Sinop
Sinop participa da 6ª Conferência Nacional das Cidades e reforça debate sobre habitação e planejamento urbano
Sinop
A Prefeitura de Sinop marca presença na 6ª Conferência Nacional das Cidades, realizada após uma década de espera. O evento começou na terça-feira (24) e segue até amanhã (27), reunindo, no Centro Internacional de Convenções do Brasil (CICB), na capital federal, Brasília (DF), representantes do poder público, da sociedade civil organizada, de movimentos sociais, do setor empresarial e especialistas das áreas de engenharia e arquitetura para debater o planejamento e o desenvolvimento urbano do país para os próximos anos.
A secretária de Planejamento Urbano e Habitação de Sinop, Scheila Pedroso, destaca que a participação de Sinop no evento é a evidência do quanto o município tem avançado em direção às principais discussões do município, estado e país. “A presença de Sinop na Conferência Nacional das Cidades mostra o quanto o município tem avançado e participado ativamente das discussões sobre o futuro das cidades no Brasil. É muito importante estarmos nesses espaços, junto com representantes da gestão, da sociedade civil e das entidades, porque isso permite trocar experiências e também buscar caminhos, programas e recursos que possam ser aplicados na nossa realidade. Sinop já vem desenvolvendo um trabalho consistente na habitação, com iniciativas como a ATHIS, e essa participação só fortalece o que estamos construindo”, comentou ela.
Sinop conta com quatro delegados, sendo dois da sociedade civil: o engenheiro civil Luender Thiago Silva Oliveira — representando a Associação dos Engenheiros e Agrônomos do Norte de Mato Grosso — e José Wladimir do Nascimento — representando a União Sinopense das Associações Comunitárias (Unisinop); e dois do Poder Executivo: a assistente social Alexandra Berté Parreiras e a diretora de Habitação, Cristiane Resplandes D’Assunção Vieira.
Cristiane ressalta que o município de Sinop participa do evento com objetivo definido. Três temas importantes, atuais e impactantes à vida social da população em geral são o foco principal dos representantes do município. “Nós estamos aqui na 6ª Conferência Nacional das Cidades, representando o município de Sinop, contribuindo especialmente com o debate sobre habitação, regularização fundiária e planejamento urbano. Temas que impactam diretamente a vida das famílias, principalmente aquelas que mais precisam”, expressou.
O interesse de Sinop é garantir que a população usufrua de políticas públicas que façam do município uma cidade justa, inclusiva e sustentável. “É necessário consolidar políticas públicas que garantam cidades mais justas, inclusivas e sustentáveis”, afirmou.
Os quatro dias de conferência concluem o processo que já passou por mais de 1,8 mil municípios, pelos 26 estados e pelo Distrito Federal, reunindo propostas da sociedade para promover uma construção coletiva de soluções aos desafios enfrentados pelo Brasil. Trata-se do principal fórum de participação social para contribuir na elaboração de diretrizes para a Política Nacional de Desenvolvimento Urbano (PNDU), que orienta ações federais, estaduais e municipais voltadas à redução das desigualdades socioespaciais nas cidades.
“Depois de dez anos, a realização da 6ª Conferência Nacional das Cidades representa a retomada de um espaço fundamental. Esse é o momento de reunir as diferentes vozes do país, escutando quem vive nas cidades, para fortalecer o diálogo federativo, enfrentar as desigualdades e colaborar para a PNDU, com foco no direito à cidade e na melhoria da qualidade de vida da população. Será um grande evento, como nossas cidades merecem”, disse o coordenador-geral do Conselho das Cidades, Carlos Eduardo Gomes Souza.
A programação conta com oito salas temáticas, nas quais são debatidas propostas de políticas públicas para o desenvolvimento urbano. Ao fim da conferência, as deliberações serão consolidadas em um documento oficial que orientará a PNDU nos anos seguintes.
A Conferência Nacional das Cidades nasceu em 2003, junto à criação do Ministério das Cidades, com uma perspectiva democrática inédita de participação social na formulação de políticas urbanas. As edições seguintes foram realizadas em 2005, 2007, 2010 e 2013, sempre com foco no direito à cidade, na gestão democrática, na sustentabilidade e na inclusão de instrumentos legais para políticas urbanas. A edição seguinte, prevista para 2016, foi suspensa e está sendo retomada uma década depois, marcando o processo de reconstrução da pasta e do Conselho das Cidades.
Programação
Quinta-feira (26/2)
8h às 12h – Marcha das Cidades e reunião dos segmentos
12h às 14h – Almoço
14h às 19h – Plenária
19h às 21h – Jantar e atração cultural
Sexta-feira (27/2)
8h às 12h – Reunião dos segmentos
12h às 14h – Almoço
14h às 17h – Plenária final e encerramento
Sinop
52 anos de história: Sinop celebra uma trajetória de coragem, planejamento e desenvolvimento
Quem olha hoje para as avenidas largas, os bairros em expansão, os prédios, o comércio, os serviços e a infraestrutura urbana de Sinop talvez tenha dificuldade para imaginar como era a cidade nos primeiros anos. Mas, para quem viveu aquele período, cada rua aberta e cada área ocupada carregam uma história de trabalho e perseverança.
