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Tabagismo: um desafio de saúde pública e o papel do cuidado multiprofissional na cessação do hábito

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*Carlos Eduardo Almeida Bouret

O tabagismo é uma ameaça silenciosa à saúde pública. Todos os anos, mais de 8 milhões de vidas são perdidas em decorrência do consumo de produtos derivados do tabaco, um número alarmante que reforça a importância de campanhas como o Maio Cinza e, especialmente, o Dia Mundial Sem Tabaco – celebrado em 31 de maio.

Como médico urologista e diretor-presidente da Unimed Cuiabá, acompanho de perto os impactos devastadores do cigarro não apenas nos pulmões, mas em diversos sistemas do organismo.

A fumaça do tabaco contém substâncias químicas, comprovadamente nocivas e diretamente associadas ao desenvolvimento de câncer. Isso inclui, além do câncer de pulmão, doenças urológicas graves, como o câncer de bexiga, frequentemente relacionado ao hábito de fumar.

Nos últimos anos, um novo desafio se impôs: a falsa percepção de segurança em relação aos cigarros eletrônicos e dispositivos como vapes e narguilés. É preciso ser claro: esses produtos não são alternativas seguras e podem ser tão ou até mais prejudiciais que o cigarro convencional, causando danos pulmonares significativos e mantendo a dependência da nicotina.

E é por isso que há uma mensagem de esperança que precisa ser amplificada. Parar de fumar traz benefícios rápidos e consistentes. Em apenas um ano, o risco de infarto pode cair pela metade. Após cinco anos, o risco de doenças cardíacas se aproxima daquele de uma pessoa que nunca fumou. Ou seja, sempre há tempo para recomeçar.

Nesse processo, o apoio faz toda a diferença. Nesse sentido, a Unimed Cuiabá disponibiliza o Programa Inspirar, exclusivo para tabagistas beneficiários do plano que desejam parar de fumar.

O programa é estruturado de forma multiprofissional e oferece um grupo terapêutico com abordagem integrada, com técnicas direcionadas ao tratamento do tabagista, manejo dos sintomas da cessação, desenvolvimento de habilidades para interromper o uso do tabaco e prevenção de recaídas. O cuidado também inclui consulta médica individual, baseada nas Diretrizes de Cessação do Tabagismo da Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia (SBPT).

O programa também conta com telemonitoramento realizado em três, cinco e doze meses após o encerramento da fase presencial.

Além disso, o Grupo Recarga oferece suporte adicional aos participantes que já passaram pelo programa, concluíram a fase presencial e recaíram ou não conseguiram cessar o tabagismo, possibilitando novo acolhimento estruturado. O Workshop complementa as ações ao promover encontros presenciais para todos os participantes ativos, independentemente da fase do tratamento.

O Maio Cinza nos convida à reflexão e à ação. Reduzir o tabagismo é um compromisso com a saúde individual e coletiva.

Dr. Carlos Bouret
Diretor-presidente da Unimed Cuiabá

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O Brasil é do Povo Trabalhador, do Negro, do Índio, mas jamais vai ser dos “Capitalistas ou Imperialistas”

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O Brasil nasceu da suor que escorreu de rostos que a história quase apagou: das mãos negras que construíram cidades, das raízes indígenas que sempre cuidaram desta terra, do povo trabalhador que levanta o país todos os dias com força, fé e dignidade.

Esta nação tem alma marcada pela luta de quem nunca se rendeu ao domínio alheio, tem nome e rosto: é o povo, é a gente que semeia, que produz, que resiste. Mas há aqueles que chegam com promessas de progresso e levam toda a riqueza, os capitalistas que veem nesta terra apenas mercadoria, lucro e poder, que exploram o trabalho, fecham fábricas, deixam famílias sem pão e sem teto,
que transformam a necessidade alheia em ouro para encher seus cofres vazios de ética.

E com eles vêm os imperialistas, que de longe comandam os fios do poder, que impõem regras que não servem ao nosso povo, mas sim aos seus interesses, que sugam nossas riquezas naturais como se o Brasil não tivesse dono, que dividem nossas terras, corrompem nossas leis e apagam nossa voz.

Eles falam em desenvolvimento, mas o que fazem é roubar nosso futuro, dizem amar a pátria, mas amam mesmo é o lucro que podem tirar dela, não conhecem o chão que pisamos, não sentem a fome que aperta a mesa do pobre, não têm raízes aqui, só têm negócios que duram enquanto o lucro cresce.

O solo brasileiro foi banhado com o sangue de quem lutou por liberdade, foi cuidado com carinho por povos que aqui viveram muito antes de qualquer domínio, pertence a quem planta, a quem ensina, a quem constrói, a quem defende, pertence ao negro que deu tudo e ainda dá, ao índio que guarda a sabedoria ancestral, ao trabalhador que não tem outro patrimônio senão sua força e sua honestidade.

Jamais será propriedade de quem só quer tomar, usar e depois jogar fora, nenhum capitalista ou imperialista jamais será dono desta pátria, porque o Brasil é do povo, e ao povo sempre pertencerá.

Régis Oliveira – Jornalista, Administrador, Corretor e Assessor Parlamentar

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