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Max Russi rompe com grupo de Pivetta e anuncia candidatura própria do Podemos ao Governo de MT

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O presidente estadual do Podemos e da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), deputado Max Russi, confirmou o fim das tratativas políticas com o grupo liderado pelo vice-governador Otaviano Pivetta (Republicanos) e anunciou que a legenda terá candidatura própria ao Governo do Estado nas eleições de 2026.

A decisão altera o cenário da sucessão estadual, que vinha sendo desenhado a partir das articulações para a formação da chapa governista liderada pelo grupo do governador Mauro Mendes (União Brasil). Até então, o Podemos participava das conversas para integrar a composição, mas deixou as negociações após a definição da chapa encabeçada por Pivetta.

Segundo Max, o partido decidiu construir um projeto independente por entender que o Estado precisa apresentar uma nova alternativa política. Apesar de já ter afirmado que não pretende disputar pessoalmente o comando do Executivo estadual, o presidente do Podemos garantiu que a sigla terá um nome próprio na corrida pelo Governo de Mato Grosso.

O rompimento ocorreu após a confirmação do deputado federal Fábio Garcia (União Brasil) como candidato a vice-governador na chapa articulada pelo grupo governista. A escolha encerrou as negociações com o Podemos e levou o partido a deixar a base de apoio ao projeto liderado por Pivetta.

Nos bastidores, integrantes da legenda avaliam que uma candidatura própria pode abrir espaço para alianças com lideranças e eleitores que não se identificam com os principais grupos políticos envolvidos na disputa estadual. A estratégia é construir uma alternativa considerada independente para a eleição ao Palácio Paiaguás.

Apesar do anúncio, o Podemos ainda não definiu quem será o candidato ao Governo. O nome deverá ser confirmado durante a convenção partidária, quando a legenda oficializará sua chapa para as eleições.

Com a decisão de Max, a disputa pelo Governo de Mato Grosso ganha um novo capítulo. A entrada do Podemos com candidatura própria amplia o número de forças políticas em articulação e deve influenciar as futuras alianças para a sucessão estadual.

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Jayme volta a falar em traição no União e diz que candidatura foi derrotada pelo “poder econômico”

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O senador Jayme Campos (União) voltou a afirmar, nesta terça-feira (4), que foi traído durante a convenção estadual do União Brasil, realizada no último dia 30 de julho, quando teve rejeitada sua pré-candidatura ao Governo de Mato Grosso. Durante discurso na convenção estadual do MDB, o parlamentar também levantou suspeitas sobre a atuação do poder econômico na disputa interna da legenda.

Ao relembrar o processo de escolha do candidato ao Governo, Jayme afirmou que saiu politicamente fortalecido, apesar da derrota, e destacou que enfrentou pressões durante a convenção.

“Enfrentei uma convenção há menos de quatro dias atrás. Tenho a certeza de que saí muito maior do que entrei. Não corri, não ajoelhei.”

Na sequência, o senador voltou a questionar a condução da disputa e afirmou que interesses financeiros influenciaram o resultado. Sem citar nomes, também levantou dúvidas sobre a origem dos recursos empregados contra sua candidatura.

“Enfrentei um poderio econômico. Não sabemos de onde saiu esse dinheiro que foi gasto contra a candidatura de Jayme.”

Mesmo após o embate interno no União Brasil, Jayme confirmou apoio à pré-candidatura de Wellington Fagundes (PL) ao Governo de Mato Grosso e à candidatura de Janaina Riva (MDB) ao Senado Federal. Segundo ele, a aliança representa uma alternativa para o Estado.

“A história nós vamos mudar com a eleição de Wellington Fagundes e Janaína Riva para o Senado.”

O senador afirmou ainda que ele e a ex-prefeita de Várzea Grande, Lucimar Campos, participaram da convenção para oficializar apoio às candidaturas.

“O que me traz hoje aqui, eu e minha esposa Lucimar, é hipotecarmos o nosso apoio incondicional à candidatura de Wellington Fagundes ao Governo e de Janaína Riva ao Senado.”

Durante o discurso, Jayme também criticou o cenário político atual e afirmou que interesses econômicos têm prevalecido sobre as necessidades da população. Para o senador, a coligação formada deve priorizar propostas voltadas às áreas de saúde, educação e segurança pública.

“A partir de hoje não existe MDB, não existe PL. O que existe é o partido do povo.”

Ao encerrar a fala, Jayme voltou a afirmar que o grupo enfrentará uma estrutura política e econômica robusta nas eleições de 2026, mas demonstrou confiança na vitória da chapa.

“Vamos enfrentar uma máquina. Vamos enfrentar um poderio econômico. Mas tenho a convicção de que Wellington será nosso futuro governador e Janaína nossa futura senadora.”

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