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Ministério das Cidades abre inscrições para primeira “Mostra Nós”

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O Ministério das Cidades, por meio da Secretaria Nacional de Periferias, abriu, nesta quinta-feira (19), as inscrições para a primeira “Mostra Nós”, até o dia 24 de fevereiro. O projeto vai premiar trabalhos fotográficos e audiovisuais das favelas brasileiras. São aceitas inscrições de pessoas físicas e coletivos de comunidades periféricas de todo o Brasil.

Na categoria audiovisual, oito filmes com duração de até dez minutos serão selecionados, em gêneros como ficção, documentário e experimental. Já em fotografia, serão escolhidos 25 trabalhos. Podem ser inscritas imagens produzidas por câmeras ou celulares, sem necessidade de serem inéditas. Um júri popular e uma comissão especializada farão a seleção.

Guilherme Simões, secretário Nacional de Periferias, explica como surgiu o projeto:

“A gente tem percebido o potencial existente nos territórios periféricos, nas comunidades brasileiras, e a mostra apresenta um viés, que é o viés artístico e cultural, que é uma dessas frentes que a gente tem percebido um potencial muito grande.”

Ainda de acordo com o secretário, a ideia do ministério é dar continuidade e conectar a mostra a outras iniciativas e frentes de atuação, como as áreas ambiental e de direitos humanos.

A premiação conta com troféu, certificado, exibição em atividades diversas, disponibilização na PerifaFlix e inclusão no Mapa das Periferias.

As inscrições podem ser feitas site mapadasperiferias.cidades.gov.br.


Fonte: EBC Cultura

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Viva Maria: Rádio Nacional da Amazônia completa 49 anos

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A Rádio Nacional da Amazônia completa 49 anos nesta terça-feira,1º, e ganha uma homenagem especial no Viva Maria. Com apresentação de Mara Régia, o programa celebra a história da emissora que, há quase cinco décadas, leva informação, cultura e serviço a comunidades de diferentes regiões da Amazônia.

Para marcar a data, o programa recupera a memória musical da emissora em um depoimento do cantor e compositor paraense Nilson Chaves. Ele relembra o processo coletivo de criação de oito peças musicais produzidas especialmente para a Rádio Nacional da Amazônia, em uma experiência que buscou traduzir, em diferentes ritmos, a diversidade cultural da região e a relação da rádio com seus ouvintes.

“Conseguimos viajar um pouco nos ritmos da Amazônia, trazer mais esses ritmos para dentro da rádio, que fosse a identidade da rádio junto com esse povo amazônico”, conta Nilson Chaves.

A edição também apresenta uma memória especialmente afetiva. Mara Régia, que há décadas está ligada à programação da Rádio Nacional da Amazônia, lembra que a emissora se tornou uma espécie de ponte entre os territórios mais distantes e o restante do país.

Essa dimensão aparece com força no depoimento de Maryellen Crisóstomo, jornalista, ativista dos direitos humanos e liderança quilombola do Território Baião, em Almas, no sudeste do Tocantins. Ela conta que cresceu ouvindo a Nacional da Amazônia e que, para sua família, a rádio era muito mais do que uma fonte de informação: era também um meio de comunicação entre parentes e comunidades.

Maryellen recorda, por exemplo, os calendários enviados pela emissora aos ouvintes que escreviam para a rádio. A lembrança, guardada desde a infância, transforma em testemunho da presença da Nacional da Amazônia no cotidiano de comunidades onde outros meios de comunicação praticamente não chegavam.

E, para Mara Régia, a comemoração dos 49 anos já aponta para o próximo grande marco: o cinquentenário da emissora, em 2027.

Confira no player.


Fonte: EBC Cultura

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