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TJ investiga possível falha humana em soltura de acusado de estuprar e matar irmã em Cuiabá

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A Corregedoria-Geral do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) abriu, nesta quinta-feira (12), procedimento para investigar a soltura de Marcos Pereira Soares, suspeito de estuprar e matar a própria irmã, uma adolescente de 17 anos, em Cuiabá.A adolescente estava desaparecida desde terça-feira (10). O corpo foi localizado em um córrego, com pés e mãos amarrados a uma raiz e uma pedra grande sobre as costas, em uma tentativa de impedir que o cadáver emergisse.

A apuração foi determinada pelo corregedor-geral, o desembargador José Luiz Leite Lindote, após indícios de que um erro humano na análise de registros judiciais pode ter permitido a liberação do preso.

Segundo nota do Tribunal, uma análise preliminar apontou possível falha na verificação de dados do Banco Nacional de Medidas Penais e Prisões (BNMP), sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) que reúne informações sobre mandados de prisão e alvarás de soltura.

De acordo com o TJMT, não há evidências de problema no funcionamento do sistema. A suspeita é de que a falha tenha ocorrido durante a conferência das informações relacionadas ao detento.

“Em análise preliminar, foi identificada possível falha humana na verificação de dados do Banco Nacional de Medidas Penais e Prisões (BNMP), relacionada à existência de dois Registros Judiciais Individuais (RJI) vinculados ao nome da mesma pessoa”, informou o Tribunal.

Ainda conforme a nota, a investigação busca esclarecer como ocorreu a liberação. “Não há, até o momento, indícios de falha no funcionamento do sistema. A apuração busca esclarecer os fatos e verificar as circunstâncias do ocorrido”.

A soltura

Marcos foi solto no último sábado (7), após a revogação da prisão preventiva em um dos processos aos quais respondia.

Quando uma pessoa é presa, o CNJ gera um Registro Judicial Individual (RJI), documento que funciona como uma espécie de “CPF criminal”, reunindo histórico de mandados e decisões judiciais.

No caso de Marcos, havia dois registros vinculados ao nome dele no sistema. Durante a análise para emissão do alvará de soltura, apenas um deles teria sido verificado, sem que fosse identificada outra condenação registrada em um segundo RJI.

Ele havia sido condenado em 2023 pelo homicídio de Severino Messias Santos, de 56 anos, crime ocorrido em maio de 2020, além de responder a um processo por violência doméstica.

A falha foi identificada na quarta-feira (11) pelo juiz Geraldo Fernandes Fidelis Neto, da 2ª Vara Criminal de Cuiabá, que passou a considerar Marcos foragido da Justiça.

Após constatar o problema, o magistrado comunicou o CNJ para que os registros existentes no BNMP fossem verificados e unificados.

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Max Russi confirma avanço de projeto para o primeiro Hospital Veterinário Estadual de Mato Grosso

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Mato Grosso está mais perto de ganhar o seu primeiro Hospital Veterinário público de abrangência estadual. Em declaração na última quarta-feira (3), o deputado Max Russi (Podemos), presidente da Assembleia Legislativa, confirmou que a proposta recebeu parecer favorável do governador Otaviano Pivetta e segue avançando nos trâmites burocráticos internos do Executivo.

O processo, conduzido pela Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (SETASC), passou recentemente pela análise da Procuradoria-Geral do Estado (PGE), que emitiu um parecer orientando ajustes e correções técnicas no edital para garantir total segurança jurídica ao certame. A equipe da Superintendência de Políticas de Proteção aos Animais Domésticos está analisando o material, para então abrir caminho para a publicação do edital de Chamamento Público.

De acordo com Max, a expectativa é que a estrutura comece a se concretizar nos próximos meses. “O trâmite está avançando. Não dá para precisar se leva 90 ou 120 dias, mas quero crer que, se não houver nenhum imprevisto jurídico ou burocrático no chamamento público, ainda em 2026 nós teremos o hospital veterinário na nossa capital”, projetou.

A unidade de saúde será financiada com recursos do Estado. Pelo critério populacional e pela alta demanda regional, a estrutura física será instalada na Capital, beneficiando diretamente Cuiabá, Várzea Grande e toda a Baixada Cuiabana. A estratégia do Parlamento e do governo é usar este primeiro hospital como modelo para, em um segundo momento, expandir o atendimento público veterinário para outras regiões do estado.

A articulação para a construção do hospital integra um conjunto amplo de políticas públicas lideradas por Max por meio do Grupo de Trabalho (GT) da Causa Animal na Assembleia Legislativa. Ao todo, o parlamentar já destinou quase R$ 2 milhões em emendas de seu orçamento pessoal para financiar projetos de proteção, assistência e bem-estar animal em no estado

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