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Exposição ‘Sonhos Dissidentes’ celebra a diversidade e o orgulho LGBTQIA+

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Diversidade, afeto, identidade e direitos humanos. Como parte da programação do mês do Orgulho LGBTQIA+, o Senado abre as portas para a exposição Sonhos Dissidentes. A mostra, que vai até 2 de jullho, propõe uma reflexão sobre diferentes formas de vivenciar e compreender o mundo.

A exposição foi construída a partir de obras e reflexões de pessoas transgênero, travestis, lésbicas, gays e bissexuais de diferentes localidades do país. A ação mostra o papel da cultura como instrumento para promover a diversidade, a inclusão e o respeito às diferenças.

— Que essa seja apenas uma pequena mostra de como todos nós podemos estar juntos, trabalhar juntos, produzir juntos e nos relacionar respeitando uns aos outros, porque, na verdade, a sociedade é um espaço de respeito — ressaltou a diretora-geral do Senado, Ilana Trombka.

Aberta ao público, a exposição propõe uma reflexão sobre as diferentes formas de existir, expressar identidades e ocupar espaços. Por meio de telas, colagens, fotografias, esculturas e mediações tecnológicas, as obras reunidas exploram corpos, memórias, experiências e desejos, tanto da intimidade quanto da vida pública dos artistas.

— Quando a gente traz nossos trabalhos para cá, não falamos apenas sobre uma obra de arte, mas de uma peça carregada de muita história. Normalmente, são histórias e corpos que não costumam ocupar esses espaços públicos — disse a artista Bruca Teixeira.

Serviço

Exposição: Sonhos Dissidentes

Local: Espaço Ivandro Cunha Lima, Senado Federal

Data: Até 2 de julho

Horário: das 8h às 18h

Visitação: gratuita e aberta ao público

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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‘Centros-dia’ para idosos são elogiados, mas debate na CDH alerta para custo

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Uma proposta que prevê a criação em todo o país de “centros-dia”, que oferecem cuidados a idosos durante o dia, sem internação, foi apoiada pelos debatedores reunidos nesta terça-feira (11) em audiência pública da Comissão de Direitos Humanos (CDH). Gestores da União e de municípios pediram, porém, atenção ao impacto orçamentário de sua implementação.

A audiência foi destinada a debater o PL 5.115/2025, do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que propõe alterar a Lei Orgânica da Assistência Social e o Estatuto da Pessoa Idosa para incluir as unidades de acolhimento diurno na estrutura do Sistema Único de Assistência Social (Suas). A senadora Damares Alves (Republicanos-DF), uma das requerentes da audiência pública, defendeu a urgência da medida como forma de amparo social.

— Nosso objetivo com este debate é estruturar uma rede que garanta dignidade à pessoa idosa em vulnerabilidade e dê o suporte necessário para que as famílias cuidadoras continuem trabalhando, sem o medo do desamparo ou da institucionalização precoce.

Experiência

O senador Esperidião Amin (PP-SC) comparou, bem humorado, os centros a “creches para o idoso” e propôs um acréscimo ao programa de trabalho dessas instituições.

— É uma creche em que, ao contrário das crianças, a fragilidade [dos idosos] vai aumentar. Eu queria fazer um apelo para incluir uma frase que é estimulante para o idoso: “O vô sabe.” O ‘vô’ sabe uma porção de coisas que nos podem ser úteis. Que nós tenhamos essa visão de cuidar, é claro, mas [também] de valorizar, de pedir conselhos a quem é mais experiente — afirmou.

Ruth Losada de Menezes, representante do Conselho Estadual dos Direitos da Pessoa Idosa de Goiás, destacou que os centros-dia são importantes para o combate ao isolamento e para a saúde mental dos cidadãos. Antonio Costa, ex-secretário nacional dos Direitos da Pessoa Idosa, disse considerar que uma rede nacional de centros-dia promoveria o envelhecimento saudável, mas se disse preocupado com a sustentabilidade e a aplicação do projeto diante da realidade dos municípios.

Desafios

A preocupação com o financiamento foi confirmada por Sergio Gomes, secretário de Assistência Social de Camboriú (SC), que cobrou uma previsão orçamentária explícita.

— Precisamos que a União olhe para isso, e precisamos adotar isso como política de Estado em cada município — defendeu.

Representando o Poder Executivo, a coordenadora-geral de Média Complexidade do Ministério do Desenvolvimento Social, Valéria Gonelli, apontou os desafios técnicos da implementação e pediu apoio dos senadores à proposta de emenda à Constituição que destina ao Suas 1% da receita das unidades federativas (PEC 383/2017).

— Legislação não nos falta para implementar esse serviço. O que nós precisamos é de recursos — afirmou.

Vulnerabilidade

O consultor jurídico Eduardo Vieira, representando a Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae) de Goiânia, salientou que a entidade opera centros-dia há décadas, e lembrou que a vulnerabilidade social se estende aos cuidadores.

— São duas pessoas em situação de dependência, sob o mesmo teto, sustentadas por um trabalho de cuidado que é majoritariamente feminino, integralmente feminino e socialmente invisível. É quase uma tragédia social — ponderou.

Gilvane Mazza Ribeiro, diretora de Proteção Especial de Resende (RJ), destacou a importância dos centros-dia e declarou esperar que uma lei específica torne sua implantação um “privilégio de muitos”. Claudir Maciel, secretário da Pessoa Idosa de Balneário Camboriú (SC), descreveu o sistema de atendimento a idosos em seu município e pediu sensibilidade ao Congresso sobre o tema. 

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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