Cuiabá

Abilio propõe empréstimo de R$ 111,6 milhões por 10 anos

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Cuiabá

O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), encaminhou à Câmara Municipal um projeto de lei que autoriza a contratação de uma operação de crédito de até R$ 111,6 milhões, com garantia da União. Os recursos serão destinados a obras de infraestrutura urbana, pavimentação e requalificação viária, no âmbito do Plano de Promoção do Equilíbrio Fiscal (PEF).

Segundo documentos oficiais, a operação foi estruturada após disputa entre instituições financeiras e passou por análises técnicas, jurídicas e fiscais. O Banco Santander apresentou a proposta mais vantajosa, com spread de CDI + 0,86% ao ano, seguido pela Caixa Econômica Federal e pelo Banco do Brasil.

O Demonstrativo de Impacto Orçamentário-Financeiro (Processo SIGED nº 035469/2026) aponta que a operação terá impacto direto sobre as metas fiscais de 2026, com reflexos no resultado primário e nominal.

O documento destaca que haverá impacto negativo nas metas previstas na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e na Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2026, já que os recursos da operação não estavam contemplados no orçamento original.

Isso ocorre porque a operação gera aumento de receitas de capital, que não integram o resultado primário e nominal, ao mesmo tempo em que amplia despesas de capital, que impactam diretamente esses indicadores fiscais.

Para viabilizar a execução em 2026, o relatório prevê a abertura de créditos adicionais, autorizados pela lei que permite a contratação. Nos exercícios seguintes, os valores referentes ao serviço da dívida deverão ser incorporados às respectivas LOAs.

O demonstrativo detalha ainda o impacto financeiro da operação ao longo dos anos. A amortização e os juros somam valores expressivos no período contratual, com início em 2026 e término em 2036.

Amortização total: R$ 111.694.855,00

Juros e encargos totais: R$ 89.712.721,55

O cronograma de pagamentos prevê crescimento progressivo do serviço da dívida, com amortizações anuais a partir de 2027 e redução gradual dos juros ao longo do período, conforme o Sistema de Amortização Constante (SAC).

Evolução anual da dívida

Em 2026, há previsão de pagamento apenas de juros no valor de R$ 10,6 milhões. A partir de 2027, iniciam-se as amortizações, que se mantêm em torno de R$ 12,4 milhões por ano até 2035, com redução em 2036, quando ocorre o encerramento do contrato.

Os juros seguem trajetória decrescente ao longo do período, partindo de R$ 15,8 milhões em 2027 e caindo até cerca de R$ 121 mil em 2036.

Disputa entre bancos

A contratação foi definida após três rodadas de sondagem de mercado. O Banco Santander apresentou a proposta mais vantajosa, seguido pela Caixa Econômica Federal e pelo Banco do Brasil.

Segundo o relatório técnico, a operação representa redução de custos em comparação a contratos anteriores do município, dentro dos parâmetros de endividamento autorizados.

Reprodução

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Cuiabá

Ilde nega articulação de compra de voto em VG e diz que buscas não o ligaram a irregularidades

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Vereador eleito presidente da Câmara de Cuiabá diz que colaborou com o Gaeco, nega participação em negociações ilegais e afirma que agentes levaram apenas seu celular durante operação.

O vereador Ilde Taques (Podemos), eleito presidente da Câmara Municipal de Cuiabá para o biênio 2027/2028, negou envolvimento em supostas articulações ilegais relacionadas à eleição da Mesa Diretora da Câmara de Várzea Grande. A manifestação ocorreu após o parlamentar ser alvo de mandado de busca e apreensão no âmbito da Operação Cathedra Venalis, deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco).

Segundo Ilde, os agentes não encontraram materiais que, na avaliação dele, indiquem participação em irregularidades. O vereador afirmou que recebeu as autoridades com tranquilidade e colaborou com o cumprimento da ordem judicial.

Em declarações à imprensa, o parlamentar disse que os investigadores levaram apenas seu aparelho celular. Ele também confirmou que participou de um almoço com vereadores de Várzea Grande antes da eleição da Mesa Diretora, mas sustentou que o encontro teve caráter de confraternização, sem discussões sobre articulações políticas ou negociação de votos. <Cite refs={[“turn294942search2″,”turn294942search3”]}/>

Defesa nega participação em articulações ilegais

Em nota assinada pelo advogado Eduardo Mahon, Ilde afirmou que não tem relação com negociações ilegais envolvendo a escolha da direção do Legislativo várzea-grandense.

A defesa informou ainda que o vereador não teve acesso aos autos, que tramitam sob sigilo, e que permanece à disposição das autoridades para prestar esclarecimentos.

O parlamentar pretende continuar exercendo normalmente suas atividades legislativas enquanto aguarda o avanço das investigações.

Operação apura suspeitas de corrupção

A Operação Cathedra Venalis investiga suspeitas de corrupção, obtenção de vantagens indevidas e cooptação de agentes públicos relacionadas à eleição da Mesa Diretora da Câmara de Várzea Grande.

A ação incluiu mandados de busca e apreensão em Cuiabá, Várzea Grande e Chapada dos Guimarães. Ilde e o vereador cuiabano Alex Rodrigues estão entre os parlamentares da Capital alcançados pelas diligências. <Cite refs={[“turn294942search1″,”turn294942search4”]}/>

O caso ganhou repercussão diante das suspeitas de possíveis negociações políticas envolvendo a disputa pelo comando do Legislativo municipal.

Até o momento, as declarações de Ilde representam a versão apresentada pelo parlamentar e por sua defesa. O cumprimento de mandado de busca e apreensão não comprova, por si só, a prática de crime, e a investigação segue em andamento.

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