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Pivetta ignora pressão de oficiais e banca nomeação de sargento no comando da Casa Militar

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O governador de Mato Grosso, Otaviano Pivetta (Republicanos), minimizou nesta terça-feira (14) a crise gerada pela nomeação da sargento Adriana Rodrigues para o comando da Casa Militar e afirmou que não pretende recuar diante das críticas. Segundo ele, a estrutura do governo segue funcionando normalmente.

“Tá tranquilo. Tá funcionando normalmente, tranquilo, não tem nada pra declarar sobre isso. Mas as reações do oficialato não foram positivas. Mas dos praças, dos cabos, dos sargentos, foi positiva. Então a gente não consegue contentar todos. A gente tem que governar e fazer escolha. Eu vou continuar fazendo minhas escolhas independente de alguns não gostarem”, declarou.

Ainda ao ser questionado sobre uma possível solução para o impasse, Pivetta foi direto: “Eu trabalho. Trabalho contorna isso. Todo mundo trabalhando. No palácio precisa pouca gente.”

A nomeação da sargento provocou forte reação entre oficiais da Polícia Militar, que consideram que a decisão rompe um princípio básico da corporação: a hierarquia. Nos bastidores, comandantes classificaram como impensável a escolha de uma praça para comandar a Casa Militar, função que tradicionalmente envolve a liderança de oficiais de patentes superiores, como capitães, tenentes-coronéis e coronéis.

Críticas do oficialato

A Associação dos Oficiais da Polícia e Bombeiros Militar de Mato Grosso (Assof-MT) divulgou nota pública em que afirma que a nomeação desrespeita a legislação vigente. A entidade cita a Lei Complementar nº 466/2012, que determina que a função de assessor militar deve ser ocupada exclusivamente por um coronel da ativa.

No documento, assinado pelo coronel Wankley Correa Rodrigues, a associação afirma que o ato representa “afronta ao princípio da legalidade”, além de configurar desvio de função e gerar insegurança jurídica dentro das corporações. A entidade também alerta para o risco de desestruturação da cadeia hierárquica, considerada base da disciplina militar.

Oficiais ainda avaliam que, caso a intenção fosse valorizar a presença feminina no comando da Casa Militar, o governo poderia ter optado por uma coronel ou tenente-coronel, sem romper a lógica hierárquica.

Apoio dos praças

Por outro lado, a Associação de Cabos e Soldados da Polícia Militar e Bombeiro Militar de Mato Grosso (ACS-MT) saiu em defesa da nomeação. A entidade afirmou que a escolha é uma prerrogativa do chefe do Executivo e deve considerar critérios como confiança e capacidade técnica.

Em nota, a associação repudiou críticas direcionadas à sargento Adriana Rodrigues e destacou que a medida representa reconhecimento ao mérito profissional. Para a ACS, a nomeação não fere a hierarquia, mas reforça que competência e preparo devem prevalecer.

Adriana Rodrigues ingressou na Polícia Militar em 2008, é mestre em matemática, graduada em direito e especialista em libras e educação inclusiva. Ela ocupava desde 2021 a função de chefe de gabinete da Vice-Governadoria.

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UNICAST Amamentação exige aprendizado e rede de apoio, destaca pediatra da Unimed Cuiabá

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*UNICAST*
*Amamentação exige aprendizado e rede de apoio, destaca pediatra da Unimed Cuiabá*

Pediatra e neonatologista, Elibene Junqueira esclarece dúvidas sobre colostro, pega correta, retorno ao trabalho e benefícios do leite materno para mães e bebês

O sucesso da amamentação não depende apenas da mãe: exige aprendizado, orientação profissional e uma rede de apoio preparada para acolher a família. Esse é um dos pontos destacados pela pediatra e neonatologista Elibene de Almeida Orro Junqueira, da Unimed Cuiabá, em entrevista ao Unicast, o podcast da Cooperativa, sobre os desafios e benefícios do aleitamento materno.

