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Polícia Civil cumpre mandado de prisão de homem condenado a mais de 22 anos de prisão pelo crime roubo Rondonópolis

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A Polícia Civil prendeu um homem, de 28 anos, condenado pelo crime de roubo, em Rondonópolis. A ação ocorreu, nessa segunda-feira (23.3), no bairro Parque Residencial Universitário, em decorrência de cumprimento a mandado de prisão definitiva, expedido pela Segunda Vara Criminal da Comarca do Município.

Conforme consta no mandado, o condenado possui pena remanescente de 22 anos e 6 meses de reclusão, a ser cumprida em regime fechado.

A captura é resultado de intenso trabalho investigativo realizado pela Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Rondonópolis, com diligências contínuas e levantamento de informações que possibilitaram a localização do foragido.

Após a prisão, o homem foi encaminhado à delegacia e, posteriormente, colocado à disposição da Justiça.

O crime

O preso foi condenado por participação no crime que culminou na morte e desaparecimento de Antônio Marcos Alves, de 52 anos, motorista de carreta que saiu de Comodoro para realizar transporte de fertilizantes em Rondonópolis.

Durante as investigações, a carreta da vítima, um Scania, foi localizada em Campo Verde, e a carga recuperada em área rural. Posteriormente, após denúncia, um corpo foi encontrado no dia 08 de março de 2023 na região da Serra da Petrovina, em Pedra Preta, sendo submetido à perícia para identificação.

Após a prisão, o condenado foi encaminhado à delegacia e colocado à disposição da Justiça.

Fonte: Policia Civil MT – MT

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Advogado divulga imagens e contesta tese de surto em assassinato de empresária

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O advogado Rodrigo Pouso Miranda divulgou, neste domingo (6), trechos de gravações feitas na casa onde a empresária Gleici Keli Geraldo, de 42 anos, foi assassinada pelo marido, o engenheiro agrônomo Daniel Frasson. O crime ocorreu em 24 de junho de 2025, em Lucas do Rio Verde, a 330 quilômetros de Cuiabá.

Representante da família da vítima, Pouso afirma que as imagens enfraquecem a versão de que Daniel teria agido durante um surto. Segundo ele, as câmeras registraram discussões, ameaças e atitudes anteriores ao crime que indicariam que o ataque foi planejado.

“Quem viu as imagens já sabe. Não foi loucura. Foi plano. […] As câmeras registraram tudo. Não foi surto. Foi escolha”, escreveu o advogado no Instagram.

Gleici foi atacada enquanto dormia e atingida por 21 golpes de faca. A filha do casal, que tinha 7 anos na época, também foi esfaqueada oito vezes. A menina conseguiu sobreviver após receber atendimento médico.

De acordo com Pouso, os vídeos mostram conflitos entre o casal nos dias anteriores ao assassinato. As discussões envolveriam principalmente problemas financeiros, incluindo divergências relacionadas à compra de uma botina, uma antena Starlink e uma quantia de R$ 2,2 mil.

Em um dos trechos divulgados, Gleici aparece dizendo: “Dani, pelo amor de Deus”. Em outra gravação, ela afirma: “Já chega de trauma”.

O advogado também relata que, dois dias antes do crime, Daniel teria ameaçado matar a esposa e a filha. Uma irmã dele teria enviado uma mensagem para alertar Gleici e aconselhá-la a esconder as facas existentes na residência. Ainda conforme Pouso, o engenheiro descobriu o aviso e demonstrou irritação.

Uma consulta com um psiquiatra estava marcada para as 15h do dia do assassinato. Daniel teria concordado em participar do atendimento, mas, segundo o advogado, pegou uma faca por volta das 6h55, horas antes do horário agendado.

As gravações também teriam captado Daniel afirmando que havia “perdido um milhão”. Pouso sustenta que o acusado mantinha anotações sobre valores que atribuía como dívida à esposa e demonstrava insatisfação com o crescimento profissional dela, que se preparava para lançar uma marca.

Daniel permanece internado no Centro Psicossocial de Cuiabá. A defesa alega que ele não tinha consciência dos próprios atos quando atacou a família, conclusão inicialmente apontada em avaliação psiquiátrica.

O resultado do exame, porém, foi questionado pelo Ministério Público e pelos familiares de Gleici. A homologação do laudo foi anulada e uma nova análise foi feita por uma junta composta por três peritos. A Justiça ainda deverá decidir sobre a condição mental do acusado e como essa conclusão interferirá no andamento do processo.

Pouso afirmou ainda que parentes de Daniel conseguiram interditá-lo após o crime e que a internação já teria custado mais de R$ 200 mil aos cofres públicos. Posteriormente, o engenheiro teria solicitado, no processo de inventário, metade dos bens e dos valores provenientes de aluguéis deixados pela empresária.

A família de Gleici participa do processo como assistente de acusação.



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