Mato Grosso

Investigação da PF liga Faissal a movimentações financeiras de desembargador

Publicado em

Mato Grosso

Investigações da Polícia Federal apontam que o desembargador afastado do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), Dirceu dos Santos, tinha como seu braço operacional o deputado estadual Faissal Calil (PL) para recebimento de vantagens indevidas, pagamento de dívidas familiares e triangulações imobiliárias

Ambos são alvos da Operação Gemini, desdobramento da Operação Sisamnes, deflagrada nesta segunda-feira (8), com o objetivo de aprofundar investigações relacionadas à suposta comercialização de decisões judiciais e à prática de lavagem de dinheiro no âmbito do TJMT.

Exercendo seu segundo mandato de deputado, Faissal trabalhou no gabinete de Dirceu entre 2017 e 2018 e teria atuado, de acordo com a Polícia Federal, como intermediário em operações relacionadas ao recebimento de recursos, pagamento de despesas familiares e negociações imobiliárias realizadas por meio de terceiros, com o objetivo de conferir aparência de legalidade às transações.

Entre os elementos identificados estão depósitos e saques em espécie que, somados, ultrapassam R$ 3,2 milhões oriundos de empresas do agronegócio que possuíam litígios agrários em trâmite no Tribunal.

Dirceu dos Santos está afastado do TJMT desde março por determinação do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) por suspeitas de obtenção de vantagens e troca de decisões judiciais.

Mandados de busca e apreensão domiciliar, busca pessoal e medidas de afastamento dos sigilos bancário, fiscal e telemático de investigados foram cumpridos nesta segunda-feira. As casas de Dirceu e Faissal foram vasculhadas pelos federais em busca de documentos e elementos probatórios.

Um relógio Rolex, 11 canetas de luxo da marca Montblanc, uma pistola, um revólver e até um fuzil, além de munições, foram apreendidos pela Polícia Federal.

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

Mato Grosso

Sérgio Ricardo avança na estruturação do plano Mato Grosso 2050 com propostas para o Vale do Rio Cuiabá

Publicados

em

O presidente do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT), conselheiro Sérgio Ricardo, se reuniu, nesta quinta-feira (23), com representantes do Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) e da Comissão Permanente de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Copmas), presidida por ele, para avançar na estruturação de propostas voltadas ao desenvolvimento econômico da região do Vale do Rio Cuiabá por meio da agricultura familiar. As diretrizes irão integrar o Plano de Metas Mato Grosso 2050, que avança para a fase de participação social, com o recebimento de contribuições.

“A primeira fase do plano foi concluída e agora avançamos para o diálogo com os diversos setores da economia. Estamos recebendo contribuições de entidades da agricultura, como o MAPA, do comércio e de instituições representativas para construir um planejamento participativo e que reflita as demandas de quem contribui para o desenvolvimento de Mato Grosso”, declarou Sérgio Ricardo.

Durante a reunião, o conselheiro também destacou o potencial da região, que ainda enfrenta entraves para alcançar seu pleno desenvolvimento econômico. “Precisamos iniciar uma nova tradição produtiva nesta região. O que todo município, seja rico ou pobre, tem em comum é a terra. O que precisamos é criar condições para que esse potencial se transforme em oportunidades, fortalecendo a agricultura familiar, gerando renda e garantindo que as pessoas possam viver e prosperar onde estão. O Plano Mato Grosso 2050 mostra que a Baixada Cuiabana reúne características muito favoráveis para a produção de alimentos”, disse.

Alair Ribeiro/TCE-MTRepresentantes do MAPA e da Copmas apresentaram estudos com levantamento de informações sobre a situação econômica da região. Clique aqui para ampliar
Representantes do MAPA e da Copmas apresentaram estudos com levantamento de informações sobre a situação econômica da região. Clique aqui para ampliar

Para o superintendente do Ministério da Agricultura e Pecuária, Edson Paulino de Oliveira, a união de esforços é fundamental e já gerou resultados, como a facilitação para a certificação do Sisbi-POA (Sistema Brasileiro de Inspeção de Produtos de Origem Animal).

“O presidente Sérgio Ricardo e o Tribunal de Contas como um todo, são grandes parceiros, que têm nos dado todo o suporte e ajudado muito. Já fizemos a parceria na questão da certificação do Sisbi-POA, dando condição para todos os produtores desenvolverem uma comercialização dentro dos municípios e até fora do Estado. Então, tem sido fundamental essa parceria”, ressaltou Oliveira.

Metas com base em dados

Durante o encontro, tanto o MAPA quanto a Copmas apresentaram estudos com levantamento de informações sobre a situação econômica da região do Vale do Rio Cuiabá a fim de cruzar os dados e construir metas consolidadas. Para Edson de Oliveira, o mapeamento evidencia a carência dos pequenos produtores.

Alair Ribeiro/TCE-MTO Plano Mato Grosso 2050 aponta a Baixada Cuiabana como uma região com grande potencial para a produção de alimentos e o fortalecimento da agricultura familiar. Clique aqui para ampliar
O Plano Mato Grosso 2050 aponta a Baixada Cuiabana como uma região com grande potencial para a produção de alimentos e o fortalecimento da agricultura familiar. Clique aqui para ampliar

“Agora, vamos unir os dados do Ministério da Agricultura com o levantamento feito pelo Tribunal para construir um projeto definitivo para a região. O Vale do Rio Cuiabá tem vocação para a agricultura familiar, e precisamos criar políticas públicas para que o pequeno produtor possa crescer, gerar renda e permanecer na sua propriedade”, relatou o superintendente.

Para a chefe de gabinete da Comissão, Georgia Bumlai, os relatórios se complementam e fortalecem a tomada de decisão. “Enquanto o nosso estudo reúne dados quantitativos, o do MAPA traz uma análise qualitativa. Por meio da Comissão, realizamos uma pesquisa nas 54 comunidades ribeirinhas em 13 municípios da Baixada Cuiabana, ouvimos seus moradores e identificamos os principais desafios, como o acesso à energia, à água e à regularização fundiária. Com essas informações, vamos reunir os diferentes atores para promover o desenvolvimento do Vale do Rio Cuiabá”, esclareceu.

A parceria para a elaboração de propostas voltadas à Baixada Cuiabana inclui ainda a Associação Mato-grossense de Municípios (AMM) e o Consórcio Intermunicipal de Desenvolvimento Econômico e Social Vale do Rio Cuiabá (CIDES-VRC).

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

POLÍTICA

POLÍCIA

ESPORTES

ENTRETENIMENTO

MAIS LIDAS DA SEMANA