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Oitavas de final do futsal dos JECs 2026 definem classificados e elevam expectativa para quartas no Verdinho

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As oitavas de final do futsal masculino dos Jogos Estudantis Cuiabanos (JECs) 2026 avançaram nesta quarta-feira (17), no Ginásio Dom Aquino, com a definição dos últimos classificados para as quartas de final da categoria A (15 a 17 anos). Os resultados confirmam o equilíbrio e o bom nível técnico da competição, que começou com 35 escolas e agora entra em sua fase decisiva.

A Escola Estadual Governador José Fragelli venceu o Colégio Ibero-Americano por 1 a 0, a Escola Estadual Raimundo Pinheiro da Silva superou a Escola Estadual Cívico-Militar Professor Ulisses Cuiabano por 3 a 2, a Escola Estadual Cívico-Militar Victorino Monteiro da Silva derrotou a Escola Estadual Professora Dione Augusta da Silva Souza por 5 a 1, e a Escola Estadual Cívico-Militar Padre Wanir Delfino Cesar garantiu a vaga ao vencer o Colégio Maxi por 3 a 1.

Após os primeiros confrontos das oitavas realizados na terça-feira (16), quando Padre Ernesto, Isaac Newton, Fato Educacional e São Gonçalo garantiram vaga nas quartas de final, a rodada desta quarta-feira definiu os demais classificados.

Segundo o coordenador da modalidade, professor Wendel Silva Pereira, a fase eliminatória tem sido marcada pelo equilíbrio entre as equipes e pela evolução do comportamento esportivo dos estudantes.

“A gente está vendo os times mais organizados e amadurecendo ao longo da competição. O principal é que os atletas entendam os valores do esporte, saibam ganhar e saibam perder”, destacou.

Wendel ressaltou ainda que a disputa segue aberta, sem favoritos absolutos.

“Muitas escolas surpreenderam. Temos equipes estaduais e particulares competindo em alto nível. Hoje não existe jogo fácil no futsal escolar de Cuiabá”, afirmou.

O coordenador geral dos JECs, professor Dinho Ribeiro, avaliou positivamente o desempenho das equipes e destacou que o crescimento da modalidade tem elevado o nível da competição.

“Chegamos às oitavas com equipes muito equilibradas. Escolas que nunca haviam alcançado essa fase estão surpreendendo, enquanto equipes tradicionais seguem fortes. Isso mostra a evolução do futsal escolar em Cuiabá”, observou.

Para o professor Marcos Antônio Queiroz Duarte, referência do futsal mato-grossense e técnico com passagens pela Seleção Cuiabana, o fortalecimento da estrutura esportiva tem contribuído diretamente para o aumento da competitividade dos JECs.

“As escolas estão voltando para os Jogos Estudantis e o número de equipes cresceu novamente. Isso mostra que o esporte está sendo levado a sério e ajuda no desenvolvimento dos atletas”, avaliou.

O secretário adjunto de Esporte e Lazer, Pablo Queiroz, destacou que a fase decisiva dos JECs tem confirmado o crescimento do esporte escolar na capital.

“Os jogos mostram equilíbrio, qualidade técnica e oportunidades para que os estudantes se desenvolvam por meio do esporte”, afirmou.

Dinho explicou que a competição também abre caminhos para etapas mais avançadas. Na categoria A, o técnico da equipe campeã comandará a Seleção Cuiabana que disputará os Jogos Escolares Mato-grossenses, em Sinop. Já na categoria B (12 a 14 anos), a escola campeã representará Cuiabá na fase estadual, em Sapezal. As competições estaduais classificam representantes para os campeonatos brasileiros escolares.

Treinamento, dedicação e sonho de chegar à final

Entre os atletas, a expectativa é alta para a sequência da competição. O estudante Luiz Henrique de Luzon Dal, de 16 anos, da Arena José Fragelli, contou que a preparação começou ainda no início do ano.

