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ALMT aposta na juventude e transforma programa de jovem aprendiz em porta de entrada para o futuro profissional em Mato Grosso

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No Dia do Jovem, celebrado nesta segunda-feira, 13 de abril, a Assembleia Legislativa de Mato Grosso (Assembleia Legislativa de Mato Grosso) transformou uma data simbólica em vitrine de um debate urgente para o Estado: a necessidade de preparar uma nova geração para ocupar os espaços deixados por um mercado de trabalho em expansão acelerada e, ao mesmo tempo, carente de mão de obra qualificada. O Programa Jovem Aprendiz da Casa, que completa 30 dias de funcionamento sob a gestão do presidente Max Russi, surge como uma resposta concreta a um dos principais desafios de Mato Grosso: formar jovens para o primeiro emprego em um cenário de crescimento econômico que já pressiona empresas, setor público e serviços por profissionais capacitados.

Em um Estado que lidera índices de produção agropecuária, amplia polos industriais, investe em infraestrutura e atrai novos empreendimentos, a falta de trabalhadores preparados se tornou um gargalo real. O problema vai além da escassez numérica de pessoas dispostas a trabalhar. O que empresários, gestores públicos e especialistas têm apontado é uma dificuldade crescente de encontrar jovens com formação básica consistente, capacidade de comunicação, disciplina profissional e preparo técnico para ingressar no mercado.

É nesse contexto que programas de aprendizagem ganham relevância estratégica. Mais do que oferecer salário ou uma vaga temporária, eles criam uma ponte entre adolescência, qualificação e responsabilidade social. Na prática, funcionam como um primeiro contato com a rotina profissional, o cumprimento de horários, o trabalho em equipe, o respeito à hierarquia e, sobretudo, a construção de autonomia.

A experiência do jovem Gustavo Nascimento, um dos participantes do programa da ALMT, sintetiza esse novo momento. Aos 14 anos, ele já enxergava no trabalho uma porta de entrada para a independência financeira e para o amadurecimento pessoal. Ao ingressar na Assembleia, Gustavo passou a vivenciar não apenas a rotina institucional do Parlamento, mas também um universo até então distante de muitos adolescentes: o funcionamento do poder público, os bastidores das decisões políticas e o papel das instituições na vida da sociedade.

Segundo ele, a experiência tem ampliado sua visão de mundo. Além de aprender funções práticas e desenvolver postura profissional, Gustavo relata que passou a se comunicar melhor, entender processos administrativos e despertar interesse pela política e pelo papel da cidadania. Em um tempo em que parte da juventude se sente distante da vida pública, iniciativas como essa ajudam a aproximar os jovens dos espaços de decisão e participação.

Para o presidente da ALMT, Max Russi, o programa representa um investimento de longo prazo no capital humano do Estado. Ele destaca que o convívio diário com parlamentares, servidores e diferentes setores administrativos permite aos aprendizes uma formação que vai além da função exercida. Trata-se, segundo ele, de um aprendizado sobre sociedade, deveres, direitos e cidadania.

A proposta também tem sido acompanhada de perto pela área de Gestão de Pessoas da Assembleia. A secretária Maythana Rodrigues, responsável pelo setor, afirma que o projeto foi estruturado para oferecer acompanhamento próximo e responsável. Cada jovem aprendiz conta com orientação direta de servidores da Casa, que assumem o papel de mentores, transmitindo conhecimento técnico, postura ética e noções sobre o funcionamento do serviço público.

Esse modelo de tutoria tem sido considerado um dos diferenciais do programa. A avaliação interna é de que, mesmo nos primeiros 30 dias, já é possível perceber ganhos importantes tanto para os jovens quanto para a instituição. Os adolescentes passam a desenvolver responsabilidade e visão profissional, enquanto o ambiente de trabalho também se renova com mais energia, novas perspectivas e troca de experiências.

Em Mato Grosso, esse debate se torna ainda mais necessário porque a juventude vive um momento de transição delicado. De um lado, há uma geração conectada, criativa e ágil. De outro, persistem desafios históricos como evasão escolar, desigualdade de oportunidades, dificuldade de acesso à qualificação e ausência de experiência profissional. O resultado é um paradoxo: há vagas, mas faltam pessoas prontas para ocupá-las.

Setores como agronegócio, logística, construção civil, comércio, tecnologia, indústria de transformação e serviços especializados já enfrentam dificuldades para contratar. Isso exige do poder público políticas que incentivem a formação desde cedo, aproximando escola, mercado e cidadania.

Ao abrir as portas do Parlamento para adolescentes em início de trajetória, a Assembleia Legislativa de Mato Grosso sinaliza que investir na juventude não é apenas uma ação social, mas uma estratégia de futuro. Em um Estado que cresce em ritmo acelerado, formar jovens preparados, conscientes e capazes de transformar a própria realidade deixou de ser uma escolha — tornou-se uma necessidade urgente.

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Mauro Mendes elogia Manciolli para Casa Civil e diz que Pivetta deve ter liberdade para trocar secretários

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O senador eleito Mauro Mendes (União) elogiou a escolha do governador eleito Otaviano Pivetta (Republicanos) para o comando da Casa Civil de Mato Grosso. O empresário Eduardo Manciolli foi anunciado para a função na última terça-feira (13) e, na avaliação do ex-governador, poderá contribuir com uma das principais atribuições da pasta: a articulação política do Executivo estadual.

Mauro afirmou que conhece Manciolli e avaliou positivamente a indicação. “Eu conheço o Manciolli, com certeza é um bom nome, e vai ajudá-lo na articulação, que é o papel importante da Casa Civil”, declarou.

 

 

 

Além de comentar a escolha para a secretaria, o ex-governador defendeu que Pivetta tenha autonomia para montar a própria equipe de governo. Para Mauro, a decisão sobre a permanência de secretários e a eventual substituição de integrantes do primeiro escalão deve caber ao novo chefe do Executivo, sem interferências que limitem sua capacidade de definir os rumos da gestão.

Mauro compara escolha de equipe à própria gestão

Ao defender a liberdade de Pivetta para reorganizar o secretariado, Mauro recorreu à experiência que teve à frente do Palácio Paiaguás. Segundo ele, durante sua gestão, teve autonomia para escolher os integrantes da equipe e considera que o sucessor deve contar com a mesma prerrogativa.

“Eu defendo que o governador tenha autonomia, como eu tive para escolher o seu secretariado. Eu tive essa autonomia, escolhi quem eu quis, ele tem o direito de escolher quem ele quer para ficar, para continuar, para mudar”, afirmou.

Mauro acrescentou que exerceu esse direito durante o mandato e que Pivetta deve ter liberdade para promover as mudanças que considerar necessárias. A declaração reforça a posição do ex-governador de que cabe ao novo chefe do Executivo definir a composição administrativa de acordo com as prioridades de sua gestão.

 

“Eu exerci esse direito e ele tem toda a liberdade para fazer as escolhas que ele julgar melhor para mudar a equipe dele”, completou.

Manciolli assume função de articulação política

À frente da Casa Civil, Eduardo Manciolli terá entre as principais responsabilidades a articulação do governo estadual com os demais Poderes e instituições, além da coordenação do diálogo entre as secretarias. A pasta ocupa uma posição estratégica na interlocução política e administrativa do Executivo.

Antes do anúncio, a Casa Civil era comandada por Adjaime Ramos, que retorna à função de secretário adjunto de Relações Políticas. A mudança faz parte da reorganização da equipe de Pivetta, que assumiu o governo estadual após a saída de Mauro Mendes para disputar uma vaga no Senado.

Fonte Olhar Direto

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