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Membros de facção criminosa morrem em confronto com policiais do Bope e Força Tática

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Conteúdo/ODOC – Dois homens apontados como integrantes de facção criminosa morreram após trocarem tiros com policiais militares na madrugada desta sexta-feira (15), em Cáceres (225 km a oeste de Cuiabá). Os mortos foram identificados como Wellison César Silva de Almeida, de 43 anos, e Enzo Gabriel Costa de Souza, de 17.

O confronto ocorreu na avenida Tancredo Neves, nas proximidades do Canal dos Fontes, no bairro Cavalhada III, durante uma ação conjunta do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope), da Força Tática e do 6º Batalhão da PM.

Segundo a Polícia Militar, as equipes receberam denúncia, por volta da 1h30, de que dois homens em atitude suspeita monitoravam uma residência na rua do Retiro, no bairro Vila Irene, enquanto consultavam um aparelho celular.

Diante da sequência recente de homicídios registrados na região, policiais que realizavam patrulhamento e ações de inteligência passaram a monitorar os suspeitos.

Conforme o boletim de ocorrência, os dois foram localizados em uma motocicleta Suzuki Yes preta trafegando pela avenida Tancredo Neves. Durante a tentativa de abordagem, os policiais utilizaram sinais sonoros e luminosos, mas os suspeitos teriam reagido atirando contra as equipes.

Os militares revidaram e, após o confronto, encontraram a dupla baleada, ainda com sinais vitais. Eles foram socorridos e encaminhados ao Hospital Regional de Cáceres, mas não resistiram aos ferimentos.

Com os suspeitos, a PM apreendeu dois revólveres calibre 38, munições deflagradas e intactas, aparelhos celulares e a motocicleta usada pela dupla.

Ainda conforme a ocorrência, um dos celulares indicava localização em uma residência no bairro Vila Nova, onde, segundo suspeita da polícia, poderia ocorrer um homicídio.

A PM também informou que Wellison já havia sido conduzido anteriormente por suspeita de participação em um homicídio ocorrido dias atrás na avenida Sete de Setembro.

O local do confronto foi isolado para os trabalhos da Polícia Civil e da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec).

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Integrante de facção criminosa é condenado a mais de 27 anos de prisão por homicídio

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O Tribunal do Júri da Comarca de Sorriso (420 km de Cuiabá) acolheu, na quinta-feira (14), a tese sustentada pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) e condenou Wallace Cristian Silva Ribeiro a 27 anos e 8 meses de reclusão, em regime inicial fechado, pelos crimes de homicídio qualificado e participação em organização criminosa.

A acusação em plenário foi conduzida pelo promotor de Justiça Luiz Fernando Rossi Pipino, titular da 2ª Promotoria de Justiça Criminal de Sorriso.

Conforme a denúncia do Ministério Público, o crime ocorreu na noite de 3 de fevereiro de 2024, em um bar localizado na Rua Turmalinas, em Sorriso. Wallace Cristian Silva Ribeiro e um comparsa ainda não identificado teriam planejado e executado o homicídio de Thyiarle Vale de Melo, em contexto de rivalidade entre facções criminosas.

As investigações apontaram que o réu integra organização criminosa e que o homicídio foi praticado como forma de retaliação contra a vítima, supostamente vinculada à grupo rival.

Segundo narrado na denúncia, o réu e o comparsa se deslocaram de motocicleta até o local já com a intenção de executar a vítima. Enquanto Wallace permaneceu na via pública prestando suporte à ação criminosa e garantindo a fuga, o comparsa ingressou no estabelecimento empresarial e efetuou diversos disparos de arma de fogo de maneira rápida e inesperada, surpreendendo a vítima e dificultando qualquer possibilidade de defesa.

A vítima chegou a ser socorrida pelo Corpo de Bombeiros Militar, mas não resistiu aos ferimentos, falecendo no dia 4 de março de 2024.

Logo após o crime, Wallace Cristian Silva Ribeiro fugiu da cidade de Sorriso. Diante dos elementos reunidos no curso da investigação, a Justiça decretou sua prisão preventiva e expediu mandado de prisão, cumprido pouco mais de dois meses depois, quando o réu foi capturado no Estado de Minas Gerais.

Durante o julgamento, os jurados reconheceram as qualificadoras do motivo torpe e do recurso que dificultou a defesa da vítima.

Para o Ministério Público, o conjunto probatório demonstrou que o homicídio foi praticado de forma planejada, com divisão de tarefas e inserido em contexto de atuação de organização criminosa.

“Não se tratou de um homicídio isolado. A prova revelou uma atuação inserida em contexto estrutural de organização criminosa, marcada por divisão de tarefas e finalidade específica de afirmação territorial e eliminação de adversários. São circunstâncias que afastam qualquer traço de impulsividade e evidenciam o planejamento funcional da ação criminosa”, destacou o promotor de Justiça Luiz Fernando Rossi Pipino.

Com a condenação, Wallace Cristian Silva Ribeiro permanecerá preso para cumprimento da pena de 27 anos e 8 meses de reclusão, em regime inicial fechado, conforme estabelecido na sentença proferida pelo juiz Rafael Depra Panichella.

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