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Prefeito Dorner destaca importância da industrialização para o desenvolvimento de Sinop

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Prefeito Dorner destaca importância da industrialização para o desenvolvimento de Sinop

Assessoria da Prefeitura/Karoline Kuhn

O prefeito de Sinop, Roberto Dorner, destacou a importância de investir na industrialização como estratégia para impulsionar o desenvolvimento do município e fortalecer a economia do Estado nos próximos anos. O posicionamento foi apresentado durante o Fórum de Economia e Desenvolvimento Institucional, promovido pelo Lide MT e pela Assembleia Legislativa, nesta terça-feira (14), em Cuiabá.

De acordo com o gestor, os municípios mato-grossenses podem ser penalizados com a nova reforma tributária e, diante desse cenário, a industrialização se apresenta como um dos principais caminhos.

“Sabemos que o nosso produto in natura não gera muitos impostos. O caminho é industrializar. Com o novo código tributário que está vindo, os municípios serão muito penalizados. Por isso, precisamos incentivar a instalação de indústrias em Sinop. Temos que fazer o que for necessário para garantir um futuro melhor para o nosso povo”, pontuou.

O prefeito participou do painel “Mato Grosso no centro da nova economia brasileira – desafios da industrialização”, ao lado do prefeito de Sorriso, Alei Fernandes, do senador Carlos Fávaro e do deputado estadual Wilson Santos. Durante o debate, destacou ainda o crescimento expressivo da região Norte do Estado.

“Falar de Sinop é muito bom, porque vimos a cidade crescer e se desenvolver com bons gestores. Agora, vive um momento de expansão ainda mais acelerado. Um dos eixos mais fortes de desenvolvimento em Mato Grosso está entre Sinop, Sorriso, Nova Mutum e Lucas do Rio Verde. São cidades extremamente pujantes. Hoje, Sinop é a maior cidade do Norte do Estado, abastece mais de 30 municípios da região, além de atender o sul do Pará e até cidades do Amazonas. Começamos o processo de industrialização há pouco tempo, mas já contamos com a maior usina de etanol do mundo, a Inpasa. Novas empresas estão chegando e seguimos trabalhando para atrair ainda mais indústrias, ampliar a geração de empregos e diversificar a economia”, destacou.

Dorner também enfatizou a importância da união entre os entes públicos e a superação de divergências ideológicas em prol da população.

“Temos muitas conquistas acontecendo em Sinop. Mas uma cidade que cresce nesse ritmo também precisa do apoio do poder público. Não podemos ficar presos a disputas ideológicas. Precisamos da colaboração de todos. Buscamos recursos junto ao governo federal, estadual, deputados e senadores. Todos contribuem. Nossa cidade é o povo. Ninguém pode ser prejudicado por ideologia política. Eu busco recursos com todos”, afirmou.

O Fórum foi realizado no auditório da Fatec Senai e contou com a participação de importantes lideranças políticas e econômicas do país, como o ex-ministro e ex-presidente da Câmara dos Deputados, Aldo Rebelo; o ex-ministro da Agricultura, Roberto Rodrigues; o senador e ex-vice-presidente da República, Hamilton Mourão; o governador em exercício Otaviano Pivetta; o presidente da Assembleia Legislativa, Max Russi; além de representantes do setor produtivo e empresarial.

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UNICAST Amamentação exige aprendizado e rede de apoio, destaca pediatra da Unimed Cuiabá

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*UNICAST*
*Amamentação exige aprendizado e rede de apoio, destaca pediatra da Unimed Cuiabá*

Pediatra e neonatologista, Elibene Junqueira esclarece dúvidas sobre colostro, pega correta, retorno ao trabalho e benefícios do leite materno para mães e bebês

O sucesso da amamentação não depende apenas da mãe: exige aprendizado, orientação profissional e uma rede de apoio preparada para acolher a família. Esse é um dos pontos destacados pela pediatra e neonatologista Elibene de Almeida Orro Junqueira, da Unimed Cuiabá, em entrevista ao Unicast, o podcast da Cooperativa, sobre os desafios e benefícios do aleitamento materno.

