Mato Grosso
Max Russi: composição da Federação sacramenta apoio a Pivetta e inviabiliza outras candidaturas
Mato Grosso
Presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, deputado Max Russi (Podemos), questionado sobre a definição da nova executiva da Federação União Progressista em Mato Grosso, disse que da forma como foi montada pelas direções partidárias (leia-se União Brasil e Progressistas) sacramentou o alinhamento em torno do projeto de reeleição do governador Otaviano Pivetta (Republicanos).
Sobre os desdobramentos, Max Russi ressaltou que a escolha dos membros da executiva — agora sob a liderança do ex-governador Mauro Mendes (União), presidente do União Brasil no Estado, inviabiliza teses de candidaturas alternativas dentro da própria federação.
“Praticamente definiu o apoio da federação ao Pivetta. A maioria dos membros foi definida agora. Se a direção nacional tivesse algum entendimento diferente sobre essa situação, não tomaria essa decisão neste momento ou faria de outra forma”, disse Max Russi.
Para Max Russi, a ausência e a exclusão de parlamentares mais independentes na montagem final da federação União Progressista. Para ele, isso enfraquece o poder de barganha de quem tentava construir uma via paralela à de Pivetta.
“Temos dois bons companheiros no União Brasil. O Júlio Campos ficou como suplente dessa comissão e o deputado Sebastião Rezende sequer entrou entre os sete membros. Não sei qual foi o critério utilizado, mas poderia ter sido um grupo de nove integrantes para contemplar esses parlamentares”, destacou.
Cuiabá
Dra. Mara cobra soluções para pontos finais precários do transporte coletivo em Cuiabá
Fiscalizações realizadas pela vereadora revelaram problemas estruturais, falta de manutenção e condições precárias enfrentadas por motoristas e usuários; audiência buscou identificar responsáveis e cobrar soluções
A situação dos pontos finais do transporte coletivo de Cuiabá esteve no centro de uma audiência pública realizada nesta quarta-feira (3), na Câmara Municipal.
Convocado pela vereadora Dra. Mara, o debate reuniu representantes da Prefeitura, órgãos de fiscalização, concessionárias, trabalhadores e usuários do sistema para discutir problemas que, segundo a parlamentar, se arrastam há anos sem solução definitiva.
A audiência teve como ponto de partida fiscalizações realizadas pela própria vereadora em diferentes regiões da Capital. Durante as visitas, foram constatadas estruturas deterioradas, banheiros em condições inadequadas de uso e ausência de espaços apropriados para descanso e alimentação dos motoristas.
Ao apresentar os relatos, Dra. Mara questionou quem responde pela manutenção dos pontos finais e quais medidas efetivas estão sendo adotadas para corrigir as irregularidades encontradas.
“O que vimos em campo demonstra uma realidade que não pode ser ignorada. Existem trabalhadores cumprindo jornadas extensas sem a estrutura mínima necessária, enquanto a população também enfrenta dificuldades diariamente. Precisamos identificar responsabilidades e cobrar providências”, afirmou.
Durante o debate, uma das principais questões levantadas foi justamente a divisão de atribuições entre o município, as empresas concessionárias e os órgãos responsáveis pela fiscalização do sistema.
Representantes da administração pública e da agência reguladora apresentaram esclarecimentos sobre as competências de cada setor, mas a discussão evidenciou a necessidade de maior integração e fiscalização permanente.
Dados apresentados pela Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana apontam que o transporte coletivo de Cuiabá movimenta mais de 156 mil passageiros por dia e opera com 91 linhas. Apesar dos investimentos anunciados pela gestão municipal e da renovação da frota, usuários e trabalhadores relataram que problemas estruturais continuam presentes em diversos pontos da cidade.
Outro tema que chamou atenção foi o volume de recursos públicos destinados ao sistema. Segundo informações apresentadas pelo prefeito Abilio Brunini, o custo operacional da tarifa ultrapassa R$ 11 por passageiro, enquanto o usuário paga R$ 4,95, sendo a diferença subsidiada pelo município. O dado reforçou questionamentos sobre a qualidade dos serviços oferecidos diante dos investimentos realizados.
Ao final da audiência, Dra. Mara defendeu que os encaminhamentos não fiquem apenas no campo das discussões e resultem em medidas concretas.
Para a parlamentar, o primeiro passo é garantir transparência sobre as responsabilidades de cada ente envolvido e estabelecer um cronograma de ações para corrigir as deficiências identificadas nas fiscalizações.
“O cidadão paga a tarifa, o município investe recursos públicos e os trabalhadores mantêm o sistema funcionando. O mínimo que se espera é respeito e condições adequadas para todos. Nossa função agora é acompanhar os desdobramentos e cobrar que as soluções saiam do papel”, concluiu.
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