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UFPE concede título póstumo de Doutor Honoris Causa a Mestre Vitalino

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Mais uma importante referência da cultura popular brasileira será celebrada no meio acadêmico.  A Universidade Federal de Pernambuco concede o título de In Memoriam de Doutor Honoris Causa para o pernambucano Vitalino Pereira dos Santos, o Mestre Vitalino.

A cerimônia acontece nesta sexta-feira (26) no Centro Acadêmico do Agreste, em Caruaru, terra do Mestre. A homenagem reconhece à contribuição do artesão e ceramista, nascido em 1909, para a cultura popular. Mestre Vitalino retratou, por meio de esculturas de barro, o cotidiano nordestino, alcançando reconhecimento internacional, com exposições no exterior e peças presentes nos acervos do Museu de Arte Popular de Viena, na Áustria, e no Museu do Louvre, em Paris.

A produção artística de Mestre Vitalino passou a ser iconográfica, influenciando a formação de novas gerações de artistas. Basta circular por feiras, ateliês e, inclusive, pelos arraiais deste período junino, para encontrar os traços do ceramista nas obras produzidas atualmente por outros artesãos. Através de bonecos e bonecas de barro, a obra retrata a cultura, o folclore e, sobretudo, o povo do interior. Desde cedo ele começou a modelar bois e cavalos em formato pequeno e, posteriormente, juntou a esse talento sua atividade como músico, com o pífano. 

Mestre Vitalino faleceu em 20 de janeiro de 1963. Os cinco filhos, Amaro, Manuel, Severino, Antônio e Mariquinha seguiram a profissão de artesão. Parte da produção pode ser apreciada nos museus Casa do Pontal e Chácara do Céu, no Rio de Janeiro, no Acervo Museológico da Universidade Federal de Pernambuco, no Recife e em Caruaru, no acervo do Alto do Moura, onde a história do Mestre com o barro começou. Mais de 200 peças originais do artista foram tombadas pelo Conselho Estadual de Preservação do Patrimônio Cultural de Pernambuco.

*Com sonoplastia de Jailton Sodré


Fonte: EBC Cultura

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Canadense Anne Carson vence Nobel de Literatura

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A Academia Sueca anunciou, nesta quinta-feira (8), o nome da vencedora do Prêmio Nobel de Literatura 2026. O prêmio foi para a escritora canadense Anne Carson, pela “obra ousada e inventiva”, em diálogo com a tradição e que “criou novas formas para a literatura”.

A obra mais popular de Anne Carson, considerada sua obra-prima, se chama Autobiografia do Vermelho: Um romance em versos, uma reinvenção de um mito grego, uma história de amor na América do Norte, misturando poesia, narrativa e ensaio.

Carson é a segunda escritora canadense que leva o Nobel de Literatura. Ela nasceu em Toronto, em 1950, e também é tradutora do grego e deu aula em diversas universidades.

De acordo com o presidente do Comitê do Nobel, a escritora desafia convenções e regras, e é um expoente da literatura mundial desde a década de 1990.

Em 2010, por exemplo, no livro Nox, ela concebeu uma obra tanto plástica quanto literária: um epitáfio para o falecido irmão, e que foi impresso em uma única longa folha, dobrada em estilo sanfona, na forma de uma caixa, com fotografias, cartas, desenhos, anotações, em meio aos textos.

Entre as publicações mais recentes, a escritora canadense explora cadernos independentes que podem ser lidos em qualquer ordem, e explora a mistura de texto escrito, com teatro e performance.

Como tradutora, Anne Carson recriou a obra de diversos poetas e dramaturgos gregos antigos. Como ensaísta, ela aproxima escritores modernos e clássicos.

A cerimônia de entrega da medalha e do prêmio de cerca de R$ 6 milhões será no dia 10 de dezembro, em Estocolmo, na Suécia.

 


Fonte: EBC Cultura

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