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Rikelme e Lucas Calegari inspiram jovens durante apresentação do Bom de Bola, Bom de Escola

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A apresentação do projeto Bom de Bola, Bom de Escola, com a presença de jogadores cuiabanos que hoje atuam no futebol internacional, transformou o Mini Estádio João Faustino Lima, no bairro Praeirinho, em um palco de inspiração para centenas de crianças e adolescentes, na quinta-feira (25).

Ao lado do prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini, o meia Rikelme Hernandes, do Shabab Al-Ahli, dos Emirados Árabes Unidos, e o lateral-direito Lucas Calegari, do Eyüpspor, da primeira divisão da Turquia, deram dicas, jogaram futebol e incentivaram a garotada a se dedicar ao esporte e aos estudos, além de perseverar na busca pelos sonhos. Também participaram do evento os atletas João Maranini, Romarinho e Matías Hernández.

Rikelme destacou a importância do incentivo oferecido pela Prefeitura para aproximar crianças e adolescentes do esporte e da escola. “É uma iniciativa muito boa e muito importante da Prefeitura incentivar esses jovens. Eles nos têm como exemplo, e esse apoio faz toda a diferença. Essas crianças precisam estar envolvidas no esporte, mas também nos estudos. Quando somos jovens, muitas vezes não damos o devido valor à educação, mas depois percebemos o quanto ela é importante para a vida. Esporte e estudo têm que andar juntos”, afirmou.

O jogador também se emocionou ao reencontrar o local onde iniciou sua trajetória no futebol. “Fico muito feliz por participar deste evento, porque um dia também fui uma dessas crianças. Espero que, no futuro, muitos deles consigam seguir esse caminho, seja no Cuiabá ou em outros clubes. Vou ficar muito feliz quando vir um deles realizando esse sonho.”

Lucas Calegari ressaltou que iniciativas como o Bom de Bola, Bom de Escola oferecem oportunidades que vão além do esporte. “Joguei muito neste campo e sei da importância desse projeto. É uma iniciativa muito boa, que incentiva o esporte e também os estudos. Quando fui para a Europa, a maior dificuldade foi a língua. Foi aí que percebi ainda mais como a educação faz diferença. Aprender facilitou toda a minha adaptação.”

Durante o evento, o prefeito Abilio Brunini e os atletas também conheceram meninos que já se destacam no projeto e nas escolinhas de futebol. Entre eles estava o jovem Enzo Origuela, atleta do Cuiabá Sub-15, que participou da programação acompanhado do pai. Abilio também ouviu reivindicações da comunidade para melhorias no espaço esportivo. Entre os pedidos apresentados estavam a instalação de iluminação em LED, a implantação de grama natural e a ampliação do apoio à Escolinha de Futebol Juventude.

“Estamos em um lugar que revelou grandes jogadores, como Rikelme e Igor Jesus, mesmo sem uma grande infraestrutura. O que nunca faltou aqui foi dedicação e inspiração. Queremos transformar este espaço em um ambiente ainda melhor para revelar novos talentos e mudar a vida de muitas crianças”, afirmou Abilio, ao confirmar melhorias no espaço.

O prefeito também destacou que o programa está sendo ampliado por meio de parcerias com clubes e projetos sociais já consolidados na capital. “Estamos fazendo parceria com o Cuiabá Esporte Clube e também com o Mixto Esporte Clube. Antes disso, porém, já existiam projetos sociais, como o do professor Peu [Escolinha de Futebol Juventude], que há muitos anos desenvolvem esse trabalho com dedicação”, reconheceu.

O Bom de Bola, Bom de Escola integra a ampliação do programa municipal de incentivo ao esporte e atenderá gratuitamente 600 crianças e adolescentes em polos distribuídos por diferentes regiões de Cuiabá. Os participantes terão acesso a treinamentos esportivos, uniformes, alimentação, materiais esportivos e acompanhamento técnico especializado. As inscrições podem ser feitas pelo aplicativo Cuiabá Smart, além de atendimento presencial nos locais das atividades para orientar as famílias interessadas.

Além dos atletas, participaram da programação a primeira-dama e vereadora Samantha Iris; os vereadores Baixinha Giraldelli, Coronel Dias e Wilson Kero Kero; e os secretários municipais Nivaldo de Almeida Carvalho Júnior (Trabalho), Marcelo Bussiki (Economia) e Ana Karla (Comunicação).

