Cultura
Frevo mistura marcha e maxixe; passos acelerados vieram da capoeira
Cultura
Nascido no Recife no fim do século XIX, o frevo mistura a marcha e o maxixe. Seus passos acelerados vieram da capoeira, transformando luta em dança. O ritmo tem três variações: o frevo de rua é puramente instrumental; já o frevo-canção é acompanhado da voz; o frevo de bloco é executado por orquestras de pau e cordas, com violões, banjos e bandolins.

Grandes compositores
Essa força musical foi construída por gigantes como Capiba, Nelson Ferreira e Edgar Moraes. Verdadeiros patrimônios vivos, como J. Michiles, levam o nosso frevo adiante. Michiles compôs mais de 150 frevos, entre eles o hino “Vampira”.
“Num sábado desse eu estava na varanda e, de repente, eu observei uma foliona dando um bote no cangote do folião. Caíram os dois no chão, ela se levantou e foi embora. Quando ele se levantou para procurar, ela já estava longe. Aí eu: ‘acabo de assistir a um beijo de vampira’”, lembra o compositor.
O pesquisador Climério de Oliveira faz uma reflexão sobre o futuro do ritmo para as próximas gerações:
“Eu creio que o frevo, em pouco tempo, será uma cultura musical que tem um acervo grande sobre os seus fazeres, sobre as suas práticas, porque tem muita gente interessada em produzir isso. E também, o futuro, a julgar pelo que está acontecendo no presente, nós vamos ter o frevo mais em diálogo com outras culturas musicais”.
Cultura
Grupos de bumba meu boi competem neste fim de semana em Maceió
Uma das principais manifestações da cultura popular de Alagoas será celebrada durante este fim de semana em Maceió. Desta sexta-feira (16) até o próximo domingo, a capital alagoana sedia o 33º Festival Municipal de Bumba Meu Boi.

A arena onde mais de 30 grupos da Liga de Bumba Meu Boi de Alagoas irão competir nas categorias Acesso e Especial já está pronta no Estacionamento do Jaraguá, localizado na Avenida Industrial Cícero Toledo. O acesso do público é gratuito.
Além de movimentar o calendário de eventos da capital alagoana, o festival fortalece o trabalho dos brincantes e contribui para a preservação de uma das expressões mais tradicionais da cultura popular de Alagoas.
Nesta sexta-feira, as apresentações começam às 18h, com a participação de nove grupos: Imperador, Gavião, Águia, Pacato, Xique-Xique, Pérola, Kimera, Anaconda e Portela.
No sábado, começando no mesmo horário, as cores, os batuques e a dedicação de cada brincante de outros dez grupos tomam a arena do festival.
No domingo, terceiro dia do evento, os grupos de bumba meu boi começam a se apresentar mais cedo, a partir de 17h. 13 grupos entram na arena para participar da competição, entre eles Escorpião, Treme Terra, Axé e Bumbá Alagoano.
A lista completa com os 34 grupos que entram na arena para apresentar seus espetáculos com coreografias, figurinos, músicas e alegorias que traduzem a diversidade e a riqueza do Bumba Meu Boi está disponível no Instagram da Liga de Bumba Meu Boi de Alagoas.
*Com sonoplastia de Jailton Sodré
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