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Polícia Civil prende homem por posse irregular de armas de fogo e maus-tratos a bezerros

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A Polícia Civil de Mato Grosso prendeu em flagrante, na manhã desta quinta-feira (29.1), um homem, de 39 anos, pelos crimes de posse irregular de arma de fogo de uso permitido e maus-tratos a animais, em uma propriedade rural localizada às margens da MT-020, na zona rural de Canarana.

A ação teve início após a Polícia Civil receber denúncias indicando a existência de bezerros mantidos em condições inadequadas, sem acesso regular a água e a alimentação, além da possível posse irregular de armas de fogo no local. Diante das informações, investigadores da Delegacia de Canarana se deslocaram até a propriedade para averiguação.

Durante as buscas, foi constatada uma situação compatível com maus-tratos a animais, posteriormente confirmada por laudo técnico elaborado por um médico veterinário, que apontou que quatro bezerros permaneceram por período prolongado sem água e alimentação, fechados no pasto em situação degradante. Alguns deles, inclusive, vieram a óbito.

No decorrer da verificação no imóvel, os policiais localizaram duas armas de fogo e uma arma de pressão, que se encontravam guardadas no quarto utilizado pelo morador da residência. Não foi apresentada qualquer documentação legal que autorizasse a posse do armamento.

Diante dos fatos, o homem recebeu voz de prisão em flagrante. A condução ocorreu sem a necessidade do uso de algemas, uma vez que o preso colaborou com a equipe durante toda a ação, sendo encaminhado à Delegacia de Canarana para os procedimentos legais.

“A Polícia Civil atua de forma firme no combate aos crimes ambientais e à posse irregular de armas de fogo, destacando a importância das denúncias da população para a rápida resposta das forças de segurança e para a proteção da vida, do meio ambiente e da ordem pública”, afirmou o delegado Diogo Jobane Neto.

Fonte: Policia Civil MT – MT

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Queda de avião em MT matou brasileiro e 2 paraguaios; PC apura tráfico internacional de drogas

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As investigações da Polícia Civil sobre a queda de uma aeronave, ocorrida em 10 de setembro, na zona rural de Água Boa, apontam para a possível utilização do avião no tráfico internacional de drogas. O acidente matou três pessoas.

Entre os ocupantes estavam um brasileiro, que teria adquirido a aeronave há cerca de quatro meses, e dois paraguaios. A investigação apura a origem e o destino do voo, além das circunstâncias que podem indicar o envolvimento da aeronave com o transporte de drogas.

As diligências da Delegacia de Água Boa identificaram a aeronave como um Cessna 402. O avião havia sido apreendido anos atrás em um processo criminal relacionado ao tráfico de drogas e, posteriormente, vendido em leilão público pela Justiça.

Cerca de quatro meses antes do acidente, a aeronave foi adquirida pelo novo proprietário, que, segundo a investigação, tinha conhecimento de que o avião não estava habilitado para operar no Brasil. A aeronave também não havia passado pelo processo de nacionalização, não possuía matrícula brasileira nem certificado de aeronavegabilidade.

Identificação dos ocupantes

O trabalho policial identificou os três ocupantes como um brasileiro e dois paraguaios. A partir da reconstituição do itinerário e da análise de imagens de câmeras de segurança que registraram o embarque, os agentes chegaram aos familiares, que auxiliaram no reconhecimento das vítimas.

A Polícia Civil ressalta, no entanto, que a identificação definitiva depende da conclusão dos exames periciais realizados pela Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec).

Rota internacional

As diligências indicam que a aeronave decolou de Goiânia sem autorização, documentação regular ou plano de voo aprovado. A análise do itinerário aponta como provável rota o deslocamento para países vizinhos, com possível destino à Venezuela. A hipótese foi reforçada por familiares dos passageiros, que relataram aos investigadores que um dos ocupantes havia informado que seguiria para o país.

Indícios de atividade ilícita

A análise dos elementos reunidos até o momento sustenta a hipótese de que a aeronave seria novamente utilizada em atividade ilícita, possivelmente relacionada ao tráfico internacional de drogas.

Entre os pontos analisados estão as circunstâncias da aquisição do avião e a forma de pagamento, que ainda são apuradas pela investigação.

Levantamento  aponta que a aeronave teria sido adquirida por valor elevado por uma pessoa cuja situação financeira não seria compatível com a negociação. O pagamento teria sido feito parte em dinheiro e parte com um veículo de alto valor.
O veículo usado na negociação já esteve registrado em nome de uma pessoa investigada por tráfico internacional de drogas. Além disso, um dos ocupantes tinha pendências judiciais no país de origem e restrição para deixar o território nacional.

Outro ponto considerado pela investigação é a decolagem sem documentação válida, autorização de voo ou plano de voo aprovado, circunstâncias que reforçam a hipótese de uma operação clandestina.

As investigações estão em fase final e aguardam a conclusão dos laudos periciais, especialmente aqueles relacionados à identificação técnica das vítimas. A Polícia Civil continua reunindo e analisando os elementos necessários para o completo esclarecimento dos fatos e das circunstâncias que envolveram o voo.

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