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Júri condena dupla a 60 anos de cadeia por assassinato de jovem que teria ‘traído’ facção

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O Tribunal do Júri de Sorriso condenou Antônio Lázaro Simão Cruz e Antônio José da Silva Santos a 30 anos e oito meses de reclusão, cada um, pelo homicídio de Josuel Pinto Nascimento, 23, ocorrido em janeiro de 2024,  em Sorriso (420 km de Cuiabá).  

Os jurados acolheram a tese apresentada pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) e reconheceram que o homicídio foi praticado por motivo torpe, mediante recurso que dificultou a defesa da vítima e com emprego de arma de fogo de uso restrito. 

A acusação foi sustentada pelo promotor de Justiça Luiz Fernando Rossi Pipino, que demonstrou a participação dos condenados na execução do homicídio, praticado no contexto de atuação de organização criminosa. 

De acordo com as investigações, na madrugada de 9 de janeiro de 2024, a vítima foi levada até uma construção no bairro Jardim Paraíso, onde foi recebida pelos dois acusados. No local, Antônio Lázaro Simão Cruz e Antônio José da Silva Santos renderam, dominaram e amarraram Josuel, executando na sequência, com diversos disparos de arma de fogo.

A investigação  apontou que o homicídio foi cometido como forma de  punição imposta pela organização criminosa, sob a alegação de que a vítima teria traído a confiança da facção. 

Durante o julgamento, o Ministério Público apresentou provas testemunhais, periciais e digitais que demonstraram a participação dos acusados na execução e sua vinculação à organização criminosa. Ao final, o Conselho de Sentença acolheu a tese acusatória, reconhecendo as três qualificadoras imputadas ao homicídio e a participação dos réus na organização criminosa. 

Para o promotor de Justiça, a decisão reafirma o papel do Tribunal do Júri e do sistema de Justiça no enfrentamento ao poder paralelo exercido pelas organizações criminosas. 

“A pena de 30 anos e oito meses para cada um dos réus é uma resposta à extrema gravidade de uma execução praticada sob a lógica do crime organizado. Facção não é Estado, tribunal do crime não é Justiça e execução não é sentença. Onde o crime organizado tenta impor seu poder pela violência e pelo medo, o sistema de Justiça precisa responder com a força da lei”, destacou o promotor de Justiça Luiz Fernando Rossi Pipino.

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Rotam prende traficantes com drogas, arma de fogo e R$ 28,8 mil em dinheiro em Cuiabá

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Policiais militares do Batalhão de Rondas Ostensivas Tático Móvel (Rotam) prenderam um homem, de 24 anos, e apreenderam uma adolescente, de 17 anos, por tráfico ilícito de drogas e porte ilegal de arma, nesta segunda-feira (5), em Cuiabá. Na ação, foram apreendidos tabletes de maconha, 3,7 mil pinos com cocaína, um revólver e R$ 28,8 mil em dinheiro.

A equipe da Rotam estava em patrulhamento pelo bairro Jonas Pinheiro e visualizou um homem, em uma motocicleta, com uma sacola contendo pinos vermelhos. O suspeito encontrou as viaturas e fugiu em alta velocidade em direção a uma residência.

Os policiais fizeram acompanhamento e identificaram a casa onde o suspeito entrou. No local, a equipe iniciou abordagem e o homem tentou fugir, sendo detido rapidamente. Ainda no imóvel, a adolescente também foi encontrada e detida. Questionados sobre o motivo da fuga, eles revelaram que na casa ao lado havia grande quantidade de drogas guardadas.

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