Com mais de 30 anos de experiência na pediatria, a médica explica que amamentar é uma habilidade desenvolvida pela mãe e pelo bebê, especialmente nos primeiros dias de vida. As mudanças hormonais do pós-parto e a adaptação à nova rotina podem gerar insegurança, tornando o acompanhamento profissional ainda mais importante.

“A gente pensa erroneamente que tanto a mãe quanto o bebê já sabem o que fazer. Na realidade, tanto a mãe quanto o bebê têm que aprender”, afirma.

A especialista destacou a importância da chamada “hora de ouro”, que é a primeira hora, após o nascimento. Quando o bebê apresenta boa vitalidade e não precisa de intervenções imediatas, o contato pele a pele favorece o vínculo afetivo e estimula a liberação de ocitocina, hormônio relacionado à ejeção do leite.

Elibene também ressalta o papel do colostro, primeiro leite produzido após o parto, rico em componentes imunológicos que ajudam a proteger o recém-nascido. Para bebês prematuros ou internados em UTI Neonatal, o leite materno tem papel ainda mais importante. Conforme a condição clínica, a equipe pode orientar a ordenha e administrar pequenas quantidades de colostro diretamente na boca do bebê, prática conhecida como colostroterapia.

Segundo a pediatra, a composição do leite materno se adapta às necessidades de cada criança, inclusive dos prematuros, fornecendo nutrientes e fatores de proteção essenciais ao desenvolvimento.

*Dor durante a amamentação merece atenção*

A pega correta é fundamental para evitar dores e fissuras nos mamilos. Elibene explica que o bebê deve abocanhar boa parte da aréola, e não apenas o bico do peito, para retirar o leite adequadamente.

“A regra de ouro é: pega adequada é aquela que não dói. Se doeu, está errado”, orienta a pediatra.

A médica também esclarece que o tamanho das mamas não determina a quantidade de leite produzida. A produção é estimulada pela sucção do bebê, e a amamentação em livre demanda ajuda a regular esse processo.

Elibene relata que frequentemente encontra mães com dúvidas sobre choro, perda de peso e a impressão de que o leite é insuficiente. Ela explica que a perda de peso nos primeiros dias pode fazer parte da adaptação fisiológica do recém-nascido, mas a avaliação pediátrica é fundamental para acompanhar o peso e verificar se a alimentação está adequada.

Introdução alimentar e retorno ao trabalho
A pediatra ressalta que o leite materno fornece a hidratação necessária durante os primeiros seis meses. Por isso, no aleitamento materno exclusivo, não é preciso oferecer água, chás ou sucos, mesmo em regiões quentes como Cuiabá.

A recomendação é manter o aleitamento exclusivo até os seis meses e, depois, introduzir outros alimentos com orientação profissional, continuando a amamentação até os dois anos ou mais. A especialista também alerta para o uso de chupetas e mamadeiras, que podem interferir na amamentação, e ressalta que fórmulas infantis devem ser utilizadas apenas quando houver indicação profissional.

O retorno ao trabalho é outro desafio discutido no podcast. Com planejamento, ordenha e armazenamento adequado do leite, a mãe pode manter o aleitamento durante esse período. A organização da rotina e o conhecimento dos direitos relacionados às pausas para amamentação também ajudam nessa transição.

*Benefícios para a mãe*

Além de contribuir para a nutrição e a proteção do bebê, a amamentação está associada à redução do risco de câncer de mama e de ovário. Também favorece a recuperação pós-parto, auxiliando na involução uterina e contribuindo para reduzir o risco de hemorragia.

Elibene reforça a importância de a rede de apoio ajudar nas tarefas domésticas e oferecer suporte à mãe, permitindo que os pais se dediquem ao vínculo com o filho.
“A rede de apoio existe não para cuidar do bebê no lugar dos pais, mas para cuidar da mãe e dos afazeres da casa, permitindo que a mãe e o pai se dediquem a criar esse vínculo inestimável com o filho. O leite materno são gotas de amor e de vida”, conclui.

Assista completo pelo link: https://youtu.be/wLQUAd1Yq4Q

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