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Medeiros rejeita aliança PL-MDB e avisa: não pedirá votos para Wellington

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A aliança entre PL e MDB para as eleições de 2026 não foi suficiente para aproximar o deputado federal José Medeiros (PL) do senador Wellington Fagundes (PL), candidato ao governo de Mato Grosso. Contrário à composição desde o início das articulações, Medeiros sinalizou que não pretende retribuir o apoio anunciado por Fagundes na disputa ao Senado.

Na semana passada, Fagundes afirmou que pedirá votos para Medeiros, que concorre a uma das duas vagas ao Senado por Mato Grosso. Questionado se faria o mesmo pelo correligionário na disputa pelo governo, o deputado foi direto: “Só posso dizer que não vou atrapalhar”.

A declaração expõe a dificuldade de unificação do PL em torno da aliança com o MDB, articulada por Fagundes. A composição colocou no mesmo palanque adversários políticos que disputam o mesmo espaço eleitoral. Entre eles está a deputada estadual Janaina Riva (MDB), candidata ao Senado e que divide a chapa proporcionalmente com Medeiros na corrida pelas duas vagas disponíveis.

Nem a entrada do empresário e pecuarista Reinaldo Morais, conhecido como “Rei do Porco”, na chapa de Fagundes como candidato a vice-governador foi suficiente para mudar a posição de Medeiros. A indicação de Morais é atribuída a uma articulação da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL).

Resistência dentro do PL

A insatisfação com a aliança também ultrapassa o grupo de Medeiros. Lideranças municipais do PL já declararam apoio ao governador Otaviano Pivetta (Republicanos), que busca a reeleição.

Entre os prefeitos que anunciaram apoio a Pivetta estão Cláudio Ferreira, de Rondonópolis, e Sérgio Machnic, de Primavera do Leste. Já Edilson Piaia, de Campo Novo do Parecis, pediu desfiliação do PL.

Outros prefeitos do partido, embora ainda não tenham declarado apoio formal a Pivetta, são considerados próximos do projeto de reeleição. É o caso de Abilio Brunini, de Cuiabá, e Flávia Moretti, de Várzea Grande, que mantêm postura de neutralidade pública na disputa.

Para Medeiros, a resistência à aliança com o MDB não se limita à eleição de 2026. O deputado avalia que o fortalecimento do partido aliado pode produzir reflexos nas eleições municipais seguintes, especialmente em cidades onde lideranças do PL terão de enfrentar candidatos ligados ao MDB.

“Pode até ser uma questão pessoal desses prefeitos em relação ao governador e uma antipatia para com o Wellington, mas existe também um componente muito forte que é o de não fortalecer o MDB”, afirmou.

Segundo Medeiros, a presença de Janaina Riva em Brasília poderia ampliar o peso político do MDB nas próximas eleições municipais.

“Se já é difícil para eles [enfrentarem o MDB] com a Janaina na Assembleia Legislativa de Mato Grosso, imagine com ela em Brasília”, declarou.

A aliança entre PL e MDB, portanto, mantém um cenário de divisão dentro do próprio campo político que apoia Fagundes. Enquanto a direção da campanha busca consolidar a composição, parte das lideranças do PL mantém distância e alguns grupos já sinalizaram apoio ao projeto de reeleição de Pivetta.

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Mato Grosso

Otaviano Pivetta anuncia estudo para redução de despesas e enxugamento da máquina

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O governador de Mato Grosso, Otaviano Pivetta (Republicanos), anunciou, na tarde desta quarta-feira (21), um estudo para redução de despesas e enxugamento da máquina.

O chefe do executivo estadual afirmou que uma equipe de dez servidores de carreira trabalha na elaboração das medidas, que deverão ser apresentadas até o fim da próxima semana.

Entre os integrantes do grupo está a vice-governadora eleita Gisela Simona (União Brasil), que participa diretamente das discussões sobre a reestruturação administrativa. Gisela atualmente está lotada como assessora especial da Csa Civil.

Segundo o governador, o plano contemplará redução de gastos, contenção de despesas, modernização dos sistemas e simplificação dos processos de transferência de recursos aos municípios . A intenção é diminuir o peso do Estado sobre o contribuinte e tornar a gestão mais eficiente.

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