Várzea Grande
Atenção Primária amplia cobertura vacinal dos colaboradores do grupo Solar BR Coca-Cola
Várzea Grande
A secretaria municipal de Saúde de Várzea Grande, por meio da Superintendência de Atenção Primária, realizou ontem (13), vacinação volante para atualização da cobertura vacinal dos colaboradores do grupo Solar BR Coca-Cola. Durante todo dia, os trabalhadores e trabalhadoras puderam colocar doses de várias vacinas em dia. O foco desta mobilização foi o de ampliar a cobertura do público-alvo para a Influenza.
Foram aplicadas 146 doses, das quais 58 contra Hepatite, 48 contra Influenza, 39 DT – Dupla Bacteriana e uma contra Covid-19.
Como destaca a superintendente de Atenção Primária, Nathalya Rondon, ações como essa fazem parte da rotina das equipes técnicas e contribuem, e muito, para melhora dos indicadores vacinais do Município. “Nesse momento estamos focados em ampliar a cobertura da vacina contra Influenza dentro das pessoas elegíveis, que são aquelas que se enquadram como ‘grupo prioritário’. Na ação da Solar, por exemplo, os funcionários que pertencem ao grupo prioritário para Influenza puderam se imunizar. O público em geral da fábrica pôde sanar dúvidas e atualizar o cartão vacinal com outros imunizantes que sempre estão disponíveis ne ação volante de busca ativa”.
De março – quando a campanha nacional de vacinação contra Influenza teve início – até agora, as equipes da Atenção Primária realizaram ações volantes em vários órgãos, como por exemplo, na sede da Saúde, na sede da Câmara Municipal, nos Correios, na Polícia Civil, no 2º Comando Regional de Polícia Militar e agora na Solar BR Coca-Cola, além de mutirões, ações sociais em que a prefeitura foi parceira, nas escolas, e ainda, durante mobilizações do Município que abriram as Unidades Básicas de Saúde aos sábados. “Toda essa força-tarefa, essa grande busca ativa tem um único objetivo: imunizar o grupo prioritário contra a Influenza, e assim, ampliar a cobertura vacinal contra uma doença que tem sérios desdobramentos sobre a saúde de crianças e idosos. Estamos facilitando o acesso a um imunizante que salva vidas e que é ofertado no Sistema Único de Saúde de forma totalmente gratuita”, pontuou a secretária municipal de Saúde de Várzea Grande, Valéria Nogueira.
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Várzea Grande
Emendas travam relação entre Assembleia e Governo às vésperas do recesso parlamentar
A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) realiza nesta quarta-feira (15) a última sessão ordinária antes do recesso parlamentar em meio ao aumento da insatisfação entre deputados estaduais e o Governo do Estado. O principal foco do desgaste é a execução das emendas parlamentares impositivas, especialmente diante das regras impostas pelo calendário eleitoral de 2026.
Nos bastidores da Casa, parlamentares afirmam que o Executivo ainda não cumpriu os compromissos assumidos quanto ao empenho, à liquidação e ao pagamento das emendas, sobretudo das destinadas à área da Saúde. A situação ampliou a tensão entre o Palácio Paiaguás e o Legislativo justamente em um momento em que o Governo necessita do apoio da base para aprovar matérias consideradas estratégicas.
Neste ano eleitoral, a legislação estabeleceu novas regras para a execução das emendas parlamentares. A expectativa dos deputados era de que todos os recursos estivessem empenhados e liquidados até o fim de junho, além do pagamento integral das emendas da Saúde e de pelo menos metade das demais previstas na Lei Orçamentária Anual (LOA).
Segundo parlamentares, o cronograma não foi cumprido.
Outro fator que intensificou o descontentamento foi a divergência entre os números apresentados pela Assembleia Legislativa e os dados divulgados no Portal Transparência do Governo de Mato Grosso.
Conforme os controles internos da ALMT, pouco mais de R$ 660 milhões foram empenhados, cerca de R$ 270 milhões liquidados e aproximadamente R$ 243 milhões efetivamente pagos. No caso das emendas impositivas destinadas à Saúde, os registros apontam cerca de R$ 338 milhões empenhados, R$ 256 milhões liquidados e apenas R$ 135 milhões pagos.
Já o Executivo apresenta números superiores. Segundo o Portal Transparência, foram empenhados aproximadamente R$ 870,8 milhões, liquidados R$ 573,1 milhões e pagos R$ 507,4 milhões. Na Saúde, os dados oficiais indicam R$ 447,1 milhões empenhados, R$ 315,7 milhões liquidados e R$ 273,1 milhões pagos.
A diferença entre os levantamentos passou a ser alvo de questionamentos dentro do Parlamento. Deputados defendem esclarecimentos para evitar dúvidas sobre a efetiva execução do orçamento estadual.
Além disso, parlamentares também reclamam dos critérios adotados pelo Governo na análise técnica das emendas. Nos corredores da Assembleia, há relatos de que entidades indicadas por deputados governistas enfrentariam menos exigências burocráticas do que aquelas vinculadas a parlamentares independentes ou de oposição. A avaliação é rejeitada oficialmente pelo Executivo, mas o assunto passou a integrar as discussões internas da Casa.
Na semana passada, durante uma reunião reservada entre deputados, o tema dominou os debates. Como forma de pressionar o Governo, os parlamentares deixaram de votar projetos encaminhados pelo Executivo, aguardando uma sinalização sobre o cumprimento dos compromissos assumidos.
A resposta do Palácio Paiaguás foi levada aos deputados pelo presidente da Comissão de Fiscalização e Acompanhamento da Execução Orçamentária (CFAEO), Carlos Avallone (PSDB). Segundo ele, o Governo assumiu o compromisso de cumprir a legislação, realizando o pagamento das emendas da Saúde e regularizando o empenho e a liquidação das demais indicações parlamentares.
Apesar da sinalização, o ambiente continua marcado pela desconfiança. O avanço do calendário eleitoral também preocupa os deputados, já que, desde o início de julho, passaram a vigorar restrições legais para a celebração de convênios entre o Estado e os municípios, o que pode dificultar a execução de parte das emendas caso os procedimentos administrativos não tenham sido concluídos dentro dos prazos estabelecidos.
O presidente da Assembleia Legislativa, Max Russi (Podemos), buscou reduzir o clima de tensão e afirmou que não há rompimento entre os Poderes.
“Não há rompimento entre o Legislativo e o Executivo.”
Ao mesmo tempo, Max admitiu que, se necessário, a Assembleia poderá consultar o Tribunal Regional Eleitoral (TRE-MT) para esclarecer se as emendas impositivas destinadas à Saúde poderão continuar sendo pagas durante o período de restrições eleitorais.
Com o início do recesso parlamentar, a expectativa é de que o impasse permaneça sem uma definição até agosto. Quando os deputados retomarem as atividades, faltarão menos de dois meses para o primeiro turno das eleições, reduzindo o espaço para negociações políticas e ampliando a pressão sobre o Governo para regularizar a execução das emendas previstas no Orçamento de 2026.
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