“Estamos treinando juntos desde o campeonato Futsalear. A expectativa é vencer todos os jogos, chegar à final e conquistar o campeonato”, afirmou.

Para ele, os JECs representam uma oportunidade de desenvolvimento esportivo e visibilidade para os jovens atletas.

Já Augusto de Souza Tavares, de 15 anos, da equipe Ulisses Cuiabano, destacou a união do grupo como um dos diferenciais da campanha.

“Chegamos até aqui com muita dedicação e trabalho. Se o time tiver paciência, toque de bola e continuar unido, acredito que podemos chegar à final”, disse.

Esporte como formação e inclusão

Os treinadores também reforçam que os resultados vão além das vitórias dentro de quadra. O professor Pablo Carlos Eduardo Fernandes Silva Oliveira, do Ulisses Cuiabano, destacou que a competição contribui para a formação dos estudantes.

“O mais importante é ensinar valores como união, respeito e competição saudável. O esporte é uma ferramenta de educação e tem papel fundamental na formação dos jovens”, afirmou.

O professor Ricardo Augusto de Oliveira, do Raimundo Pinheiro, ressaltou a superação demonstrada pela equipe, que venceu mesmo desfalcada de dois atletas importantes.

“Hoje foi na raça. Os meninos superaram as dificuldades e mostraram que a competição também ensina a enfrentar desafios e crescer com eles”, avaliou.

Nas arquibancadas, a participação da torcida continua sendo um dos destaques. O estudante Alex da Silva acompanhou a partida da Arena José Fragelli e destacou a importância do esporte para a juventude.

“O esporte incentiva os jovens, ajuda a construir um futuro melhor e aproxima os amigos. Por isso, a torcida faz questão de estar presente”, comentou.

Quartas de final serão disputadas no Ginásio Verdinho

As quartas de final acontecem nesta quinta-feira (18), no Ginásio Verdinho. Pela manhã, serão realizados quatro confrontos da categoria A masculina (15 a 17 anos). À tarde, outras quatro partidas definirão os semifinalistas da categoria B masculina (12 a 14 anos).

Ao final da rodada, estarão definidos os semifinalistas das duas categorias. As semifinais e finais do futsal masculino e feminino estão programadas para a próxima semana.

A expectativa da organização é que a reta final mantenha o equilíbrio observado até agora, reunindo atletas, escolas, familiares e torcedores em uma das modalidades mais tradicionais dos Jogos Estudantis Cuiabanos.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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Zoonoses de Várzea Grande faz alerta para alta de casos positivos e pede atenção da população aos sinais da doença

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Várzea Grande sempre foi uma região considerada endêmica para a Leishmaniose Visceral Canina (LVC), uma doença de caráter zoonótico causada por um protozoário do gênero Leishimania, transmitida pela picada do mosquito-palha e portanto afetando tanto humanos quanto animais. Não passa diretamente de uma pessoa para outra, no entanto, começa silenciosa e justamente por isso, vai se proliferando por meio do ataque dos mosquitos palhas, pois precisa do mosquito Lutzomyia longipalpis e outras espécies do gênero para disseminação da doença.

No ambiente urbano, o cão atua como o principal reservatório do protozoário. Portanto, o aumento de casos nos animais eleva diretamente o risco de contágio para os seres humanos.

Como explica o Médico Veterinário e Responsável Técnico do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ VG), Luciano Miranda, a pressão da doença no Município deixa as autoridades em Saúde Pública sempre em alerta. “Somente neste ano, de janeiro a junho, já registramos quase 500 testes realizados em animais suspeitos de LVC em Várzea Grande. Uma das explicações para alta incidência está no avanço do desmatamento urbano, com as habitações e a circulação de pessoas avançando cada vez mais nessas regiões. Um exemplo dessa realidade no Município é a região do Jardim Maringá, em plena expansão, e concidentemente tendio um aumento de sua incidência nessa região.

