida, autorização de voo ou plano de voo aprovado, circunstâncias que reforçam a hipótese de uma operação clandestina.
As investigações estão em fase final e aguardam a conclusão dos laudos periciais, especialmente aqueles relacionados à identificação técnica das vítimas. A Polícia Civil continua reunindo e analisando os elementos necessários para o completo esclarecimento dos fatos e das circunstâncias que envolveram o voo.
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