Esportes

Brasil bate Escócia na estreia de Neymar e vai ao mata-mata da Copa após show de Vini Jr

Publicado em

Esportes

O Brasil venceu a Escócia com tranquilidade, por 3 a 0, hoje, em Miami. E se o técnico Carlo Ancelotti queria usar o jogo como uma confirmação, dá para sacramentar várias coisas:

A seleção se classificou em primeiro lugar no Grupo C da Copa do Mundo 2026, com sete pontos. Com a mesma pontuação, mas perdendo no saldo, Marrocos ficou em segundo, após vencer o Haiti.

Vini Jr. fez dois gols diante da Escócia, chegou a quatro nesta Copa e se coloca no bolo de protagonistas da competição. O terceiro do Brasil foi de Matheus Cunha.

Desde Neymar, em 2014, um jogador da seleção brasileira não fazia quatro gols em uma Copa do Mundo.

E foi justamente nesta partida contra a Escócia que Neymar estreou na Copa 2026, voltando a atuar pela seleção brasileira depois de aproximadamente dois anos e sete meses.

O Brasil fez um jogo equilibrado, consistente e está em evolução, como queria o treinador.

Rayan entrou bem no ataque e foi boa solução para o lugar do machucado Raphinha.

O que ainda precisa ser confirmado é o adversário no próximo jogo. O Brasil volta a atuar na segunda-feira, às 14h, em Houston, contra o segundo colocado do grupo que tem Holanda, Japão e Suécia.

Começou bem demais

Foi a segunda partida com o novo desenho tático, que forma um losango 4-4-2 no meio-campo e libera Vini Jr. e o atacante pela direita — neste caso, Rayan.

O meio-campo fica mais distribuído, como Paquetá na faixa direita, Bruno Guimarães na esquerda e Casemiro centralizado à frente da zaga.

A chave para destravar o jogo foi o trabalho de pressão alta desde lá da frente. Rayan apertou McKenna, travou o passe do zagueiro escocês e isso virou um presentaço para Vini Jr.

Com tranquilidade, o camisa 7 driblou o goleiro e tocou para o gol vazio. O 1 a 0 do Brasil veio aos sete minutos, um prenúncio que o jogo já seria de Vini.

O lance mais polêmico do primeiro tempo envolveu a anulação de um gol de Vini Jr, aos 22 minutos do primeiro tempo.

Seria outra entregada da zaga escocesa, após Vini Jr. pressionar Hendry, roubar a bola e bater entre as pernas do goleiro. Mas o VAR chamou para checagem. O árbitro mexicano Cesar Ramos concordou com a sugestão de revisão e entendeu que o atacante tinha feito falta no lance.

O efeito da pausa

A pausa para hidratação se juntou à anulação do gol como pontos de alteração do ritmo do jogo. Depois de beber água, a Escócia voltou para o jogo mais ousada e tratou de acionar o expediente com o qual tem mais intimidade: bola aérea.

Os europeus conseguiram algumas jogadas perigosas, mas sem uma finalização concreta

Aos poucos, o jogo do Brasil voltou aos trilhos: posse de bola com passes curtos e, sem ela, uma pressão firme na saída adversária.

Foi assim que a seleção conseguiu o segundo gol, em uma batalha coletiva que resultou no cruzamento preciso de Bruno Guimarães. Na cabeça de quem? Vini Jr. Decisivo, fez o 2 a 0 já aos 48 minutos do primeiro tempo.

Segundo tempo

O primeiro gol do Brasil em um segundo tempo nesta Copa do Mundo veio em uma jogada muito bonita, com troca de passes e mais uma assistência de Bruno Guimarães. O presente da vez foi para Matheus Cunha.

O meia-atacante já tinha feito dos gols contra o Haiti, emplacou mais um agora e voltou a repetir a comemoração de surfista.

O 3 a 0 estava estampado no placar já aos 15 minutos do segundo tempo. Mas a Escócia ainda tentava diminuir em jogadas pelo alto. Até venceu duelos importantes na área, mas Alisson fez uma ótima defesa na chance mais clara.

Antes mesmo da pausa para beber água, Ancelotti já tratou de sacar Casemiro, que estava pendurado, e também Lucas Paquetá. Apostou em Fabinho e Gabriel Martinelli, deixando até um jogador mais agudo para a faixa esquerda do campo.

Neymar em ação

Relacionado pela primeira vez na Copa, Neymar tirou o colete para entrar em campo aos 27 minutos do segundo tempo.

Ele não jogava desde 17 de maio, quando machucou a panturrilha e foi substituído sem querer diante do Coritiba, em uma situação que teve confusão com o quarto árbitro.

Pela seleção, o hiato era muito maior. A última vez que Neymar defendeu o Brasil foi em 17 de outubro de 2023, na derrota para o Uruguai, pelas Eliminatórias, quando ele rompeu os ligamentos do joelho esquerdo.

Neymar em ação

Relacionado pela primeira vez na Copa, Neymar tirou o colete para entrar em campo aos 27 minutos do segundo tempo.

Ele não jogava desde 17 de maio, quando machucou a panturrilha e foi substituído sem querer diante do Coritiba, em uma situação que teve confusão com o quarto árbitro.

Pela seleção, o hiato era muito maior. A última vez que Neymar defendeu o Brasil foi em 17 de outubro de 2023, na derrota para o Uruguai, pelas Eliminatórias, quando ele rompeu os ligamentos do joelho esquerdo.

Aos 30 minutos do segundo tempo, a substituição foi processada. Neymar entrou no lugar de Matheus Cunha. O estádio foi à loucura. A atuação do camisa 10 foi discreta, mas deu uma finalização certa e chegou a bater um escanteio que gerou jogada de perigo com Gabriel Magalhães. Para não perder o costume, sofreu falta que gerou amarelo para o escocês Christie.

