O racha interno no União Brasil em Mato Grosso ganhou novos capítulos com a declaração enfática do deputado estadual Júlio Campos (União), que esnobou publicamente o apoio do ex-governador Mauro Mendes (união) à pré-candidatura do senador Jayme Campos ao Governo do Estado.
Ao rebater as movimentações e pressões políticas nos bastidores para as eleições, o parlamentar subiu o tom, liberou o ex-gestor para apoiar o atual governador Otaviano Pivetta (Republicanos) e mandou um recado direto: “larga da nossa vida, cuida do seu caminho que nós vamos cuidar do nosso”.
Júlio Campos revelou que o desinteresse pelo apoio de Mauro Mendes já havia sido manifestado diretamente ao ex-governador no Palácio Paiaguás meses antes. De forma ácida, o deputado relembrou mágoas eleitorais passadas para justificar o distanciamento estratégico do grupo político da família Campos.
“Jayme Campos vai ser candidato a governador sem você nos apoiar, como você não me apoiou quando fui candidato a senador”, disse o deputado.
Em tom irônico, sugeriu que o ex-governador mantivesse a calma e tomasse bastante “chá de capim-cidreira” diante da situação. “É bom ficar calmo, tomar bastante chá de capim cidreira e conciliarmos. Ele vai ser liberado, já está liberado. Nós já falamos: Mauro, não queremos o seu apoio, você está liberado para apoiar o Otaviano Pivetta. Larga da nossa vida. O Jayme Campos é candidato a governador sem precisar do seu apoio”, emendou Campos.
“Já falamos isso pra você há seis meses lá no Palácio Paiaguás. Larga da nossa vida, cuida do seu caminho que nós vamos cuidar do nosso. Jayme Campos é candidato a governador sem você nos apoiar”, completou o deputado.
O presidente do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT), conselheiro Sérgio Ricardo, se reuniu, nesta quinta-feira (23), com representantes do Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) e da Comissão Permanente de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Copmas), presidida por ele, para avançar na estruturação de propostas voltadas ao desenvolvimento econômico da região do Vale do Rio Cuiabá por meio da agricultura familiar. As diretrizes irão integrar o Plano de Metas Mato Grosso 2050, que avança para a fase de participação social, com o recebimento de contribuições.
“A primeira fase do plano foi concluída e agora avançamos para o diálogo com os diversos setores da economia. Estamos recebendo contribuições de entidades da agricultura, como o MAPA, do comércio e de instituições representativas para construir um planejamento participativo e que reflita as demandas de quem contribui para o desenvolvimento de Mato Grosso”, declarou Sérgio Ricardo.
Durante a reunião, o conselheiro também destacou o potencial da região, que ainda enfrenta entraves para alcançar seu pleno desenvolvimento econômico. “Precisamos iniciar uma nova tradição produtiva nesta região. O que todo município, seja rico ou pobre, tem em comum é a terra. O que precisamos é criar condições para que esse potencial se transforme em oportunidades, fortalecendo a agricultura familiar, gerando renda e garantindo que as pessoas possam viver e prosperar onde estão. O Plano Mato Grosso 2050 mostra que a Baixada Cuiabana reúne características muito favoráveis para a produção de alimentos”, disse.
Alair Ribeiro/TCE-MTRepresentantes do MAPA e da Copmas apresentaram estudos com levantamento de informações sobre a situação econômica da região. Clique aqui para ampliar
Para o superintendente do Ministério da Agricultura e Pecuária, Edson Paulino de Oliveira, a união de esforços é fundamental e já gerou resultados, como a facilitação para a certificação do Sisbi-POA (Sistema Brasileiro de Inspeção de Produtos de Origem Animal).
“O presidente Sérgio Ricardo e o Tribunal de Contas como um todo, são grandes parceiros, que têm nos dado todo o suporte e ajudado muito. Já fizemos a parceria na questão da certificação do Sisbi-POA, dando condição para todos os produtores desenvolverem uma comercialização dentro dos municípios e até fora do Estado. Então, tem sido fundamental essa parceria”, ressaltou Oliveira.
Metas com base em dados
Durante o encontro, tanto o MAPA quanto a Copmas apresentaram estudos com levantamento de informações sobre a situação econômica da região do Vale do Rio Cuiabá a fim de cruzar os dados e construir metas consolidadas. Para Edson de Oliveira, o mapeamento evidencia a carência dos pequenos produtores.
Alair Ribeiro/TCE-MTO Plano Mato Grosso 2050 aponta a Baixada Cuiabana como uma região com grande potencial para a produção de alimentos e o fortalecimento da agricultura familiar. Clique aquipara ampliar
“Agora, vamos unir os dados do Ministério da Agricultura com o levantamento feito pelo Tribunal para construir um projeto definitivo para a região. O Vale do Rio Cuiabá tem vocação para a agricultura familiar, e precisamos criar políticas públicas para que o pequeno produtor possa crescer, gerar renda e permanecer na sua propriedade”, relatou o superintendente.
Para a chefe de gabinete da Comissão, Georgia Bumlai, os relatórios se complementam e fortalecem a tomada de decisão. “Enquanto o nosso estudo reúne dados quantitativos, o do MAPA traz uma análise qualitativa. Por meio da Comissão, realizamos uma pesquisa nas 54 comunidades ribeirinhas em 13 municípios da Baixada Cuiabana, ouvimos seus moradores e identificamos os principais desafios, como o acesso à energia, à água e à regularização fundiária. Com essas informações, vamos reunir os diferentes atores para promover o desenvolvimento do Vale do Rio Cuiabá”, esclareceu.
A parceria para a elaboração de propostas voltadas à Baixada Cuiabana inclui ainda a Associação Mato-grossense de Municípios (AMM) e o Consórcio Intermunicipal de Desenvolvimento Econômico e Social Vale do Rio Cuiabá (CIDES-VRC).
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