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Prefeito entrega revitalização do Centro Comunitário e anuncia novo posto de saúde no bairro Cidade Verde

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O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini, entregou nesta sexta-feira (1º), a revitalização do Centro Comunitário do bairro Cidade Verde e anunciou a construção de um novo posto de saúde para a comunidade, que celebra 58 anos de fundação.

“Hoje entregamos um centro comunitário totalmente revitalizado à população. Estamos trabalhando para levar mais melhorias ao Cidade Verde. Em breve, vamos entregar o novo posto de saúde para garantir atendimento com mais qualidade e dignidade”, afirmou Abilio.

Durante a solenidade, o prefeito destacou que o centro comunitário foi destelhado durante um temporal registrado em janeiro de 2025. No local também funcionava, de forma provisória, uma unidade de saúde. À época, ele determinou à Secretaria Municipal de Infraestrutura e Obras a recuperação completa do espaço.

Abilio também ressaltou que acompanhou a “luta” da comunidade pela construção do posto de saúde, incluindo iniciativas dos próprios moradores para arrecadar recursos. Segundo ele, após diálogo com a população, foi possível viabilizar o investimento. “Eu tinha uma emenda de quando eu era deputado federal e essa emenda está chegando agora. Uma parte desse recurso está sendo destinada para um novo posto de saúde aqui no Cidade Verde”.

Moradoras antigas do bairro, como Rose Santana e Evanete Maria, de 66 anos, residente há mais de 50 anos no bairro, reforçaram a importância do novo posto de saúde. A demanda foi acolhida pela secretária municipal de Saúde, Deisi Bocalon, que assegurou, junto ao prefeito, a construção da unidade. “A ordem de serviço será dada ainda nesta semana. A empresa responsável será cobrada diariamente para que, em até seis meses, a unidade esteja pronta para atender a população”, afirmou.

Responsável pela execução da obra do centro comunitário, o secretário municipal de Infraestrutura e Obras, Reginaldo Teixeira, destacou que toda a estrutura danificada pelo temporal foi recuperada. Segundo ele, foi instalada uma nova cobertura metálica, garantindo mais segurança e durabilidade ao espaço.

A revitalização também inclui melhorias estruturais e adequações de acessibilidade, como a instalação de rampas e a ampliação dos acessos. A nova estrutura foi aprovada por Carlinhos Petrô, morador do bairro há 49 anos. “Foi uma grande conquista fruto de muita luta da comunidade. Após o temporal do ano passado, ficamos muito prejudicados. Hoje vemos um espaço renovado, com acessibilidade e preparado para atender todos, inclusive pessoas com deficiência. Isso demonstra respeito e inclusão”, afirmou.

Além da entrega, o aniversário do bairro, comemorado no Dia do Trabalhador, contou com programação festiva ao som de lambadão. O evento foi organizado com apoio do vereador professor Mário Nadaf, em parceria com a Associação de Moradores do Cidade Verde. “O bairro Cidade Verde é um lugar de muita história, construído com o esforço e a dedicação de um povo trabalhador que ajudou a desenvolver Cuiabá ao longo dos anos. Tenho orgulho de contribuir com essa comunidade, destinando recursos, cobrando melhorias e apoiando ações”, afirmou Nadaf.

A comunidade também passou a contar com a quadra esportiva revitalizada pela Secretaria Municipal de Esportes e Lazer, em conjunto com a equipe do vereador. Também foram realizados serviços de limpeza urbana e melhorias na iluminação pública pela Empresa Cuiabana de Limpeza Urbana (Limpurb).

Também participaram da entrega o secretário de Governo, Ananias Filho, a secretária de Comunicação, Ana Karla Costa, a secretária-adjunta de atenção primária Cinara Brito e o ex-deputado federal Dr. Leonardo.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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Zoonoses de Várzea Grande faz alerta para alta de casos positivos e pede atenção da população aos sinais da doença

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Várzea Grande sempre foi uma região considerada endêmica para a Leishmaniose Visceral Canina (LVC), uma doença de caráter zoonótico causada por um protozoário do gênero Leishimania, transmitida pela picada do mosquito-palha e portanto afetando tanto humanos quanto animais. Não passa diretamente de uma pessoa para outra, no entanto, começa silenciosa e justamente por isso, vai se proliferando por meio do ataque dos mosquitos palhas, pois precisa do mosquito Lutzomyia longipalpis e outras espécies do gênero para disseminação da doença.

No ambiente urbano, o cão atua como o principal reservatório do protozoário. Portanto, o aumento de casos nos animais eleva diretamente o risco de contágio para os seres humanos.

