Polícia
UFMT afasta aluno de Direito suspeito de criar lista com colegas “mais estupráveis”
Polícia
Conteúdo/ODOC – A Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) afastou preventivamente um estudante do curso de Direito do campus de Cuiabá investigado por produzir e compartilhar mensagens de conteúdo misógino, incluindo uma suposta lista que classificava colegas como “mais estupráveis”.
A medida foi determinada nesta quarta-feira (6) pelo diretor da Faculdade de Direito, Carlos Eduardo Silva e Souza, após a repercussão do caso entre estudantes e nas redes sociais.
Em nota oficial, a universidade afirmou que repudia qualquer manifestação relacionada à violência contra mulheres e destacou que os fatos atribuídos ao acadêmico são considerados graves.
Segundo a UFMT, além da elaboração da lista, o estudante também teria feito ameaças explícitas de violência sexual em conversas divulgadas recentemente.
A instituição informou ainda que instaurou um Procedimento Administrativo Disciplinar (PAD) para apurar o caso. A investigação poderá resultar na expulsão do aluno e também busca identificar outros possíveis envolvidos nas mensagens.
“A UFMT repudia veementemente qualquer manifestação, prática ou tentativa de naturalização da violência, da misoginia e de qualquer forma de violação de direitos humanos”, afirmou a universidade no comunicado.
Como medida de proteção, a direção anunciou acompanhamento institucional às alunas potencialmente atingidas pela situação, além de suporte durante o andamento das apurações.
O caso ganhou repercussão após o Centro Acadêmico VIII de Abril, entidade representativa dos estudantes de Direito, divulgar uma nota de repúdio denunciando o conteúdo das conversas. O caso foi debatido em assembleia geral realizada na última segunda-feira (4), quando estudantes decidiram encaminhar oficialmente as denúncias à administração da universidade.
Os diálogos foram classificados pelos estudantes como “extremamente graves” e incompatíveis com princípios éticos e jurídicos. O centro acadêmico também criticou tentativas de minimizar o conteúdo como simples brincadeira.
Segundo a entidade, as mensagens representam banalização da violência sexual e objetificação das mulheres dentro do ambiente universitário.
Na manifestação, os estudantes também relembraram episódios recentes de insegurança no campus da UFMT, incluindo o assassinato da trabalhadora Solange Aparecida Sobrinho, de 52 anos, vítima de estupro e homicídio dentro da universidade em julho de 2025.
Polícia
PRF apreende mais de uma tonelada de pescado irregular em bagageiro de ônibus em MT
A Polícia Rodoviária Federal (PRF) apreendeu, na manhã do último sábado (19), mais de 1,09 tonelada de pescado transportado de forma irregular na BR-174, em Pontes e Lacerda (448 km a Oeste). A apreensão ocorreu durante procedimento de abordagem a um ônibus de passageiros na altura do km 310 da rodovia.
Durante inspeção de cargas no compartimento de bagagens, a equipe da PRF localizou 14 caixas de isopor que apresentavam vazamento de líquido e sinais de descongelamento.
A verificação documental apontou divergências entre a quantidade e as espécies declaradas nas notas fiscais, que somavam 775 quilos, e o peso real aferido na balança, que registrou 1.093 quilos de peixes de diversas espécies, como pintado, pacu, tucunaré e lambari.
A mercadoria era transportada sem a adição de gelo, sem refrigeração adequada para a viagem interestadual e em embalagens sem rotulagem, prazo de validade ou selo de inspeção sanitária oficial. Diante das irregularidades ambientais, sanitárias e fiscais, a Vigilância Sanitária Municipal de Pontes e Lacerda foi acionada para realizar a inspeção técnica do material.
Após laudo técnico atestar a qualidade e a aptidão do produto para o consumo humano, a carga foi entregue à Secretaria Municipal de Ação Social para doação direta a entidades assistenciais cadastradas na cidade, incluindo o Lar de Apoio à Criança (LAC) e o Lar dos Idosos.
O veículo foi liberado para prosseguir viagem e os fatos foram encaminhados à Polícia Judiciária para apuração de possíveis crimes ambientais (Lei nº 9.605/1998) e infrações contra as relações de consumo.
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