Apesar do bairro ser destaque nesse mapeamento, o Médico Veterinário faz questão de ressaltar que a doença não pode mais ser ‘marginalizada’, pois já se encontram casos de cães positivos que vivem com seus tutores em apartamentos. Essa constatação só reforça o sinal de alerta para a prevenção e cuidados com nossos pets”.

SINAIS DE ALERTA – O Dr. Luciano chama à atenção para sintomas clássicos como o emagrecimento sem sentido algum, onde o animal muitas vezes está comendo bem, porém o pet nunca engorda e fica na situação cada vez mais de emagrecimento. Isso porque provavelmente a doença já atingiu fígado, o baço, que são um dos órgãos mais acometidos pela doença. No geral o animal come, mas o fígado atacado e inflamado, não consegue atuar de forma normal em seu auxílio à digestão, levando ao emagrecimento progressivo. Além do emagrecimento, existem as feridinhas, queda de pelos, etc onde essas feridas acabam por nunca se cicatrizarem, principalmente em extremidades de focinho e pavilhão auricular, etc. Em relação à crença de que unhas compridas são sinal de leishmaniose, Miranda esclarece que nem sempre essa observação é o suficiente para se condenar um animalzinho, pois fatores externos, como o piso liso farão com que o cãozinho não tenha o desfaste de suas unhas. Aí existem pessoas que por causa da unha trazem o cãozinho no CCZ para eutanásia”.

Sobre a eutanásia, ela só é feita no CCZ VG quando há comprovação do diagnóstico da doença, conforme determinação do Ministério da Saúde. “O diagnóstico é essencial, pois hão doenças que parecem ser a leishmaniose sendo confundidas com a mesma, daí sendo interessante fazermos os testes diagnósticos para a comprovação ou não da doença. Dentre doenças que podem ser confundidas com a Leishimaniose, temos

doenças bacterianas, fúngicas, doenças auto imunes e até mesmo a sarna. “Infelizmente a população muitas vezes chega aqui impondo eutanásia no animal sem qualquer comprovação. Diante da nossa negativa em relação ao sacrifício, há agressões com palavras e ameaças de todo tipo”, lamenta.

Em caso de suspeita, o tutor pode levar o animalzinho até o CCZ VG para realizar a testagem e confirmação ou não da doença. O CCZ diariamente realiza o teste de triagem dos casos suspeitos sendo o diagnóstico final realizado pelo laboratório do Estado (Lacen), necessitando assim da comprovação de todos os testes citados para a comprovação da doença.

“A população em geral precisa entender que cachorro com excesso de carrapatos, cachorro com viroses como Parvovirose e Cinomose não são casos de atendimento do CCZ por não se tratarem de zoonoses. Nós não somos centro de descarte de animais. Somos um centro de controle e prevenção de zoonoses”, desabafa o Responsável Técnico.

MANEJO – A equipe veterinária do setor de monitoramento de zoonoses reforça que os números refletem uma urgência de mobilização social. “Precisamos que a população entenda que o combate ao vetor é a única forma de interromper essa cadeia de transmissão e esse combate é o mesmo que vale para o Aedes aegypti”, reforça o Médico Veterinário.

Como não há campanhas públicas de vacinação em massa contra a leishmaniose voltadas para animais, as diretrizes do Ministério da Saúde focam no manejo ambiental e na proteção individual dos cães. A recomendação técnica principal foca no uso de barreiras químicas e físicas.

“O uso contínuo de coleiras repelentes à base de deltametrina e a limpeza rigorosa de quintais, eliminando folhas e frutos caídos (matéria úmida) são no entanto as únicas barreiras eficientes para proteger as famílias e os pets”, completa.

SERVIÇO – Os moradores que precisarem realizar testes em seus animais ou denunciar focos de alta infestação podem entrar em contato com o CCZ de Várzea Grande em horário comercial, localizado na Rua 42, Bairro Jardim Paiaguás I, ou, pelo (65) 98476-5719.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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