Cultura
Via Sacra do Anjo da Guara inicia apresentações em São Luís
Cultura
O maior espetáculo de teatro ao ar livre do estado do Maranhão, a “Via Sacra do Anjo da Guarda”, começa sua série de apresentações em São Luís a partir desta quinta-feira, 2.

Esta é a 45ª edição do espetáculo comandado pelo Grupo Independente de Teatro Amador – Grita. Com o tema “Paixão que Inclui, Arte que Acolhe”, a edição 2026 percorrerá as ruas do bairro do Anjo da Guarda nos dias 2 e 3 de abril, a partir das 18h.
O Coordenador Técnico das estruturas cenográficas, Simoney Mascarenhas, destaca as etapas finais de montagens em vários pontos do bairro onde acontecem as encenações.
“A equipe de cenografia está dando os últimos retoques no cenário, a gente tá com a coordenação técnica de iluminação. Em toda essa área ade dois quilômetros é instalado os refletores de led, pra que a gente possa ter uma iluminação mais adequada. Alguns ajustes estão sendo feitos pela carpintaria, onde está sendo montada a passarela. Nessa passarela, acontece o encontro de Jesus com Maria”.
Moradores da região integram as equipes técnicas, encenação e produção da peça. Somente em figurinos, mais de mil foram confeccionados para a apresentação deste ano.
Mantendo a tradição de misturar o texto bíblico com questões da sociedade contemporânea, o Grupo Grita este ano vai tocar em temas como apagamento histórico, desigualdades sociais e a questão racial ao longo do percurso da Via Sacra.
Com uma duração de cerca de quatro horas, a Via Sacra do Anjo da Guarda tem um público estimado em mais de 200 mil pessoas, somados os dois dias de apresentações.
Cultura
Janis Joplin é homenageada em exposição no Museu da Imagem e do Som-SP
Ícone da contracultura hippie e dona de uma das maiores vozes do rock, Janis Joplin é homenageada em uma exposição que começou nesta quinta-feira no Museu da Imagem e do Som, em São Paulo. São mais de trezentos itens originais da cantora e compositora estadunidense, entre cartas, fotografias, figurinos e discos. 

Janis Joplin teria completado 83 anos em janeiro. Ela morreu em outubro de 1970, aos 27 anos, e se consagrou como uma das grandes vozes do rock, além de ter uma presença de palco eletrizante.
Na mostra, o público pode ver fotos, livros e discos de músicos de blues que influenciaram a artista, além de cartas, desenhos criados por ela, acessórios e roupas – objetos que estavam guardados desde a morte da cantora e são exibidos pela primeira vez. O diretor-geral do MIS e curador da exposição, André Sturm, explicou a ideia de dividir a exposição por sentimentos. Para ele as emoções eram intensas, por isso escolheu este lado mais potente: o amor, a felicidade, a tristeza, a liberdade…
A intensidade da voz rasgada pode ser ouvida em trechos de músicas disponíveis na mostra e também no vídeo exibido em uma tela enorme com um trecho da apresentação no Festival de Monterey Pop em 67, um ponto de virada na carreira de Janis Joplin.
Uma das salas é dedicada à vinda de Janis ao Brasil: em fevereiro de 1970, meses antes de morrer, ela desembarcou no Rio de Janeiro, em pleno carnaval, conheceu Alcione e Serguei, deu canjas em boates e foi fotografada nas praias cariocas.
Chris Flannery foi consultor da exposição, e fez a ponte entre o museu e a família da cantora. Ele conta que a mostra traz a essência do estilo boho-chic de Janis e vai além
“Eu acho que nos manuscritos, nos desenhos dela, você vai ver um lado dela que as pessoas não conheciam: ela era uma artista. Então tem um espaço com a arte dela aqui. Então agora você tem a chance de começar a entender quem foi essa mulher. E tem muitos detalhes, muitas coisas da história dela e foi feito um ótimo trabalho de capturar a essência de quem ela foi como musicista”.
Entre os anos de 1966 e 1970, Janis Joplin gravou quatro discos: dois como vocalista da banda Big Brother and the Holding Company e dois em carreira solo. O último deles, “Pearl”, foi lançado em janeiro de 1971, três meses depois da morte da cantora.
Janis Joplin foi livre à sua própria maneira e, além da importância na música, também representou um símbolo de liberdade para as mulheres ao não se encaixar em papéis sociais estabelecidos.
A exposição “Janis” fica em cartaz no MIS até o mês de julho, e os ingressos podem ser comprados no site do museu. Às terças-feiras, a entrada é gratuita.
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