É o caso de Joaquim Corrêa, morador que chegou a Sinop ainda jovem, aos 17 anos, e participou diretamente do processo de abertura de áreas que posteriormente dariam lugar a importantes regiões da cidade. Na década de 1970, quando a estrutura urbana ainda começava a tomar forma, ele e o cunhado trabalharam na derrubada da mata que hoje abriga o bairro Jardim das Violetas.
“Eu peguei Sinop nessa situação”, recorda Joaquim, ao relembrar o trabalho realizado na região onde hoje estão o Tiro de Guerra, a Avenida das Itaúbas e a Avenida das Palmeiras. O relato revela uma Sinop muito diferente da atual, mas também evidencia o esforço de uma geração que enfrentou as dificuldades dos primeiros anos para construir suas famílias e ajudar a abrir espaço para o crescimento do município.
Uma cidade construída por quem acreditou
A expansão de Sinop também contou com estratégias para atrair novos moradores e garantir condições mínimas para que eles pudessem permanecer na cidade. Joaquim lembra que, naquele período, a própria colonizadora incentivava a construção de moradias.
A iniciativa ajudava a enfrentar uma das principais dificuldades dos primeiros anos: oferecer moradia para quem chegava em busca de novas oportunidades.
“Com muito sofrimento, mas é glorioso hoje ver o crescimento de Sinop”, afirma Joaquim, que construiu sua vida no município. Foi em Sinop que se casou, criou a família e acompanhou, ao longo de décadas, as profundas mudanças pelas quais a cidade passou.
Entre essas transformações, ele destaca também a capacidade de adaptação da economia local. Quando a atividade madeireira começou a perder força, muitos chegaram a acreditar que Sinop não teria futuro. O município, entretanto, encontrou novos caminhos e avançou para a agropecuária e, posteriormente, para a agricultura, fortalecendo uma economia que continuaria impulsionando o desenvolvimento regional.
Para Joaquim, a história de Sinop é justamente a história de uma cidade que soube superar os períodos difíceis e seguir em frente. “Eu não tenho o que falar mal de Sinop, não. A gente só conta uma realidade do passado para uma glória do presente”, resume.
De uma cidade planejada a uma cidade que continua desenvolvendo
A Sinop que Joaquim ajudou a construir ganhou novas dimensões ao longo das décadas, mas preservou uma característica importante desde sua origem: o planejamento.
O secretário de Governo e Planejamento Estratégico, Klayton Gonçalves, explica que o crescimento atual é resultado de um processo contínuo de organização urbana, que precisa acompanhar a expansão do município e antecipar as necessidades das próximas gerações.
“Sinop nasceu planejada, mas foi a organização ao longo dos anos que consolidou esse desenvolvimento. O Plano Diretor estabelece diretrizes para o crescimento urbano, orientando novos loteamentos, a mobilidade e a expansão da cidade. Hoje temos avenidas largas, planejamento viário, novos semáforos, crescimento vertical e investimentos que preparam Sinop para as próximas décadas”, destacou.
Esse planejamento pode ser percebido na própria transformação da paisagem urbana. O traçado das avenidas, a expansão dos bairros, a implantação de novos equipamentos e as intervenções voltadas à mobilidade mostram uma cidade que cresce sem deixar de pensar em como esse crescimento impactará a vida da população.
Entre os projetos estruturantes está a duplicação da Avenida André Maggi e sua futura ligação com a BR-163. Para Klayton, a obra representa uma visão de longo prazo para a mobilidade e para a integração entre diferentes regiões do município. “A Avenida André Maggi passa a desempenhar um papel estratégico ao permitir uma conexão com a BR-163, formando um importante eixo de circulação. Além disso, novas ligações viárias aproximam bairros, reduzem distâncias e valorizam regiões inteiras da cidade. São intervenções pensadas para melhorar a vida das pessoas e preparar Sinop para continuar crescendo”, explicou.
Uma história que continua sendo escrita
Aos 52 anos, Sinop reúne diferentes gerações de moradores: aqueles que chegaram quando ainda era preciso abrir caminhos em meio à mata; os que vieram durante a consolidação da economia; e uma nova população que encontra hoje uma cidade estruturada, dinâmica e em constante transformação.
É essa conexão entre passado, presente e futuro que marca o aniversário do município. A história contada por Joaquim representa a memória de uma geração que enfrentou as dificuldades dos primeiros anos. O planejamento destacado por Klayton aponta para uma cidade que continua se preparando para os próximos capítulos.
Mais do que celebrar o que Sinop já alcançou, os 52 anos reforçam a força de uma cidade que nasceu com planejamento, cresceu com o trabalho de sua população e segue construindo seu futuro com novas oportunidades, infraestrutura e desenvolvimento.
Sinop celebra seus 52 anos olhando para trás com orgulho e para frente com confiança — reconhecendo quem ajudou a abrir os primeiros caminhos e mantendo o compromisso de continuar abrindo novos caminhos para as próximas gerações.
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