Mato Grosso

Max Russi diz que Podemos não aceitará imposição em chapas majoritárias

Publicado em

Mato Grosso

O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), deputado estadual Max Russi (Podemos), afirmou que o partido está preparado para participar da composição de chapas majoritárias nas eleições deste ano, mas avisou que não irá buscar alianças a qualquer custo. Segundo ele, a sigla tem força eleitoral, bons nomes e espera ser chamada para discutir espaços no processo.

Max declarou acreditar que o Podemos pode alcançar cerca de 400 mil votos para deputado estadual e aproximadamente 200 mil para federal. Para o parlamentar, esse desempenho coloca o partido em condição de participar das conversas sobre candidaturas ao Governo, Senado, vice ou suplências.

Ao comentar a declaração do governador Otaviano Pivetta (Republicanos), que disse preferir uma mulher da Baixada Cuiabana como vice em sua chapa, Russi citou três nomes do Podemos que poderiam ocupar esse espaço. Ele mencionou as vereadoras Katiuscia Manteli e Mara Lima, de Cuiabá, além de Gisa Barros, de Várzea Grande.

“Temos vários bons quadros dentro do Podemos. Tenho bastante clareza de que vamos participar da composição de chapas, no espaço que for possível para contribuir e ajudar”, afirmou.

Segundo Max, as três parlamentares têm mandato, voto e representatividade para somar em qualquer projeto majoritário. Ele também afirmou que nada está descartado dentro da legenda, inclusive a possibilidade de participação em uma vaga de maior peso.

O presidente da ALMT ainda comentou a possibilidade de o Podemos compor a chapa ao Senado liderada pelo ex-governador Mauro Mendes (União). Questionado sobre a informação de que os nomes do grupo já estariam definidos, Russi afirmou que o cenário ainda pode mudar até as convenções.

“Pode ser que esteja. Pode ser que não. Depende do apoio que ele irá querer”, disse.

Max afirmou que o Podemos não tem restrição a outras siglas e está disposto a colaborar, caso seja procurado. No entanto, reforçou que qualquer composição precisa passar por diálogo direto e não por imposição.

“Não vamos nos oferecer para ninguém, mas estamos à disposição para colaborar”, completou.

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

Mato Grosso

Sérgio Ricardo avança na estruturação do plano Mato Grosso 2050 com propostas para o Vale do Rio Cuiabá

Publicados

em

O presidente do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT), conselheiro Sérgio Ricardo, se reuniu, nesta quinta-feira (23), com representantes do Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) e da Comissão Permanente de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Copmas), presidida por ele, para avançar na estruturação de propostas voltadas ao desenvolvimento econômico da região do Vale do Rio Cuiabá por meio da agricultura familiar. As diretrizes irão integrar o Plano de Metas Mato Grosso 2050, que avança para a fase de participação social, com o recebimento de contribuições.

“A primeira fase do plano foi concluída e agora avançamos para o diálogo com os diversos setores da economia. Estamos recebendo contribuições de entidades da agricultura, como o MAPA, do comércio e de instituições representativas para construir um planejamento participativo e que reflita as demandas de quem contribui para o desenvolvimento de Mato Grosso”, declarou Sérgio Ricardo.

Durante a reunião, o conselheiro também destacou o potencial da região, que ainda enfrenta entraves para alcançar seu pleno desenvolvimento econômico. “Precisamos iniciar uma nova tradição produtiva nesta região. O que todo município, seja rico ou pobre, tem em comum é a terra. O que precisamos é criar condições para que esse potencial se transforme em oportunidades, fortalecendo a agricultura familiar, gerando renda e garantindo que as pessoas possam viver e prosperar onde estão. O Plano Mato Grosso 2050 mostra que a Baixada Cuiabana reúne características muito favoráveis para a produção de alimentos”, disse.

Alair Ribeiro/TCE-MTRepresentantes do MAPA e da Copmas apresentaram estudos com levantamento de informações sobre a situação econômica da região. Clique aqui para ampliar
Representantes do MAPA e da Copmas apresentaram estudos com levantamento de informações sobre a situação econômica da região. Clique aqui para ampliar

Para o superintendente do Ministério da Agricultura e Pecuária, Edson Paulino de Oliveira, a união de esforços é fundamental e já gerou resultados, como a facilitação para a certificação do Sisbi-POA (Sistema Brasileiro de Inspeção de Produtos de Origem Animal).

“O presidente Sérgio Ricardo e o Tribunal de Contas como um todo, são grandes parceiros, que têm nos dado todo o suporte e ajudado muito. Já fizemos a parceria na questão da certificação do Sisbi-POA, dando condição para todos os produtores desenvolverem uma comercialização dentro dos municípios e até fora do Estado. Então, tem sido fundamental essa parceria”, ressaltou Oliveira.

Metas com base em dados

Durante o encontro, tanto o MAPA quanto a Copmas apresentaram estudos com levantamento de informações sobre a situação econômica da região do Vale do Rio Cuiabá a fim de cruzar os dados e construir metas consolidadas. Para Edson de Oliveira, o mapeamento evidencia a carência dos pequenos produtores.

Alair Ribeiro/TCE-MTO Plano Mato Grosso 2050 aponta a Baixada Cuiabana como uma região com grande potencial para a produção de alimentos e o fortalecimento da agricultura familiar. Clique aqui para ampliar
O Plano Mato Grosso 2050 aponta a Baixada Cuiabana como uma região com grande potencial para a produção de alimentos e o fortalecimento da agricultura familiar. Clique aqui para ampliar

“Agora, vamos unir os dados do Ministério da Agricultura com o levantamento feito pelo Tribunal para construir um projeto definitivo para a região. O Vale do Rio Cuiabá tem vocação para a agricultura familiar, e precisamos criar políticas públicas para que o pequeno produtor possa crescer, gerar renda e permanecer na sua propriedade”, relatou o superintendente.

Para a chefe de gabinete da Comissão, Georgia Bumlai, os relatórios se complementam e fortalecem a tomada de decisão. “Enquanto o nosso estudo reúne dados quantitativos, o do MAPA traz uma análise qualitativa. Por meio da Comissão, realizamos uma pesquisa nas 54 comunidades ribeirinhas em 13 municípios da Baixada Cuiabana, ouvimos seus moradores e identificamos os principais desafios, como o acesso à energia, à água e à regularização fundiária. Com essas informações, vamos reunir os diferentes atores para promover o desenvolvimento do Vale do Rio Cuiabá”, esclareceu.

A parceria para a elaboração de propostas voltadas à Baixada Cuiabana inclui ainda a Associação Mato-grossense de Municípios (AMM) e o Consórcio Intermunicipal de Desenvolvimento Econômico e Social Vale do Rio Cuiabá (CIDES-VRC).

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

POLÍTICA

POLÍCIA

ESPORTES

ENTRETENIMENTO

MAIS LIDAS DA SEMANA