Política
Flávia Moretti reúne autoridades e celebra nova fase de Várzea Grande em desfile dos 159 anos
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A prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti, participou nesta sexta-feira (15) do tradicional Desfile Cívico-Militar, realizado na Avenida Couto Magalhães, em comemoração aos 159 anos de fundação do Município. Este ano, o tema foi “Mulher”, focando na contribuição feminina para o desenvolvimento social, econômico e cultural da cidade.
O evento reuniu milhares de pessoas e contou com a presença de deputados estaduais e federais, vereadores, lideranças locais e todo o secretariado municipal, fortalecendo o momento simbólico de celebração e reafirmando o compromisso com o desenvolvimento da cidade.
Em entrevista à imprensa, a prefeita destacou que o desfile é uma tradição histórica e que a celebração representa um novo ciclo para Várzea Grande, marcado por entregas e mudanças visíveis.
“Nosso desfile, que já é tradicional, resgata a importância de sempre buscar celebrar o aniversário de Várzea Grande. É lindo poder reunir tanta gente, nossas crianças, toda a sociedade civil. Celebramos 159 anos, celebramos mudança, celebramos a nova cara de Várzea Grande. Temos muitas entregas nesses um ano e 4 meses, é uma celebração”, disse a prefeita.
Moretti teceu elogios a organização do evento, sob comando da Secretaria Municipal de Educação, Cultura, Esporte e Lazer (SMECEL), direcionada pela secretária Maria Fernanda Figueredo.
“O tema ser ligado ao empoderamento feminino é um acerto. É um tema que gosto muito de sempre tocar se faz cada vez mais necessário para discussões de equidade. Temos dezenas de mulheres aguerridas em Várzea Grande, feliz com toda a organização”, finaliza.
O deputado estadual Júlio Campos reforçou o caráter histórico do desfile e destacou que o evento representa uma das mais tradicionais comemorações do município.
“O desfile de Várzea Grande é histórico, já é celebrado há 59 anos. Ele surgiu como parte da programação de seu centenário. Fico feliz em notar que nunca foi interrompido o projeto e que a cada ano a cultura é reforçada”, declarou.
Presente na solenidade, o deputado federal Coronel Assis destacou a grande participação popular e o fortalecimento da identidade várzea-grandense.
“O desfile cívico-militar de Várzea Grande é uma demonstração de orgulho, tradição e respeito à história do município. Ver tanta gente reunida mostra a grandeza dessa cidade. Parabenizo a prefeita Flávia Moretti e toda a organização por manter viva essa tradição e promover um evento tão bonito para a população”, afirmou.
A deputada federal Gisela Simona ressaltou a importância do tema escolhido para este ano, que homenageou a mulher e valorizou o protagonismo feminino na história do município.
“Várzea Grande vive um momento especial, e esse desfile traduz exatamente isso: união, cultura, civismo e valorização da nossa gente. O tema deste ano, voltado à mulher, é extremamente simbólico e necessário. Parabéns à Prefeitura e a toda equipe envolvida por essa linda celebração dos 159 anos”, pontuou.
Já o deputado estadual Fábio Tardin destacou que o desfile demonstra o fortalecimento das tradições e o avanço do município.
“Esse desfile é mais do que uma comemoração, é um marco de tradição e identidade cultural de Várzea Grande. A gestão tem mostrado compromisso com a valorização da cidade, e esse evento demonstra que Várzea Grande está vivendo uma nova fase”, disse.
Representando o Legislativo Municipal, a 1ª secretária da Câmara, vereadora Rosy Prado, afirmou que o desfile reforça valores de cidadania e reconhecimento da força feminina.
“É gratificante participar desse momento tão especial para Várzea Grande. O desfile representa tradição, educação, civismo e fortalecimento das famílias. A escolha do tema ‘Mulher’ foi extremamente acertada. Parabenizo a prefeita Flávia Moretti e toda a equipe da Prefeitura por esse desfile lindo e bem organizado”, destacou.
O vereador Caio Cordeiro ressaltou a importância da celebração como instrumento de valorização cultural e fortalecimento do sentimento de pertencimento.
“O desfile dos 159 anos mostra a força de Várzea Grande e o quanto a cidade tem avançado. Esse evento é uma demonstração de cidadania, educação e valorização cultural. Parabenizo a gestão municipal pela organização e por manter viva essa tradição tão importante”, afirmou.
O vereador Charles Fabiano também reforçou o simbolismo do evento e a grande participação popular.
“Esse desfile é um símbolo da história de Várzea Grande e também do futuro que queremos construir. É bonito ver a valorização do civismo, da cultura e da educação. Parabéns à prefeita Flávia Moretti e a todos os envolvidos por realizarem um evento tão grandioso”, declarou.
Conforme a SMECEL, pelo menos 5 mil pessoas participaram do evento, que contou com a presença de alunos, servidores, forças de segurança e entidades da sociedade civil.
