Mato Grosso

Nomes pesados do PRD reduzem espaço para novatos na chapa estadual

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Nos bastidores, a montagem da chapa do PRD para a disputa à Assembleia Legislativa já ganha contornos bem definidos — e pouco animadores para quem chega agora. O partido trabalha, hoje, com nomes de peso, todos mirando a reeleição ou com trajetória eleitoral consolidada.

Entre os nomes que circulam com força estão Paulo Araújo, Gilberto Figueiredo, Dilmar dal Bosco, Juca do Guaraná e Allan Kardec — todos com boas votações, bases estruturadas e presença recorrente em disputas estaduais. É uma composição que não costuma errar o cálculo e tampouco abrir mão de espaço para experimentações.

Nesse ambiente, a eventual candidatura de Neles (do Operário) enfrenta um cenário naturalmente hostil. A dificuldade não está na projeção regional, mas na lógica interna da chapa: quando o partido se fecha em nomes já consolidados, sobra pouco ou nenhum espaço para novidades.

A avaliação entre dirigentes e analistas é de que o PRD aposta na segurança. Deputados que já conhecem o jogo, que entregam votos e que têm musculatura política tendem a concentrar a atenção e os recursos da legenda.

Com isso, a disputa real passa a acontecer dentro do próprio partido, onde quem já parte com recall eleitoral e base fidelizada larga na frente. Novos nomes acabam desempenhando um papel mais estratégico de preenchimento da chapa do que de efetiva competição.

O tabuleiro ainda pode mudar até as convenções. Mas, no desenho atual, a leitura dos bastidores é clara: a porta está estreita — e os cadeados já têm dono.

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Cuiabá

Ilde Taques intensifica articulação para disputar presidência da Câmara de Cuiabá

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O vereador Ilde Taques (Podemos) afirmou nesta quinta-feira (16) que continua em articulação para viabilizar sua candidatura à Mesa Diretora da Câmara de Cuiabá. Segundo ele, o momento é de intensificar o diálogo com os demais vereadores, independentemente de posicionamento político, com o objetivo de consolidar apoios até a votação.

Taques ressaltou que o processo depende de construção coletiva e que a definição passa, necessariamente, pela capacidade de articulação dentro da Casa.

“É um processo eleitoral, como todos os outros. Até o dia da eleição, a gente tem que trabalhar o voto. São 27 vereadores; independentemente de base ou posição independente, todos votam. E a gente, até o dia 25, vai continuar trabalhando esse voto dos pares”, afirmou.

Ilde também detalhou a composição da chapa que vem sendo construída, reunindo parlamentares de diferentes partidos. A vereadora Paula Calil (PL) foi convidada para assumir a primeira secretaria, enquanto Eduardo Magalhães (Republicanos) deve ficar com a vice-presidência e Michelly Alencar (União) com a segunda vice-presidência.

“Nós estamos definindo apenas uma vaga de segundo secretário. Hoje nós temos a cabeça de chapa com Ilde, presidente. A vereadora Paula foi convidada para ser primeira secretária. O vereador Eduardo Magalhães, como vice-presidente. E a vereadora Michelly como segunda vice-presidente”, explicou

Ao comentar a possibilidade de mudança no regimento interno que permitiria reeleições consecutivas, o vereador demonstrou preocupação com os impactos para a democracia.

“Isso seria um retrocesso para a Câmara Municipal de Cuiabá. Se isso acontecer, o presidente pode ficar seis anos no poder, se perpetuando. Isso é muito ruim para a democracia e para o cidadão cuiabano. Imaginem só seis anos com o mesmo presidente. Eu não acredito que isso vá acontecer”, concluiu.

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