Endrick e Alex Sandro foram as entradas subsequentes, em um período em que o Brasil até teve chance de ampliar, mas também viu os escoceses tentarem algo na reta final.

Mas ao fim das contas, as confirmações que Ancelotti queria, de imediato, vieram. O Brasil avança para o mata-mata com mais moral do que chegou nesta Copa do Mundo.

Ficha técnica
Escócia 0 x 3 Brasil

Local: Hard Rock Stadium, em Miami (EUA)
Data/Hora: 24/6/2026, às 19h (de Brasília)
Árbitro: Cesar Ramos (MEX)
Assistentes: Alberto Morin e Marco Bisguerra (MEX)
Cartões amarelos: Danilo, Fabinho (BRA); Christie (ESC)
Gols: Vini Jr, 7’/1ºT (0-1); 48’/2ºT (2-0); Matheus Cunha, 15’/2ºT (0-3)

Brasil: Alisson, Danilo, Marquinhos, Gabriel Magalhães e Douglas Santos (Alex Sandro); Casemiro (Fabinho), Bruno Guimarães e Paquetá (Gabriel Martinelli); Rayan (Endrick), Matheus Cunha (Neymar) e Vini Jr. Técnico: Carlo Ancelotti.

Escócia: Angus Gunn, Nathan Matterson (Ralston), Jack Hendry, Scott McKenna e Andy Robertson (Tierney); Ferguson, McLean e McTominay; McGinn. Gannon-Doak (Christie) e Shankland. Técnico: Steve Clarke.

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

Esportes

Londrina vence o Cuiabá em casa e adia o rebaixamento na Série B do Brasileirão

Publicados

em

;

Estadão Conteúdo – Virtual rebaixado, o Londrina manteve vivo o milagre da permanência na Série B do Campeonato Brasileiro. Precisando exclusivamente da vitória, conseguiu o feito ao derrotar o Cuiabá por 1 a 0, nesta terça-feira, no estádio Vitorino Gonçalves Dias, no estado paranaense, e adiou o rebaixamento antecipado por pelo menos mais uma rodada. O duelo marcou o encerramento da 34ª rodada.

Com o gol de William Pottker, o Londrina chegou a 32 pontos, ainda na 18ª posição, e está a 11 pontos do Ceará, primeiro time fora da zona de rebaixamento. A matemática agora se resume a vencer os últimos quatro jogos e torcer para que a equipe cearense e o Avaí percam todos até o fim da competição.

Já o Cuiabá atua somente na segunda-feira, ainda como visitante, em confronto diante do já rebaixado América-MG, às 19h30, na Arena Independência, em Belo Horizonte (MG).

Precisando do resultado e pressionado pela torcida que desde o rolar da bola protestou contra os jogadores e a diretoria, o Londrina iniciou a partida com a proposta de ter mais a bola e com transições rápidas. As chances até apareciam, porém a falta de qualidade para concluir deixava evidente o motivo do time estar nesta situação na tabela. O Cuiabá, apenas cumprindo tabela, era morno em campo e com lentidão na hora que tinha o controle da bola.

O time do centro-oeste brasileiro até ensaiou algumas jogadas aéreas, mas sem levar perigo ao gol adversário. Na reta final, aos 35 minutos, enfim a estratégia paranaense surtiu efeito. Herbert recebeu em profundidade, avançou sem marcação e cruzou rasteiro para William Pottker. Mesmo sem ângulo, o atacante encontrou espaço para finalizar e dar a vantagem parcial aos donos da casa.

A etapa complementar voltou com o mesmo panorama. O Londrina seguiu mais organizado em campo e com a vantagem procurou não se expor defensivamente. Mesmo com mais posse da bola, o Cuiabá era totalmente inerte no ataque e não traduzia o controle da partida em chances reais de gols. Com o passar do tempo, o time da casa passou a explorar os contra-ataques, mas sem efetividade, buscando apenas manter a bola no campo ofensiva.

O time da casa até conseguiu espaço e teve a chance de matar a partida com Igor Bahia, numa jogada repetida do gol, mas o atacante isolou quase na pequena área. Depois, João Andrade armou o contragolpe e tirou tinta da trave. Depois de flertar com o gol, o Londrina não quis mais se expor, voltou a se fechar nos minutos finais, controlou a posse da bola e administrou a vitória até o fim da partida.

FICHA TÉCNICA

LONDRINA 1 X 0 CUIABÁ

LONDRINA – Luan Ribeiro; Kauê Leonardo, Wallace, Caio Rodrigues e Heron; Tárik, Geovane Meurer (Gabriel Lacerda) e Guilherme Portuga (Pablo Dyego); Vitinho (João Andrade), William Pottker (Igor Bahia) e Hebert. Técnico: Hugo Chacon (interino).

CUIABÁ – João Carlos; João Basso (Luiz Otávio), Calebe e Vitor Mendes; Igor Inocêncio (Weverson), Raul, David Miguel (Vinícius Peixoto) e Lorenzo; Kauan Cristtyan, Pedro Henrique (Wesley Dias) e Jean Dias (Eliel). Técnico: Eduardo Barros.

GOLS – William Pottker, aos 35 minutos do primeiro tempo

ÁRBITRO – Rafael Rodrigo Klein (RS).

CARTÕES AMARELOS – Tárik.

RENDA E PÚBLICO – Não disponíveis

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

POLÍTICA

POLÍCIA

ESPORTES

ENTRETENIMENTO

MAIS LIDAS DA SEMANA