Política
Arquivistas do Senado ajudam a guardar e contar a história do Brasil
O Dia do Arquivista, celebrado em 20 de outubro, chama a atenção para o trabalho dos profissionais responsáveis pela organização, preservação e disponibilização de documentos. No Senado, registros produzidos ao longo dos 200 anos da atuação da instituição são conservados pelo Arquivo da Casa. O acervo também é fonte para projetos como o Arquivo S, que transforma o conteúdo dos documentos em reportagens acessíveis sobre o papel do Parlamento em momentos históricos do Brasil.
Memórias preservadas
O Arquivo S é um projeto multimídia mensal da Agência Senado em parceria com o Arquivo. Publicadas na primeira sexta-feira de cada mês no portal Senado Notícias, as reportagens especiais resgatam fatos marcantes da história do país a partir de registros, projetos de lei e discursos dos parlamentares, preservados no acervo do Arquivo do Senado.
As produções exigem interpretar a linguagem e o contexto dos documentos. O jornalista Ricardo Westin, responsável por grande parte das reportagens do Arquivo S, explica que esse trabalho envolve compreender tanto as informações evidentes quanto os aspectos que não aparecem diretamente nos textos.
— O maior desafio é compreender tanto o que está explícito quanto o que está silenciado nos registros. Para fazer essa tradução e interpretação, contamos sempre com a ajuda de historiadores especializados no tema. Eles explicam o contexto e as intenções dos diferentes atores envolvidos no acontecimento ou na avaliação que se fazia dele.
A série começou em 2014, com a publicação de um novo episódio a cada mês. Ao fim de cada ano, os textos são reunidos em um volume da coleção Arquivo S – O Senado na História do Brasil. As matérias também ganharam versões em áudio, produzidas em parceria com a Rádio Senado, ampliando o acesso ao conteúdo, inclusive para pessoas com deficiência visual.
Entre as histórias recuperadas pelo projeto, o jornalista relembra o caso do senador do Império Bernardo Pereira de Vasconcelos, que minimizou a chegada da febre amarela ao Brasil em um discurso feito por volta de 1850. Meses depois, o parlamentar morreu em decorrência da própria doença.
— Durante a pandemia de covid-19, fizemos uma reportagem sobre as quarentenas e as epidemias de febre amarela no Brasil. Nos documentos, encontramos um discurso em que o senador negava que a doença que havia chegado ao país fosse febre amarela. Dois ou três meses depois, ele morreu da doença. É uma história pouco conhecida, que não costuma aparecer nos livros didáticos.
Na próxima semana, será lançada a 11ª edição da coleção, com reportagens publicadas ao longo do ano passado. A série já reúne dez volumes em versões física e digital, disponíveis para compra a preço de custo pela Livraria do Senado e para download gratuito pela Biblioteca do Senado.
O trabalho dos arquivistas
A produção do Arquivo S depende do trabalho dos arquivistas, responsáveis por classificar, organizar, avaliar e preservar os documentos utilizados. Essas atividades permitem verificar a autenticidade dos registros e garantir condições para que sejam consultados pelo público.
Westin destaca a parceria com esses profissionais na pesquisa e na localização das documentações que dão origem aos conteúdos.
— O papel dos arquivistas do Senado para o Arquivo S é importantíssimo. São eles que localizam os documentos originais para usarmos de fonte e reproduzirmos nas infomatérias. Sem o arquivo, esse trabalho não seria possível.
O Arquivo do Senado reúne cerca de 43 mil caixas de documentos produzidos e recebidos nas atividades legislativas e administrativas da Casa. O acervo remonta a 1788 e inclui projetos de lei, atas, anais, discursos, fotografias e outros registros.
Cidadania e democracia
Ao manter os registros organizados e acessíveis, os arquivistas preservam a memória institucional, o desenvolvimento de pesquisas e a transparência das ações públicas. Os documentos também podem servir de prova de decisões, tramitações e atos do poder público, contribuindo para a garantia de direitos.
A importância dessa função acompanha a Casa desde sua origem. O Arquivo foi criado na primeira sessão ordinária do Senado do Império, em 1826, com a atribuição de guardar a documentação produzida. Desde então, é reconhecido como sua “memória viva”.
Profissão histórica
A trajetória de Alonso Carneiro Pestana de Aguiar ajuda a contar a história da arquivologia. Nascido em 1840, em Vila Araxá (MG), ele foi nomeado amanuense do Senado em 1864. O cargo correspondia a funções de copista, escrevente ou secretário. Mais tarde, assumiu a responsabilidade pelo arquivo da instituição.
Alonso foi o primeiro “official archivista” da então Câmara dos Senadores. A história do servidor foi resgatada em pesquisa conjunta entre a Coordenação de Arquivo do Senado e a Universidade de Brasília (UnB) sobre documentos do Brasil Imperial e evidencia que os papéis guardam também histórias de pessoas que fizeram parte da Casa.
Lurya Rocha, sob supervisão de Dante Accioly
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
Fonte: Agência Senado
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