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Patrimônio histórico: quilombo em Campo Grande é o 1º tombado no país

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O Quilombo Tia Eva, nome popular da Comunidade Remanescente de Quilombo Eva Maria de Jesus, localizado em Campo Grande (MT) vai se tornar o primeiro quilombo tombado declarado do Brasil.

A comunidade é conhecida por ser uma das referências quilombolas mais antigas no país, fundada pela matriarca Eva Maria de Jesus, que chegou nas terras onde está localizada Campo Grande em 1905. O local se tornou um símbolo importante da resistência negra no estado.


Tia Eva (MS) é primeiro quilombo declarado tombado com a Portaria nº 135/2023 e inaugura novo Livro do Tombo. Foto: Foto: Bruna Costa Dias/Iphan
Tia Eva (MS) é primeiro quilombo declarado tombado com a Portaria nº 135/2023 e inaugura novo Livro do Tombo. Foto: Foto: Bruna Costa Dias/Iphan

Busto de Tia Eva, em frente à Igreja de São Benedito, erguida pela matriarca. O Quilombo Tia Eva inaugura o novo Livro do Tombo. Foto: Foto: Bruna Costa Dias/Iphan 

O presidente do Iphan, Leandro Grass, explica que a Constituição de 1988 já havia definido os quilombos como patrimônios culturais, mas faltava regulamentar esse procedimento.

“A Constituição de 88 definiu que os quilombolas, as comunidades quilombolas, suas reminiscências históricas, seus bens, já são patrimônio cultural. No entanto, de lá pra cá isso nunca foi detalhado ou regulamentado. Em 2023, iniciamos a elaboração de uma norma, de uma portaria que pudesse estabelecer o passo a passo para que as comunidades quilombolas indicassem, definissem o que elas queriam que fosse reconhecido como patrimônio cultural dentro dos seus territórios, dentro dos seus espaços”.

Divisor de Águas

Ainda segundo o presidente, essa declaração de tombamento vai iniciar um ciclo de reconhecimentos de reminiscências históricas quilombolas, se tornando um marco.

“A importância dessa declaração é enorme. Primeiro porque inaugura um ciclo que virá pela frente de reconhecimento, de tombamentos, de reminiscências históricas quilombolas. Vai ser o primeiro quilombo inscrito no novo livro de tombos que a gente criou, que é o livro dessas reminiscências, desses elementos, que tem muito a ver com a reparação histórica. Essa política que nós instituímos ajuda, contribui para a reparação e a justiça, que tem que ser construídas junto ao patrimônio cultural de matriz africana, a essas comunidades. É um marco, é um divisor de águas”. 

Além da declaração de tombamento, o novo Livro do Tombo de Documentos e Sítios Detentores de Reminiscências Históricas de Antigos Quilombos também vai ser inaugurado.

A declaração será feita nesta terça-feira (10), durante uma Reunião do Conselho Consultivo do Iphan, no Palácio Gustavo Capanema, no centro do Rio de Janeiro.

* Com supervisão de Sheily Noleto


Fonte: EBC Cultura

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Viva Maria: Flip 2026 celebra a força da língua portuguesa em Paraty

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Olá, gente amiga deste nosso programa, que se apressa em convidar toda a sua audiência a se sentir na paradisíaca cidade de Paraty, no Rio de Janeiro. A partir de amanhã e até o próximo domingo, a cidade vai reunir escritores, pensadores e artistas do Brasil e do mundo na 24ª edição da Festa Literária Internacional de Paraty (Flip) 2026, que este ano tem como tema central “A energia da Língua Portuguesa!” 

Mais do que uma oportuna homenagem, o tema celebra a diversidade e a potência dessa nossa língua-mãe, que une mais de 260 milhões de falantes em todo o mundo.

Ao longo dos próximos cinco dias, a língua portuguesa vai ecoar nas mesas de debate, nas atividades programadas e nos diversos espaços da Flip, como a Tenda dos Autores, uma grande vitrine para livros que fazem história. Que o diga Cristina Serra, jornalista e apresentadora do programa Brasil no Mundo, da TV Brasil, que teve a oportunidade de lançar, na Flip de 2019, o livro que escreveu sobre a tragédia de Mariana.

Agora, outra obra marcada pela memória e pela busca por justiça chega ao evento.

Sete anos após perder seus dois únicos filhos e a nora, grávida de seu primeiro neto, no rompimento da barragem de Brumadinho, Helena Taliberti transforma o luto em literatura. Depois de criar o Instituto Camila e Luiz Taliberti, ela lança um relato autobiográfico que vai além da dor: é um grito contra o esquecimento e um convite à justiça, à memória e à vida.

O livro será lançado oficialmente na 24ª edição da Festa Literária Internacional de Paraty (Flip), na Casa Ofício, no dia 25 de julho, às 11h30. Na obra, Helena registra sua trajetória de amor, sofrimento e ressignificação, convidando o público a refletir sobre o luto e a importância de preservar a memória.

O lançamento será marcado pelo painel “Semear futuros, cultivar a vida”, que reunirá Helena Taliberti, a jornalista, escritora e roteirista Jéssica Moreira, autora da coluna Morte sem Tabu, da Folha de S.Paulo, e o jornalista e escritor Jamil Chade, referência na cobertura de direitos humanos e crises humanitárias.


Fonte: EBC Cultura

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