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Festivais celebram ações para reduzir insegurança alimentar no Ceará

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O Ceará começa, neste mês, uma série de Festivais Gastronômicos regionais para celebrar os programas e ações voltadas para diminuição da insegurança alimentar no estado. Serão 35 eventos gastronômicos em 14 cidades da Grande Fortaleza e cidades do interior, que funcionarão como prévias para o 3ª Festival Ceará Sem Fome, que acontece em junho, no Centro de Eventos do Ceará.

A primeira cidade a realizar a versão local do festival é Ibiapina. A programação acontecerá no próximo sábado, na Praça Calçadão da Liberdade, que fica no centro da cidade, a partir das 16h e contará com atrações culturais, feira de produtos produzidos pelos beneficiários do programa Ceará Sem Fome e muita troca de experiências.

A iniciativa tem como objetivo dar visibilidade ao impacto das ações do Programa destacando histórias de superação, talentos, geração de renda, iniciativas que vêm transformando comunidades atendidas e fortalecimento do protagonismo social das pessoas beneficiadas.

As informações detalhadas sobre dias, horários e locais de cada festival serão divulgadas no perfil oficial do programa no Instagram @ceara.semfome.

Cozinha social

Desde sua criação, o projeto do governo do estado tem garantido diariamente refeições balanceadas para mais de 130 mil pessoas em situação de vulnerabilidade social, tendo como carro chefe o uso dos produtos da agricultura familiar plantados na zona rural cearense.

As refeições são produzidas através de uma rede com mais de 1.300 cozinhas sociais. Enquanto são realizadas as ações de segurança alimentar, os beneficiários da alimentação e voluntários são integrados ao programa +Qualificação e Renda, que busca dar autonomia econômica e social.

A estratégia integra qualificação profissional, inserção no mercado de trabalho, empreendedorismo e crédito, valorizando os saberes locais e incentivando alternativas sustentáveis de geração de renda.




Fonte: EBC Cultura

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Ao poeta, poesia: amigos se despendem de Luis Turiba neste sábado

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DESACONTESSÊNCIAS

desaconteci
(mentavelmente)
tudo acontece para
desacontecer em si

anoitece para amanhecer
nascer viver crescer morrer
tecer escrituras em silêncios
semânticas em pura seda

  

Luis Turiba desaconteceu na madrugada de 26 de agosto, em Salvador, aos 76 anos. Poeta, ativista cultural, jornalista. Nascido no Recife, em 1950, Turiba deixa cinco filhos, seis netos e uma ampla obra, que inclui poesias, crônicas, textos jornalísticos, video-documentários, revistas culturais e parcerias musicais.

Seu primeiro livro de poesia, Kiprokó, foi lançado em 1977. No Rio de Janeiro, pra onde se mudou ainda jovem, conseguiu emprego como repórter, iniciando uma bem-sucedida carreira com passagens pela revista Manchete e pelos jornais O Globo e Gazeta Mercantil. Foi como correspondente da Gazeta que Turiba mudou-se para Brasília, em 1979. Ganhou vários prêmios por suas reportagens, inclusive dois Esso regionais.

Amigo de Turiba desses tempos de início de Brasília, o poeta Nicolas Behr conta que conversou com o amigo na véspera do falecimento

“Não esperava essa notícia. Grande agitador cultural, um homem de ideias e de realizações, que fazia poeta, jornalista, atuante, ativo, presente. Editor da revista Brica Brac, né? Essa revista que nos anos 80 entrou para a história da literatura a história das história das revistas literárias brasileiras do século passado. Grande Turiba, só temos que celebrar sua memória, sua eterna presença entre nós.”

A revista cultural Bric-a-Brac foi editada entre 1985 e 2022. A publicação extrapolou os limites do Distrito Federal, entrevistando intelectuais e artistas como Caetano Veloso e Paulinho da Viola; Nise da Silveira; Manoel de Barros, entre outras personalidades.

Em sua trajetória, passou pela assessoria de comunicação do ministério da Cultura, que soltou nota lamentando a morte de Turiba e afirmando que o jornalista “participou de momentos importantes da história do próprio MinC”.

O Sindicato dos Jornalistas do Distrito Federal lembrou que “além de sua escrita afiada nas redações, Turiba foi um símbolo vivo da resistência democrática que marca a história da categoria. Militante histórico, ele sofreu severa perseguição política, prisão e tortura durante o regime militar”.

Em agosto de 2024, a Comissão de Anistia concedeu anistia política a Turiba, reconhecendo que a farta documentação que o escritor reuniu e apresentou ao colegiado comprova que, durante a ditadura, ele foi perseguido por razões políticas, tendo sido monitorado pelo Serviço Nacional de Informações (SNI) até meados da década de 1980. Além da condição de anistiado, Turiba recebeu do Estado brasileiro um pedido formal de desculpas.

Após anos atuando como assessor do Ministério da Cultura, aposentou-se no início da década de 2010 para dedicar-se exclusivamente à literatura. Viveu os últimos anos entre o Rio de Janeiro, Salvador e Brasília.

Neste sábado, amigos prestam a última homenagem no Beirute, tradicional restaurante de Brasília. Reduto de muitos encontros e acontecências.


Fonte: EBC Cultura

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