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Alta dos combustíveis preocupa Assembleia e pode encarecer produção agrícola em Mato Grosso, alerta Max Russi

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A alta dos combustíveis em meio às tensões internacionais envolvendo o Irã já começa a gerar preocupação entre lideranças políticas de Mato Grosso. O presidente da Assembleia Legislativa, deputado Max Russi (PSB), afirmou que o impacto direto sobre o diesel pode comprometer a produção agrícola, pressionar os preços e gerar efeitos em cadeia na economia.

“Preocupa, preocupa porque isso aí encarece a nossa produção, nós dependemos muito do diesel para a produção da agricultura no nosso estado, então vai aumentar o custo da produção e lógico que já vai aumentar o valor dos produtos, já gera inflação, gera uma série de incertezas”, declarou o parlamentar.

Mato Grosso não é apenas um estado relevante no agro — é o principal motor da produção agrícola brasileira. O estado é líder absoluto na produção de soja, milho e algodão, responde por mais de 30% de toda a produção de grãos do país e ainda figura entre os maiores produtores de carne bovina do Brasil. Em números práticos, lidera com folga a produção de soja, com cerca de 30% do total nacional, domina a produção de milho com participação próxima de 40% e concentra mais de 60% do algodão produzido no país. Além disso, mantém um dos maiores rebanhos bovinos do território nacional.

Esse peso transforma qualquer variação no custo do combustível em um problema nacional. Com uma cadeia produtiva altamente dependente do diesel — desde o plantio até o transporte da safra — o aumento no preço impacta diretamente a competitividade do setor e, inevitavelmente, chega ao consumidor final.

“Já vai aumentar o valor dos produtos, já gera inflação, gera uma série de incertezas”, reforçou Russi, ao destacar que o efeito não se limita ao campo, mas atinge toda a economia.

O deputado também chamou atenção para o comportamento do mercado diante do cenário de incerteza. “Eu vi pessoas comprando e estocando combustível com medo de ter dificuldade”, afirmou, apontando um ambiente de apreensão que pode intensificar ainda mais a pressão sobre os preços.

Apesar do cenário externo, Russi questiona a justificativa para aumentos expressivos no Brasil. “Mesmo o Brasil produzindo quase todo o seu petróleo, é algo na faixa de menos de 15% que o Brasil precisa importar, então não é um número elevado e não se justifica alta”, pontuou. “Esse percentual que nós não somos produtores é um percentual pequeno que dá para ser absorvido.”

Na avaliação do presidente da Assembleia, é fundamental ampliar o debate público para evitar distorções no mercado. “A gente precisa fazer esse debate de forma pública, porque se a gente deixar, os abusos, os preços orbitantes acontecem e a população acaba sendo explorada”, alertou.

Questionado sobre a possibilidade de redução de tributos por parte dos estados, após sinalizações do governo federal em momentos anteriores, Russi defendeu que medidas nesse sentido sejam consideradas. “Acho que sim. Eu acho que tudo que a gente conseguir trabalhar para buscar aí um melhor preço, uma melhor condição e uma tranquilidade maior nesse período de incerteza, de guerra, de dúvidas, eu acho que é válido e é importante que os governos do Estado também avancem nessa direção”, afirmou.

Diante de um cenário internacional instável, a preocupação do setor político e produtivo se intensifica. Em um estado que lidera a produção agrícola do país e sustenta parte significativa da economia nacional, qualquer aumento no custo do combustível tem potencial de repercutir diretamente no preço dos alimentos, na inflação e no bolso da população brasileira.

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Sinop

Infectologista da Prefeitura de Sinop explica o que é meningite, sintomas e forma de prevenção

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A meningite é uma inflamação das membranas que envolvem o cérebro e a medula espinhal, podendo ser causada por vírus, bactérias ou outros agentes infecciosos. Entre os tipos, a meningite bacteriana é considerada a forma mais grave da doença, com risco de complicações, sequelas e até óbito, especialmente quando não tratada de forma rápida.

De acordo com a médica infectologista Érica Moreira, a transmissão da meningite bacteriana exige contato próximo e prolongado com uma pessoa infectada. “O que consideramos contato próximo é uma distância inferior a um metro, geralmente por um período prolongado. Por isso, não há motivo para pânico, mas sim para cautela”, explica.

A especialista alerta que os sinais da doença podem surgir de forma repentina e evoluir rapidamente, principalmente em crianças. Entre os principais sintomas estão febre alta de início súbito, prostração e fraqueza intensa, náuseas e dor abdominal, dor de cabeça, sonolência excessiva ou irritabilidade e alteração no comportamento, como a criança ficar apática ou muito diferente do habitual.

“Uma criança que estava bem e, em poucas horas, passa a ficar muito debilitada, sonolenta ou irritada, precisa de avaliação médica imediata”, reforça a médica. A meningite atinge, principalmente, crianças, porém também pode acometer adultos.

Érica esclarece que a principal forma de prevenção da meningite é a vacinação. O Sistema Único de Saúde (SUS) oferece imunização gratuita conforme o calendário do Ministério da Saúde (MS) para crianças menores de 5 anos e adolescentes entre 11 e 13 anos. “A vacinação é extremamente segura, necessária e evita uma doença grave. Os pais devem conferir o cartão de vacina dos filhos e, em caso de atraso, procurar uma unidade de saúde”, orienta.

Outra medida que contribui para prevenir e conter a transmissão é evitar aglomerações em situações de risco, como em casos confirmados ou suspeitos, além de manter atenção aos sintomas.

Monitoramento e medidas de controle

Em Sinop, a situação mantém-se controlada e monitorada pela Vigilância Epidemiológica. Todas as pessoas que tiveram contato com a aluna de 5 anos da Escola Municipal de Educação Infantil (Emei) Tempo de Infância passaram por avaliação médica preventiva. Nenhum outro caso suspeito foi notificado.

Embora tenha sido constatado que a contaminação não ocorreu no ambiente escolar, mas sim no convívio familiar, a unidade passará por higienização, conforme orientação da vigilância, e as aulas permanecerão suspensas nesta quarta (22), quinta (23) e sexta-feira (24). “As famílias são orientadas sobre quais sinais observar, quando procurar reavaliação médica e quais medidas devem adotar. Isso é fundamental para evitar a propagação da doença”, explica a infectologista.

Situação em Sinop

Atualmente, o município de Sinop registra dois casos confirmados de meningite bacteriana, sendo um deles com evolução para óbito. As autoridades de saúde reforçam que os casos estão sendo monitorados pela Vigilância Epidemiológica, com adoção de todas as medidas de controle, e não há indicativo de surto no município.

Prefeitura de Sinop

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