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Via Sacra do Anjo da Guara inicia apresentações em São Luís

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O maior espetáculo de teatro ao ar livre do estado do Maranhão, a “Via Sacra do Anjo da Guarda”, começa sua série de apresentações em São Luís a partir desta quinta-feira, 2.

Esta é a 45ª edição do espetáculo comandado pelo Grupo Independente de Teatro Amador – Grita. Com o tema “Paixão que Inclui, Arte que Acolhe”, a edição 2026 percorrerá as ruas do bairro do Anjo da Guarda nos dias 2 e 3 de abril, a partir das 18h.

O Coordenador Técnico das estruturas cenográficas, Simoney Mascarenhas, destaca as etapas finais de montagens em vários pontos do bairro onde acontecem as encenações.

“A equipe de cenografia está dando os últimos retoques no cenário, a gente tá com a coordenação técnica de iluminação. Em toda essa área ade dois quilômetros é instalado os refletores de led, pra que a gente possa ter uma iluminação mais adequada. Alguns ajustes estão sendo feitos pela carpintaria, onde está sendo montada a passarela. Nessa passarela, acontece o encontro de Jesus com Maria”.  

Moradores da região integram as equipes técnicas, encenação e produção da peça. Somente em figurinos, mais de mil foram confeccionados para a apresentação deste ano.

Mantendo a tradição de misturar o texto bíblico com questões da sociedade contemporânea, o Grupo Grita este ano vai tocar em temas como apagamento histórico, desigualdades sociais e a questão racial ao longo do percurso da Via Sacra.

Com uma duração de cerca de quatro horas, a Via Sacra do Anjo da Guarda tem um público estimado em mais de 200 mil pessoas, somados os dois dias de apresentações.


Fonte: EBC Cultura

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Viva Maria: Rádio Nacional da Amazônia completa 49 anos

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A Rádio Nacional da Amazônia completa 49 anos nesta terça-feira,1º, e ganha uma homenagem especial no Viva Maria. Com apresentação de Mara Régia, o programa celebra a história da emissora que, há quase cinco décadas, leva informação, cultura e serviço a comunidades de diferentes regiões da Amazônia.

Para marcar a data, o programa recupera a memória musical da emissora em um depoimento do cantor e compositor paraense Nilson Chaves. Ele relembra o processo coletivo de criação de oito peças musicais produzidas especialmente para a Rádio Nacional da Amazônia, em uma experiência que buscou traduzir, em diferentes ritmos, a diversidade cultural da região e a relação da rádio com seus ouvintes.

“Conseguimos viajar um pouco nos ritmos da Amazônia, trazer mais esses ritmos para dentro da rádio, que fosse a identidade da rádio junto com esse povo amazônico”, conta Nilson Chaves.

A edição também apresenta uma memória especialmente afetiva. Mara Régia, que há décadas está ligada à programação da Rádio Nacional da Amazônia, lembra que a emissora se tornou uma espécie de ponte entre os territórios mais distantes e o restante do país.

Essa dimensão aparece com força no depoimento de Maryellen Crisóstomo, jornalista, ativista dos direitos humanos e liderança quilombola do Território Baião, em Almas, no sudeste do Tocantins. Ela conta que cresceu ouvindo a Nacional da Amazônia e que, para sua família, a rádio era muito mais do que uma fonte de informação: era também um meio de comunicação entre parentes e comunidades.

Maryellen recorda, por exemplo, os calendários enviados pela emissora aos ouvintes que escreviam para a rádio. A lembrança, guardada desde a infância, transforma em testemunho da presença da Nacional da Amazônia no cotidiano de comunidades onde outros meios de comunicação praticamente não chegavam.

E, para Mara Régia, a comemoração dos 49 anos já aponta para o próximo grande marco: o cinquentenário da emissora, em 2027.

Confira no player.


Fonte: EBC Cultura

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