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Fiéis acompanham Via Sacra de Sexta-Feira Santa no Distrito Federal

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Milhares de fiéis acompanham a Via Sacra nesta Sexta-Feira Santa no Morro da Capelinha, em Planaltina, região administrativa do Distrito Federal, a cerca de 40 quilômetros de Brasília. O evento, que completa 53 anos em 2026, é o grande destaque da programação religiosa da capital, reunindo fé, tradição e cultura. As encenações começam a partir das 15h, primeiro com a celebração da Cruz, seguida da Paixão de Cristo. O diretor-geral do grupo da Via Sacra do Morro da Capelinha, Preto Rezende, destaca a força da comunidade para tornar o evento um dos mais tradicionais do país. Preto conta que a encenação reserva muitas surpresas para o público:

“15 horas, a celebração da Cruz… o bispo Dom Paulo Cezar, bispo de Brasília, preside a celebração da Cruz. Às 16 horas inicia todo o trabalho das encenações, né? Da cidade, o julgamento, as flagelações, as 14 estações dolorosas e, para o público que fica, que a gente não fica também só na Cruz… nós acreditamos na ressurreição! Então, a gente faz a 15ª estação, que é a estação gloriosa, onde Jesus é ressuscitado”, conta.

Em 2025, mais de 100 mil pessoas acompanharam a Via Sacra no Morro da Capelinha, em Planaltina. O espetáculo contou ainda com cerca de 1.400 voluntários, entre produção, atores e figurantes. 


Fonte: EBC Cultura

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Sétima Feira do Cordel Brasileiro começa neste sábado em Fortaleza

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Em Fortaleza, começa neste sábado (20) a sétima Feira do Cordel Brasileiro, evento que reúne poetas, cordelistas, músicos e pesquisadores ligados à literatura de cordel. A programação é gratuita, segue até o dia 28 de junho e traz shows, exposições e oficinas gratuitas na Caixa Cultural.

Com origens na tradição oral e ligada a expressões como o repente, a cantoria e a embolada, a literatura de cordel é patrimônio cultural imaterial brasileiro. Tradição bastante enraizada em estados do Nordeste como Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte, Ceará e Bahia, o cordel é negócio de família para Klévisson Viana, poeta cordelista bisneto, neto e filho de poetas ligados à contação de histórias. Ele organiza a Feira do Cordel Brasileiro há dez anos em Fortaleza, no Ceará. O evento busca conectar novas gerações a essa tradição.

“A nossa feira está sempre um passo à frente, é sempre um pé na tradição e um pé na modernidade. Por isso, o palco muitas vezes é dividido entre um artista adolescente com um decano, procurando mostrar isso para que a criança e o adolescente vejam que cultura popular é uma coisa muito legal e que, para você produzir cultura popular, não tem nada a ver com coisa de velhinho, é para pessoas de qualquer idade”, explica Klévisson.

Entre as atrações está o espetáculo “Eu parece que tô vendo”, do artista paraibano Jessier Quirino, neste fim de semana, e, no dia 25, ocorre a abertura oficial do evento, com recitais, shows e cantorias de nomes como Ivanildo Vilanova, Jonas Bezerra, Mestre Geraldo Amâncio e Chico Pedrosa.

Klévisson Viana destaca o potencial do cordel em instigar a imaginação em uma época em que a inteligência artificial ameaça a criatividade humana:

“Um texto feito pela IA, por mais primorosa que a IA chegue no patamar e que consiga realmente fazer algo bom, ela não vai ter esse tempero, essas minudências, esse sotaque, essa maneira de se expressar que a sua alma tem e que cada alma tem sua maneira peculiar de expressar um sentimento. E a IA é uma coisa pasteurizada, é uma coisa generalizada, é uma coisa de tudo e não é nada.”

A feira traz oficinas de desenho, xilogravura e cordel, além do forró de Cacimba de Aluá e o Teatro de Bonecos da Cia Calunga de Teatro.

O evento, que acontece nas unidades da Caixa Cultural, já passou por Salvador este ano e, depois de Fortaleza, deve chegar às cidades de Brasília e São Paulo. A programação é gratuita e as informações estão no site da Caixa Cultural.


Fonte: EBC Cultura

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