Como explica o Médico Veterinário e Responsável Técnico do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ VG), Luciano Miranda, a pressão da doença no Município deixa as autoridades em Saúde Pública sempre em alerta. “Somente neste ano, de janeiro a junho, já registramos quase 500 testes realizados em animais suspeitos de LVC em Várzea Grande. Uma das explicações para alta incidência está no avanço do desmatamento urbano, com as habitações e a circulação de pessoas avançando cada vez mais nessas regiões. Um exemplo dessa realidade no Município é a região do Jardim Maringá, em plena expansão, e concidentemente tendio um aumento de sua incidência nessa região.

Apesar do bairro ser destaque nesse mapeamento, o Médico Veterinário faz questão de ressaltar que a doença não pode mais ser ‘marginalizada’, pois já se encontram casos de cães positivos que vivem com seus tutores em apartamentos. Essa constatação só reforça o sinal de alerta para a prevenção e cuidados com nossos pets”.

SINAIS DE ALERTA – O Dr. Luciano chama à atenção para sintomas clássicos como o emagrecimento sem sentido algum, onde o animal muitas vezes está comendo bem, porém o pet nunca engorda e fica na situação cada vez mais de emagrecimento. Isso porque provavelmente a doença já atingiu fígado, o baço, que são um dos órgãos mais acometidos pela doença. No geral o animal come, mas o fígado atacado e inflamado, não consegue atuar de forma normal em seu auxílio à digestão, levando ao emagrecimento progressivo. Além do emagrecimento, existem as feridinhas, queda de pelos, etc onde essas feridas acabam por nunca se cicatrizarem, principalmente em extremidades de focinho e pavilhão auricular, etc. Em relação à crença de que unhas compridas são sinal de leishmaniose, Miranda esclarece que nem sempre essa observação é o suficiente para se condenar um animalzinho, pois fatores externos, como o piso liso farão com que o cãozinho não tenha o desfaste de suas unhas. Aí existem pessoas que por causa da unha trazem o cãozinho no CCZ para eutanásia”.

Sobre a eutanásia, ela só é feita no CCZ VG quando há comprovação do diagnóstico da doença, conforme determinação do Ministério da Saúde. “O diagnóstico é essencial, pois hão doenças que parecem ser a leishmaniose sendo confundidas com a mesma, daí sendo interessante fazermos os testes diagnósticos para a comprovação ou não da doença. Dentre doenças que podem ser confundidas com a Leishimaniose, temos

doenças bacterianas, fúngicas, doenças auto imunes e até mesmo a sarna. “Infelizmente a população muitas vezes chega aqui impondo eutanásia no animal sem qualquer comprovação. Diante da nossa negativa em relação ao sacrifício, há agressões com palavras e ameaças de todo tipo”, lamenta.

Em caso de suspeita, o tutor pode levar o animalzinho até o CCZ VG para realizar a testagem e confirmação ou não da doença. O CCZ diariamente realiza o teste de triagem dos casos suspeitos sendo o diagnóstico final realizado pelo laboratório do Estado (Lacen), necessitando assim da comprovação de todos os testes citados para a comprovação da doença.

“A população em geral precisa entender que cachorro com excesso de carrapatos, cachorro com viroses como Parvovirose e Cinomose não são casos de atendimento do CCZ por não se tratarem de zoonoses. Nós não somos centro de descarte de animais. Somos um centro de controle e prevenção de zoonoses”, desabafa o Responsável Técnico.

MANEJO – A equipe veterinária do setor de monitoramento de zoonoses reforça que os números refletem uma urgência de mobilização social. “Precisamos que a população entenda que o combate ao vetor é a única forma de interromper essa cadeia de transmissão e esse combate é o mesmo que vale para o Aedes aegypti”, reforça o Médico Veterinário.

Como não há campanhas públicas de vacinação em massa contra a leishmaniose voltadas para animais, as diretrizes do Ministério da Saúde focam no manejo ambiental e na proteção individual dos cães. A recomendação técnica principal foca no uso de barreiras químicas e físicas.

“O uso contínuo de coleiras repelentes à base de deltametrina e a limpeza rigorosa de quintais, eliminando folhas e frutos caídos (matéria úmida) são no entanto as únicas barreiras eficientes para proteger as famílias e os pets”, completa.

SERVIÇO – Os moradores que precisarem realizar testes em seus animais ou denunciar focos de alta infestação podem entrar em contato com o CCZ de Várzea Grande em horário comercial, localizado na Rua 42, Bairro Jardim Paiaguás I, ou, pelo (65) 98476-5719.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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