Mato Grosso
Prefeito de Cuiabá desafia Janaina e descarta acordo entre PL e MDB em 2026
Mato Grosso
O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), afirmou que a deputada estadual e pré-candidata ao Senado Janaina Riva (MDB) deveria deixar a legenda caso queira se assumir como política de direita e rechaçou qualquer aproximação formal entre o Partido Liberal e o MDB nas eleições de 2026 em Mato Grosso. Segundo ele, se a sigla liberal caminhar ao lado dos emedebistas no Estado, candidaturas alinhadas ao bolsonarismo deixarão de apoiar o projeto do senador Wellington Fagundes (PL) ao governo.
Abilio declarou que, em sua avaliação, famílias tradicionais ligadas ao MDB em Mato Grosso, como os Riva e os Bezerra, têm postura de centro-esquerda. Ao citar Janaina, afirmou que, se a parlamentar quisesse se colocar como representante da direita, deveria migrar para uma legenda de centro-direita e assumir publicamente defesa de pautas como o bolsonarismo e medidas mais duras em relação a ministros do Supremo Tribunal Federal. Na visão dele, esse comportamento não se confirma na prática.
O prefeito também disse ter acesso a levantamentos internos que indicariam que a maior parte do eleitorado de Janaina se concentra em segmentos com perfil ideológico mais à esquerda, o que, para ele, explicaria a resistência da deputada em assumir posicionamentos mais claros. Ele argumentou que, por conveniência, a parlamentar permanece em uma sigla que classifica como de centro-esquerda justamente para evitar confrontos diretos e preservar essa base de apoio.
Ao reforçar esse raciocínio, Abilio mencionou nomes nacionais e estaduais do MDB ligados ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), como a ministra Simone Tebet, além de lideranças locais como o deputado federal Emanuelzinho e o ex-deputado Carlos Bezerra. Para o prefeito, esse conjunto de referências demonstra que a estrutura emedebista não se encaixa em um projeto eleitoral estritamente à direita.
Questionado sobre a possibilidade de uma debandada de filiados do PL caso a direção estadual formalize apoio ao MDB na disputa pelas vagas ao Senado, Abilio negou a hipótese de saída em massa. Ele ponderou, porém, que haverá candidatos que simplesmente não contarão com o seu apoio se a aliança for confirmada, lembrando que a coligação é restrita às chapas majoritárias e não abrange disputas proporcionais para Assembleia Legislativa e Câmara dos Deputados.
Em tom categórico, o prefeito afirmou que não participará de composição com os emedebistas em cenário estadual. Em suas palavras, se houver aliança política com o MDB, não haverá seu engajamento na campanha.
As declarações reeditam um histórico de atritos com Wellington Fagundes e Janaina Riva. Ao mesmo tempo, Abilio mantém aproximação com o vice-governador e pré-candidato ao Palácio Paiaguás, Otaviano Pivetta (Republicanos), a quem já fez acenos públicos, apesar de Wellington ser hoje o principal nome do PL para a disputa ao Executivo.
O prefeito acrescentou que o projeto da sigla liberal ao Senado deveria priorizar o nome do deputado federal José Medeiros, e não o de Janaina. Ele avaliou que a defesa do espaço da emedebista na chapa estaria relacionada, principalmente, a laços familiares com Wellington, o que, na leitura de Abilio, torna mais difícil separar alianças políticas de interesses pessoais na construção da estratégia para 2026.
Cuiabá
Ilde Taques intensifica articulação para disputar presidência da Câmara de Cuiabá
O vereador Ilde Taques (Podemos) afirmou nesta quinta-feira (16) que continua em articulação para viabilizar sua candidatura à Mesa Diretora da Câmara de Cuiabá. Segundo ele, o momento é de intensificar o diálogo com os demais vereadores, independentemente de posicionamento político, com o objetivo de consolidar apoios até a votação.
Taques ressaltou que o processo depende de construção coletiva e que a definição passa, necessariamente, pela capacidade de articulação dentro da Casa.
“É um processo eleitoral, como todos os outros. Até o dia da eleição, a gente tem que trabalhar o voto. São 27 vereadores; independentemente de base ou posição independente, todos votam. E a gente, até o dia 25, vai continuar trabalhando esse voto dos pares”, afirmou.
Ilde também detalhou a composição da chapa que vem sendo construída, reunindo parlamentares de diferentes partidos. A vereadora Paula Calil (PL) foi convidada para assumir a primeira secretaria, enquanto Eduardo Magalhães (Republicanos) deve ficar com a vice-presidência e Michelly Alencar (União) com a segunda vice-presidência.
“Nós estamos definindo apenas uma vaga de segundo secretário. Hoje nós temos a cabeça de chapa com Ilde, presidente. A vereadora Paula foi convidada para ser primeira secretária. O vereador Eduardo Magalhães, como vice-presidente. E a vereadora Michelly como segunda vice-presidente”, explicou
Ao comentar a possibilidade de mudança no regimento interno que permitiria reeleições consecutivas, o vereador demonstrou preocupação com os impactos para a democracia.
“Isso seria um retrocesso para a Câmara Municipal de Cuiabá. Se isso acontecer, o presidente pode ficar seis anos no poder, se perpetuando. Isso é muito ruim para a democracia e para o cidadão cuiabano. Imaginem só seis anos com o mesmo presidente. Eu não acredito que isso vá acontecer”, concluiu.
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