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Paim diz ter esperança de que Senado aprove fim da escala 6×1 até agosto

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Em pronunciamento feito de forma remota nesta segunda-feira (13), o senador Paulo Paim (PT-RS) disse ter esperança de que a proposta de emenda à Constituição que extingue a chamada escala 6×1 — a PEC 221/2019 — seja votada e aprovada até agosto. Aprovada em maio pela Câmara, a proposta, que também reduz a jornada semanal de 44 para 40 horas, aguarda votação no Senado.

— Estamos às portas do recesso parlamentar. Se essa matéria não avançar agora… Eu tenho muita esperança de que ela vai ser votada no mês de agosto, porque, com certeza, o trabalhador brasileiro sabe que ele não vai nadar, nadar e morrer na beira da praia. Espero sinceramente que isso não aconteça. Espero que esta Casa compreenda a dimensão histórica dessa decisão.

Para o senador, o debate sobre a redução da jornada não “pertence” ao governo, à oposição e nem aos partidos políticos, e sim ao povo. Ele declarou que milhões de brasileiros acordam todos os dias antes de o sol nascer, enfrentam horas no transporte público lotado e voltam para casa quando os filhos já estão dormindo. A lógica da exaustão física e mental, disse ele, não pode existir em uma sociedade que pretende ser justa.

— O trabalho deve libertar, jamais aprisionar. Repito o que tenho dito há décadas: não nascemos apenas para trabalhar; nascemos para viver, para viver ao lado da família, para conviver com os filhos, para cuidar dos pais e dos avós, para estudar, descansar, amar, namorar, participar da comunidade, ter tempo para sonhar. E queremos um trabalho decente.

Para Paim, os argumentos de que as alterações na jornada vão prejudicar profundamente a economia não procedem. Ele recordou que as mesmas alegações ocorreram quando se pretendia criar o décimo terceiro salário, a licença-maternidade e as férias remuneradas, por exemplo.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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Zé Medeiros diz que Moraes tenta “calar Bolsonaro” e interferir nas eleições

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Boa noite, tudo bem?

CLARA INTERFERÊNCIA

 

Deputado afirma que decisão do STF busca enfraquecer a articulação política do ex-presidente durante o período eleitoral

O deputado federal Zé Medeiros (PL) reagiu à decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que suspendeu por 90 dias as visitas do senador e pré-candidato à presidência Flávio Bolsonaro (PL) ao ex-presidente Jair Bolsonaro. Para o parlamentar, a medida tem motivação política e faz parte de uma estratégia para enfraquecer a atuação de Bolsonaro durante o período eleitoral.

Medeiros afirmou que a restrição representa uma tentativa de impedir a articulação política do ex-presidente e classificou a decisão como uma “mordaça”.

“Está na cara que querem calar Jair Bolsonaro. É uma estratégia eleitoral. Eles não conseguem vencer no debate e agora tentam silenciar o principal líder da oposição”, declarou.

O deputado também criticou o fato de Flávio Bolsonaro ter sido impedido de visitar o pai e lembrou que o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, também já havia sido alvo de restrições de contato com o ex-presidente.

“Primeiro impediram Valdemar de conversar com Bolsonaro. Agora proíbem o próprio filho. Querem limitar sua capacidade de articulação e enfraquecer a estratégia da oposição”, afirmou.

Ao final, Medeiros disse que continuará contestando decisões que comprometem a liberdade de atuação política.

“Não vamos aceitar essa mordaça. Não aceitamos que o STF vire um instrumento de campanha pra Lula, pra um lado só. Tá na cara, querem calar Bolsonaro. Nós vamos continuar lutando aqui, com transparência e com coragem. O Brasil não vai se calar, Alexandre. E mais, nós vamos fazer a maioria no Senado”, concluiu.

 

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