Cuiabá

Prefeitura e CS Mobi debatem ampliação de estacionamento e revitalização de casarões

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Cuiabá

O prefeito Abilio Brunini iniciou uma nova rodada de diálogo com a concessionária CS Mobi para tratar de adequações no contrato de concessão firmado em 2022 e da execução das obras previstas para a região central de Cuiabá.

A reunião ocorreu na tarde desta quarta-feira (18) e reuniu a secretária municipal de Mobilidade Urbana e Segurança Pública, Francyanne Siqueira Chaves Lacerda; o procurador-geral do Município, Luiz Antônio Araújo Júnior; o diretor regulador da Agência de Fiscalização e Regulação dos Serviços Públicos Delegados, Alexandre César Lucas; além de representantes do consórcio responsável pelo projeto.

O encontro marca um novo momento na relação entre Prefeitura e concessionária e a agenda indica uma tentativa de construção conjunta de soluções que garantam maior retorno social e urbano à população cuiabana. Uma nova rodada de reuniões aprofundará as modificações, sugestões e adequações na execução do contrato – junto à Secretaria de Mobilidade Urbana e Segurança Pública.

“Estamos conduzindo esse processo com total transparência, abrindo o diálogo para construir parcerias que permitam um reequilíbrio entre a contrapartida da Prefeitura e as entregas do consórcio à população. Isso inclui a revitalização dos casarões do Centro Histórico, a análise do estacionamento rotativo, especialmente no Jardim Cuiabá, e a repaginação de espaços no Mercado Municipal Miguel Sutil, com foco na valorização da cultura, do artesanato e da gastronomia cuiabana”, analisou o prefeito.

Entre os pontos discutidos está a inclusão da restauração de casarões e prédios históricos no centro da capital, medida voltada à preservação do patrimônio e à requalificação urbana. Também entrou em pauta o redimensionamento e levantamento técnico para a instalação de vagas do estacionamento rotativo no bairro Jardim Cuiabá, com foco em ajustes que atendam melhor moradores e comerciantes da região.

Outro eixo central das tratativas envolve o Novo Mercado Municipal Miguel Sutil, um dos principais investimentos vinculados à Parceria Público-Privada (PPP). A proposta é ampliar o alcance social e cultural do espaço, com a criação de áreas destinadas ao artesanato, à chamada “Vila Cuiabana”, voltada à valorização dos costumes locais, e à gastronomia regional.

A Prefeitura também apresentou sugestões para garantir maior presença do poder público e de iniciativas locais no empreendimento, como a cessão e locação de espaços em regime de comodato para secretarias municipais, além da destinação de áreas exclusivas para mulheres cuiabanas empreendedoras, artistas e artesãos.

O contrato prevê investimentos da ordem de R$ 100 milhões a R$ 130 milhões, incluindo o sistema de estacionamento rotativo, a construção do mercado, requalificação de vias e modernização do mobiliário urbano. A atual gestão busca, por meio do diálogo, ajustar diretrizes para que a concessão amplie seus resultados práticos, com impactos diretos na mobilidade, economia local e valorização cultural da cidade.

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Cuiabá

Comerciantes impulsionam economia no Festival da Pamonha na Comunidade Rio dos Peixes

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Com foco nos comerciantes da região, o 7º Festival da Pamonha da Comunidade Rio dos Peixes segue movimentando a economia local e fortalecendo a agricultura familiar. Realizado às margens da MT-251, o evento reúne produtores e trabalhadores que encontram na tradição do milho uma importante fonte de renda e visibilidade.

Presidente da Associação dos Pamonheiros e à frente da organização desde a primeira edição, Katia Maraiki Schroeder destaca o crescimento contínuo do festival e o impacto direto para quem vive da produção. “Esse evento é muito importante para nós. A cada ano o sucesso é maior. Aumentou a quantidade de milho e de produtores. Começamos com nove e hoje já são 14, e só cresce”, informou.

A diversidade de produtos também chama atenção e amplia as oportunidades de venda ao longo dos dias de evento.

“Hoje tem uma variedade muito grande: licor de milho, bolinho frito, picolé de pamonha, cural, milho cozido e bolo. A cada ano aumenta mais. E os preços são acessíveis, entre R$ 10 e R$ 15, para todo mundo poder consumir”, disse Katia.

Além das tradicionais pamonhas doces, salgadas e recheadas, o público encontra variedade de produtos derivados do milho ao longo do festival. Entre eles estão cural, milho cozido, bolos, doces e até licor de milho, reforçando a diversidade gastronômica e a identidade cultural da região.

A expectativa de público também reforça o potencial econômico para os comerciantes. “A gente calcula entre 4 mil e 5 mil pessoas por dia, porque aqui é rota de passagem. Muita gente para, consome e segue viagem. Isso movimenta bastante.”

Na ponta da venda, quem também sente esse impacto é o comerciante Léo Rodriguez, que trabalha em uma das pamonharias participantes e destaca os produtos mais procurados.

“A nossa especialidade é o caldo de quenga, que é um prato típico, mas também temos pamonha doce e salgada, cural, bolo de milho e sopa paraguaia. O que mais sai é a pamonha e o caldo”, contou.

Com opções variadas, os preços seguem uma média acessível, o que ajuda a atrair consumidores. Para além das vendas, Léo reforça o papel social do festival na geração de renda para trabalhadores da comunidade.

“Ajuda muito, principalmente quem trabalha de forma informal. É uma renda extra, um complemento. Além disso, o pessoal divulga o próprio trabalho, que já é tradição. Isso aqui alimenta muitas famílias”, comentou.

Com apoio institucional da Prefeitura de Cuiabá e presença do prefeito Abilio Brunini na abertura, o festival segue até o dia 21 de abril, consolidando-se como um dos principais eventos gastronômicos e culturais da região.

Segundo o secretário municipal de Agricultura e Trabalho, Vicente Falcão, o festival vai além da valorização cultural e tem impacto direto na economia, ao envolver centenas de trabalhadores e movimentar toda a cadeia produtiva do milho, da produção à comercialização.

“Isso impacta diretamente na economia. São cerca de 300 pessoas trabalhando no evento, desde a produção até as barracas. É um ciclo completo, da terra ao balcão, que gera renda, fortalece a agricultura familiar, garante alimento de qualidade e ainda fecha com sustentabilidade, reaproveitando os resíduos na própria produção”, pontuou.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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