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Pivetta garante 60 mil moradias com subsídio de até R$ 35 mil mesmo com fim do Fethab 2

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O governador de Mato Grosso, Otaviano Pivetta, afirmou que o programa de habitação popular com 60 mil unidades está mantido, independentemente do fim do Fethab 2, previsto para o final de 2026.

Segundo ele, o Estado irá viabilizar o financiamento por meio da Caixa Econômica Federal, com a concessão de subsídios que podem chegar a R$ 35 mil por unidade. Em situações específicas, o valor pode ser ampliado, principalmente para atender mulheres em situação de vulnerabilidade, como vítimas de violência.

“Com 60 mil casos, nós vamos financiar na Caixa Econômica o subsídio que o Estado vai dar, até R$ 35 mil reais. Em alguns casos pode ser um pouco mais, especialmente no apoio às mulheres vítimas de violência e outras exceções. Mas as 60 mil unidades estão mantidas e nós vamos fazer”, declarou.

A fala foi feita nesta terça-feira (14).

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UNICAST Amamentação exige aprendizado e rede de apoio, destaca pediatra da Unimed Cuiabá

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*UNICAST*
*Amamentação exige aprendizado e rede de apoio, destaca pediatra da Unimed Cuiabá*

Pediatra e neonatologista, Elibene Junqueira esclarece dúvidas sobre colostro, pega correta, retorno ao trabalho e benefícios do leite materno para mães e bebês

O sucesso da amamentação não depende apenas da mãe: exige aprendizado, orientação profissional e uma rede de apoio preparada para acolher a família. Esse é um dos pontos destacados pela pediatra e neonatologista Elibene de Almeida Orro Junqueira, da Unimed Cuiabá, em entrevista ao Unicast, o podcast da Cooperativa, sobre os desafios e benefícios do aleitamento materno.

Com mais de 30 anos de experiência na pediatria, a médica explica que amamentar é uma habilidade desenvolvida pela mãe e pelo bebê, especialmente nos primeiros dias de vida. As mudanças hormonais do pós-parto e a adaptação à nova rotina podem gerar insegurança, tornando o acompanhamento profissional ainda mais importante.

“A gente pensa erroneamente que tanto a mãe quanto o bebê já sabem o que fazer. Na realidade, tanto a mãe quanto o bebê têm que aprender”, afirma.

A especialista destacou a importância da chamada “hora de ouro”, que é a primeira hora, após o nascimento. Quando o bebê apresenta boa vitalidade e não precisa de intervenções imediatas, o contato pele a pele favorece o vínculo afetivo e estimula a liberação de ocitocina, hormônio relacionado à ejeção do leite.

Elibene também ressalta o papel do colostro, primeiro leite produzido após o parto, rico em componentes imunológicos que ajudam a proteger o recém-nascido. Para bebês prematuros ou internados em UTI Neonatal, o leite materno tem papel ainda mais importante. Conforme a condição clínica, a equipe pode orientar a ordenha e administrar pequenas quantidades de colostro diretamente na boca do bebê, prática conhecida como colostroterapia.

Segundo a pediatra, a composição do leite materno se adapta às necessidades de cada criança, inclusive dos prematuros, fornecendo nutrientes e fatores de proteção essenciais ao desenvolvimento.

*Dor durante a amamentação merece atenção*

A pega correta é fundamental para evitar dores e fissuras nos mamilos. Elibene explica que o bebê deve abocanhar boa parte da aréola, e não apenas o bico do peito, para retirar o leite adequadamente.

“A regra de ouro é: pega adequada é aquela que não dói. Se doeu, está errado”, orienta a pediatra.

A médica também esclarece que o tamanho das mamas não determina a quantidade de leite produzida. A produção é estimulada pela sucção do bebê, e a amamentação em livre demanda ajuda a regular esse processo.

Elibene relata que frequentemente encontra mães com dúvidas sobre choro, perda de peso e a impressão de que o leite é insuficiente. Ela explica que a perda de peso nos primeiros dias pode fazer parte da adaptação fisiológica do recém-nascido, mas a avaliação pediátrica é fundamental para acompanhar o peso e verificar se a alimentação está adequada.

Introdução alimentar e retorno ao trabalho
A pediatra ressalta que o leite materno fornece a hidratação necessária durante os primeiros seis meses. Por isso, no aleitamento materno exclusivo, não é preciso oferecer água, chás ou sucos, mesmo em regiões quentes como Cuiabá.

A recomendação é manter o aleitamento exclusivo até os seis meses e, depois, introduzir outros alimentos com orientação profissional, continuando a amamentação até os dois anos ou mais. A especialista também alerta para o uso de chupetas e mamadeiras, que podem interferir na amamentação, e ressalta que fórmulas infantis devem ser utilizadas apenas quando houver indicação profissional.

O retorno ao trabalho é outro desafio discutido no podcast. Com planejamento, ordenha e armazenamento adequado do leite, a mãe pode manter o aleitamento durante esse período. A organização da rotina e o conhecimento dos direitos relacionados às pausas para amamentação também ajudam nessa transição.

*Benefícios para a mãe*

Além de contribuir para a nutrição e a proteção do bebê, a amamentação está associada à redução do risco de câncer de mama e de ovário. Também favorece a recuperação pós-parto, auxiliando na involução uterina e contribuindo para reduzir o risco de hemorragia.

Elibene reforça a importância de a rede de apoio ajudar nas tarefas domésticas e oferecer suporte à mãe, permitindo que os pais se dediquem ao vínculo com o filho.
“A rede de apoio existe não para cuidar do bebê no lugar dos pais, mas para cuidar da mãe e dos afazeres da casa, permitindo que a mãe e o pai se dediquem a criar esse vínculo inestimável com o filho. O leite materno são gotas de amor e de vida”, conclui.

Assista completo pelo link: https://youtu.be/wLQUAd1Yq4Q

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