Com mais de 30 anos de experiência na pediatria, a médica explica que amamentar é uma habilidade desenvolvida pela mãe e pelo bebê, especialmente nos primeiros dias de vida. As mudanças hormonais do pós-parto e a adaptação à nova rotina podem gerar insegurança, tornando o acompanhamento profissional ainda mais importante.

“A gente pensa erroneamente que tanto a mãe quanto o bebê já sabem o que fazer. Na realidade, tanto a mãe quanto o bebê têm que aprender”, afirma.

A especialista destacou a importância da chamada “hora de ouro”, que é a primeira hora, após o nascimento. Quando o bebê apresenta boa vitalidade e não precisa de intervenções imediatas, o contato pele a pele favorece o vínculo afetivo e estimula a liberação de ocitocina, hormônio relacionado à ejeção do leite.

Elibene também ressalta o papel do colostro, primeiro leite produzido após o parto, rico em componentes imunológicos que ajudam a proteger o recém-nascido. Para bebês prematuros ou internados em UTI Neonatal, o leite materno tem papel ainda mais importante. Conforme a condição clínica, a equipe pode orientar a ordenha e administrar pequenas quantidades de colostro diretamente na boca do bebê, prática conhecida como colostroterapia.

Segundo a pediatra, a composição do leite materno se adapta às necessidades de cada criança, inclusive dos prematuros, fornecendo nutrientes e fatores de proteção essenciais ao desenvolvimento.

*Dor durante a amamentação merece atenção*

A pega correta é fundamental para evitar dores e fissuras nos mamilos. Elibene explica que o bebê deve abocanhar boa parte da aréola, e não apenas o bico do peito, para retirar o leite adequadamente.

“A regra de ouro é: pega adequada é aquela que não dói. Se doeu, está errado”, orienta a pediatra.

A médica também esclarece que o tamanho das mamas não determina a quantidade de leite produzida. A produção é estimulada pela sucção do bebê, e a amamentação em livre demanda ajuda a regular esse processo.

Elibene relata que frequentemente encontra mães com dúvidas sobre choro, perda de peso e a impressão de que o leite é insuficiente. Ela explica que a perda de peso nos primeiros dias pode fazer parte da adaptação fisiológica do recém-nascido, mas a avaliação pediátrica é fundamental para acompanhar o peso e verificar se a alimentação está adequada.

Introdução alimentar e retorno ao trabalho
A pediatra ressalta que o leite materno fornece a hidratação necessária durante os primeiros seis meses. Por isso, no aleitamento materno exclusivo, não é preciso oferecer água, chás ou sucos, mesmo em regiões quentes como Cuiabá.

A recomendação é manter o aleitamento exclusivo até os seis meses e, depois, introduzir outros alimentos com orientação profissional, continuando a amamentação até os dois anos ou mais. A especialista também alerta para o uso de chupetas e mamadeiras, que podem interferir na amamentação, e ressalta que fórmulas infantis devem ser utilizadas apenas quando houver indicação profissional.

O retorno ao trabalho é outro desafio discutido no podcast. Com planejamento, ordenha e armazenamento adequado do leite, a mãe pode manter o aleitamento durante esse período. A organização da rotina e o conhecimento dos direitos relacionados às pausas para amamentação também ajudam nessa transição.

*Benefícios para a mãe*

Além de contribuir para a nutrição e a proteção do bebê, a amamentação está associada à redução do risco de câncer de mama e de ovário. Também favorece a recuperação pós-parto, auxiliando na involução uterina e contribuindo para reduzir o risco de hemorragia.

Elibene reforça a importância de a rede de apoio ajudar nas tarefas domésticas e oferecer suporte à mãe, permitindo que os pais se dediquem ao vínculo com o filho.
“A rede de apoio existe não para cuidar do bebê no lugar dos pais, mas para cuidar da mãe e dos afazeres da casa, permitindo que a mãe e o pai se dediquem a criar esse vínculo inestimável com o filho. O leite materno são gotas de amor e de vida”, conclui.

Assista completo pelo link: https://youtu.be/wLQUAd1Yq4Q

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