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Criminosos mortos em confronto com a PM na Avenida da FEB são identificados

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Foram identificados os dois criminosos que morreram durante o confronto com policiais militares na Avenida da FEB, em Várzea Grande, no fim da manhã desta terça-feira (18). Os mortos são Wuelleson Matheus Mota de Souza e Airton Denner dos Santos Souza.

Os dois estavam entre os três criminosos que invadiram uma loja de tintas na avenida e fizeram funcionários e o proprietário do estabelecimento reféns durante o assalto. O grupo fugiu levando o empresário, mas foi localizado por policiais militares pouco depois.

Durante a fuga, os criminosos não se renderam e houve troca de tiros com os policiais. Wuelleson morreu ainda no local, dentro da caminhonete usada na tentativa de fuga. Airton foi baleado, socorrido em estado grave, mas não resistiu aos ferimentos.

 

Um terceiro suspeito, identificado como Emanuel Vitor dos Santos, também foi baleado e está internado. O empresário feito refém foi atingido por um disparo na região do abdômen, mas, segundo familiares, está fora de perigo.

Uma arma de fogo foi apreendida durante a ocorrência. A Polícia Civil investiga o caso e a Politec realizou os procedimentos de perícia e remoção dos corpos.

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Homem que matou ex após vê-la abraçada com outro é condenado a 16 anos de prisão

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O Tribunal do Júri de Nova Xavantina (a 645 km de Cuiabá) condenou, nesta terça-feira (20), Adailton de Souza Alves pelo feminicídio de Maria José Pereira da Silva. O Conselho de Sentença acolheu integralmente as teses apresentadas pelo Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT), reconhecendo as qualificadoras de motivo fútil, recurso que dificultou a defesa da vítima e o crime praticado em contexto de violência doméstica. 

A pena foi fixada em 16 anos e quatro meses de reclusão, em regime inicial fechado. A acusação em plenário foi sustentada pelo promotor de Justiça Fábio Rogério de Souza Sant’Anna Pinheiro. No fim da sessão, a Justiça expediu mandado de prisão contra o condenado, que participou do julgamento por videoconferência e é considerado foragido. 

Conforme a denúncia do Ministério Público, o crime ocorreu em setembro de 2017. Na ocasião, o acusado foi até a casa da vítima, com quem havia mantido um relacionamento afetivo e de quem estava separado. Maria José fazia a limpeza do quintal quando foi surpreendida por Adailton, que sacou uma arma de fogo e atirou contra ela. 

A perícia constatou que o disparo atingiu o tórax da vítima e atravessou o coração, causando a morte dela. Depois do crime, o réu fugiu de motocicleta. Em seguida, passou na casa de um amigo, seguiu para o município de Campinápolis e descartou a arma utilizada no homicídio durante o percurso. 

Segundo o Ministério Público, o assassinato foi motivado por ciúmes e pela inconformidade do acusado com o fim do relacionamento. Dias antes do crime, ele teria visto Maria José abraçando outro homem em um estabelecimento comercial pertencente à filha dela. Para a acusação, essa circunstância demonstrou a motivação fútil do homicídio e evidenciou o contexto de violência de gênero. 

A denúncia também apontou que a vítima não teve qualquer possibilidade de defesa. Ela foi atacada de forma repentina enquanto realizava atividades domésticas, sem tempo para reagir ou buscar proteção. Essas circunstâncias levaram o Ministério Público a sustentar a qualificadora de recurso que dificultou a defesa da vítima, tese reconhecida pelos jurados durante o julgamento.

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