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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“Não venham dizer que é eleitoreira”, dispara Wellington sobre operação contra Mauro

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O senador Wellington Fagundes (PL), candidato ao Governo de Mato Grosso, rebateu a tese de que a Operação Heritage teria sido deflagrada por razões eleitorais e afirmou que as suspeitas envolvendo o acordo de R$ 308 milhões entre o Estado e a operadora Oi já eram discutidas antes do atual período eleitoral. Durante discurso no plenário do Senado, nesta quarta-feira (12), Wellington afirmou que as denúncias já haviam sido levadas à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado e que sua atuação no colegiado foi justamente no sentido de cobrar o encaminhamento das suspeitas aos órgãos de controle.

“E não venham dizer que isso é denúncia apenas eleitoreira, porque isso foi feito lá atrás, e nós nunca acusamos. Nós só pedimos as investigações”, afirmou.

Segundo o senador, o calendário eleitoral não pode ser utilizado como argumento para impedir ou retardar investigações de possíveis irregularidades.

“Como se alguém que roubasse durante a campanha não pudesse ser investigado. Isso é um absurdo”, declarou.

A Operação Heritage foi deflagrada pela Polícia Federal no dia 6 de agosto, após autorização do Supremo Tribunal Federal, para investigar suspeitas relacionadas ao acordo firmado entre o Governo de Mato Grosso e a Oi. A investigação apura a possível movimentação irregular dos recursos por meio de fundos e empresas e analisa possíveis crimes como peculato, lavagem de dinheiro, organização criminosa e crimes contra o Sistema Financeiro Nacional.

Wellington também aproveitou o discurso para direcionar críticas ao governador Otaviano Pivetta (Republicanos), seu adversário na corrida pelo Palácio Paiaguás. O senador questionou a tentativa, segundo ele, de Pivetta se desvincular das decisões e resultados da gestão de Mauro Mendes, da qual foi vice-governador por mais de sete anos.

“O atual Governador, que foi por sete anos e pouco Vice-Governador, disse que não sabia, não acompanhou, sendo que, uma semana atrás, ele dizia que tudo o que aconteceu no Governo durante esses sete anos e pouco foi mérito dele também. Agora começam as denúncias e já quer se esquivar”, afirmou.

A declaração ocorre em meio ao impacto político provocado pela Heritage dentro do grupo que apoia a candidatura de Pivetta. Fábio Garcia deixou a disputa pela vice-governadoria após ser atingido pelas medidas determinadas na investigação e Gisela Simona foi anunciada para ocupar a vaga.

O senador afirmou que já havia tratado das relações envolvendo o Banco Master, empresas e pessoas ligadas ao acordo com a Oi durante a CPI do Crime Organizado. Segundo ele, a cobrança era para que eventuais suspeitas fossem formalmente investigadas.

“Fiz questão de alertar naquele momento que Mato Grosso precisa de resposta, que não poderia terminar apenas em discussão política, muito menos sem uma conclusão. Por isso, como líder do bloco Vanguarda, lá na CPI eu cobrava que a comissão enviasse aos órgãos de controle”, afirmou.

O senador também citou o depoimento do ex-governador Pedro Taques (PSB) à CPI, realizado em março, e disse ter alertado o ex-governador para que a comissão não fosse utilizada como palanque eleitoral.

“Disse a ele que esperava que ali não fosse transformado num palanque”, assinalou.

Wellington também defendeu que as investigações avancem para esclarecer eventuais prejuízos aos servidores públicos. No Mato Grosso, contratos relacionados a empréstimos consignados do Banco Master também são alvo de apuração.

“Teve servidores públicos que ficaram endividados e suicidaram. Não tem maldade maior que se possa fazer”, declarou.

Ao comentar a atuação da Polícia Federal, o senador afirmou que o trabalho realizado até agora é robusto, mas ressaltou que a responsabilidade final caberá à Justiça.

“Isso tudo está comprovado pela Polícia Federal e, claro, vai ter o julgamento final”, afirmou.

Wellington ainda rejeitou acusações de que adversários políticos teriam atuado para provocar a operação.

“Não dá pra querer dizer que tudo isso foi feito por influência política”, disse.

A Operação Heritage segue em andamento. Os investigados ainda terão direito à defesa e não há, até o momento, condenação judicial em relação aos crimes apurados.

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