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Frevo mistura marcha e maxixe; passos acelerados vieram da capoeira

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Nascido no Recife no fim do século XIX, o frevo mistura a marcha e o maxixe. Seus passos acelerados vieram da capoeira, transformando luta em dança. O ritmo tem três variações: o frevo de rua é puramente instrumental; já o frevo-canção é acompanhado da voz; o frevo de bloco é executado por orquestras de pau e cordas, com violões, banjos e bandolins.

Grandes compositores

Essa força musical foi construída por gigantes como Capiba, Nelson Ferreira e Edgar Moraes. Verdadeiros patrimônios vivos, como J. Michiles, levam o nosso frevo adiante. Michiles compôs mais de 150 frevos, entre eles o hino “Vampira”.

“Num sábado desse eu estava na varanda e, de repente, eu observei uma foliona dando um bote no cangote do folião. Caíram os dois no chão, ela se levantou e foi embora. Quando ele se levantou para procurar, ela já estava longe. Aí eu: ‘acabo de assistir a um beijo de vampira’”, lembra o compositor.

O pesquisador Climério de Oliveira faz uma reflexão sobre o futuro do ritmo para as próximas gerações:

“Eu creio que o frevo, em pouco tempo, será uma cultura musical que tem um acervo grande sobre os seus fazeres, sobre as suas práticas, porque tem muita gente interessada em produzir isso. E também, o futuro, a julgar pelo que está acontecendo no presente, nós vamos ter o frevo mais em diálogo com outras culturas musicais”.


Fonte: EBC Cultura

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Começa em Manaus o 27º Festival Amazonas de Ópera

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Começa neste fim de semana em Manaus, mais uma edição do Festival Amazonas de Ópera. O evento, que chega a sua 27ª edição e é considerado o maior festival do gênero na América Latina, terá programação em vários palcos culturais da capital amazonense até o dia 31 de maio.

Os espetáculos, que reúnem artistas brasileiros e do exterior, vão se concentrar no Teatro Amazonas, no Instituto Cultural Brasil–Estados Unidos de Manaus e no Centro Cultural Palácio da Justiça.

A abertura acontece neste domingo, a partir das sete da noite, com trechos da ópera Turandot, de Giacomo Puccini, em comemoração ao centenário de estreia da obra. A apresentação reúne solistas, Coral do Amazonas e Amazonas Filarmônica, sob regência do maestro Luiz Fernando Malheiro.

Outro destaque da programação é a ópera Salvator Rosa, de Carlos Gomes, que será apresentada nos dias 15, 17 e 19 de maio, no Teatro Amazonas. A montagem é resultado de uma coprodução inédita entre o Festival Amazonas de Ópera, o Theatro Municipal do Rio de Janeiro e o Instituto Música Brasilis.

O Festival ainda conta com o espetáculo Amor de Poeta, Amor em Lágrimas, que reúne obras de Schumann e Cláudio Santoro em nova versão para a Orquestra de Câmara do Amazonas.

Além destas três encenações, haverá outros espetáculos, totalizando 13 apresentações artísticas. A programação completa está disponível no instagram @festivalamazonasdeopera.

*Com sonoplastia de Jailton Sodré




Fonte: EBC Cultura

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