Política
Léo Bortolin lidera entre os candidatos do MDB na corrida por vaga na Assembleia de MT
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ELEIÇÕES 2026
Entre os nomes do grupo da frente, Bortolin é o único que não ocupa mandato na atual legislatura e o candidato do MDB mais lembrado pelos entrevistados. Os quatro primeiros são deputados estaduais ou vereadora em exercício.
O candidato a deputado estadual Léo Bortolin (MDB) aparece entre os cinco nomes mais lembrados na disputa por uma vaga na Assembleia Legislativa de Mato Grosso, segundo pesquisa do Instituto Percent Brasil. O ex-prefeito de Primavera do Leste registrou 2,0% das citações espontâneas e é o único do grupo da frente que não ocupa mandato na atual legislatura, além de ser o candidato do MDB mais lembrado pelos entrevistados.
Na modalidade espontânea, o entrevistado não recebe uma lista de nome, responde livremente em quem votaria. É o formato que mede a lembrança real do eleitor, sem estímulo.
Max Russi (Podemos) lidera com 3,1%, seguido por Lúdio Cabral (PT), com 3,0%; Beto Dois a Um (Podemos), com 2,2%; Samantha do Abílio (PL), com 2,1%; e Bortolin, com 2,0%.
Entre os nomes do grupo da frente, Bortolin é o único que não ocupa mandato na atual legislatura e o candidato do MDB mais lembrado pelos entrevistados.
Os quatro primeiros são deputados estaduais ou vereadora em exercício.
Nas rodadas anteriores do instituto, Bortolin oscilou entre 2,0% e 2,4% de maio a agosto. A variação está dentro da margem de erro e não permite afirmar crescimento nem queda estatística, o que o levantamento indica é a manutenção do mesmo patamar de lembrança ao longo de quatro meses, período em que o nome do candidato passou da pré-campanha para a campanha oficial.
*Perfil da amostra*
A pesquisa ouviu 2.800 mato-grossenses com 15 anos ou mais, entre os dias 17 e 23 de agosto, por meio de entrevistas telefônicas em telefone fixo e celular, com questionário estruturado. As mulheres representam 52,7% dos entrevistados. A faixa etária mais numerosa é a de 45 a 59 anos, com 25,4%. Do total, 52,8% têm ensino médio e 42,0% informaram renda familiar de mais de dois a cinco salários-mínimos.
A amostra foi distribuída pelas sete regiões do Estado. A Centro-Sul, que concentra Cuiabá e Várzea Grande, responde por 37,6% das entrevistas, seguida pela Sudeste, com 18,7%, e pela Médio Norte, com 14,1%. A pesquisa está registrada na Justiça Eleitoral sob o número MT- 03833/2026 autorizado a partir de 23/8.
*Quem é o candidato*
Vereador por dois mandatos e prefeito de Primavera do Leste entre 2017 e 2024, Léo Bortolin presidiu a Associação Matogrossense dos Municípios (AMM) até março deste ano, período em que percorreu as sete regiões de Mato Grosso e manteve interlocução com prefeituras de diferentes portes. É a primeira vez que disputa uma vaga na Assembleia Legislativa. Ele concorre com o número 15115, sob o slogan “Acelera Mato Grosso”.
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Arquivistas do Senado ajudam a guardar e contar a história do Brasil
O Dia do Arquivista, celebrado em 20 de outubro, chama a atenção para o trabalho dos profissionais responsáveis pela organização, preservação e disponibilização de documentos. No Senado, registros produzidos ao longo dos 200 anos da atuação da instituição são conservados pelo Arquivo da Casa. O acervo também é fonte para projetos como o Arquivo S, que transforma o conteúdo dos documentos em reportagens acessíveis sobre o papel do Parlamento em momentos históricos do Brasil.
Memórias preservadas
O Arquivo S é um projeto multimídia mensal da Agência Senado em parceria com o Arquivo. Publicadas na primeira sexta-feira de cada mês no portal Senado Notícias, as reportagens especiais resgatam fatos marcantes da história do país a partir de registros, projetos de lei e discursos dos parlamentares, preservados no acervo do Arquivo do Senado.
As produções exigem interpretar a linguagem e o contexto dos documentos. O jornalista Ricardo Westin, responsável por grande parte das reportagens do Arquivo S, explica que esse trabalho envolve compreender tanto as informações evidentes quanto os aspectos que não aparecem diretamente nos textos.
— O maior desafio é compreender tanto o que está explícito quanto o que está silenciado nos registros. Para fazer essa tradução e interpretação, contamos sempre com a ajuda de historiadores especializados no tema. Eles explicam o contexto e as intenções dos diferentes atores envolvidos no acontecimento ou na avaliação que se fazia dele.
A série começou em 2014, com a publicação de um novo episódio a cada mês. Ao fim de cada ano, os textos são reunidos em um volume da coleção Arquivo S – O Senado na História do Brasil. As matérias também ganharam versões em áudio, produzidas em parceria com a Rádio Senado, ampliando o acesso ao conteúdo, inclusive para pessoas com deficiência visual.
Entre as histórias recuperadas pelo projeto, o jornalista relembra o caso do senador do Império Bernardo Pereira de Vasconcelos, que minimizou a chegada da febre amarela ao Brasil em um discurso feito por volta de 1850. Meses depois, o parlamentar morreu em decorrência da própria doença.
— Durante a pandemia de covid-19, fizemos uma reportagem sobre as quarentenas e as epidemias de febre amarela no Brasil. Nos documentos, encontramos um discurso em que o senador negava que a doença que havia chegado ao país fosse febre amarela. Dois ou três meses depois, ele morreu da doença. É uma história pouco conhecida, que não costuma aparecer nos livros didáticos.
Na próxima semana, será lançada a 11ª edição da coleção, com reportagens publicadas ao longo do ano passado. A série já reúne dez volumes em versões física e digital, disponíveis para compra a preço de custo pela Livraria do Senado e para download gratuito pela Biblioteca do Senado.
O trabalho dos arquivistas
A produção do Arquivo S depende do trabalho dos arquivistas, responsáveis por classificar, organizar, avaliar e preservar os documentos utilizados. Essas atividades permitem verificar a autenticidade dos registros e garantir condições para que sejam consultados pelo público.
Westin destaca a parceria com esses profissionais na pesquisa e na localização das documentações que dão origem aos conteúdos.
— O papel dos arquivistas do Senado para o Arquivo S é importantíssimo. São eles que localizam os documentos originais para usarmos de fonte e reproduzirmos nas infomatérias. Sem o arquivo, esse trabalho não seria possível.
O Arquivo do Senado reúne cerca de 43 mil caixas de documentos produzidos e recebidos nas atividades legislativas e administrativas da Casa. O acervo remonta a 1788 e inclui projetos de lei, atas, anais, discursos, fotografias e outros registros.
Cidadania e democracia
Ao manter os registros organizados e acessíveis, os arquivistas preservam a memória institucional, o desenvolvimento de pesquisas e a transparência das ações públicas. Os documentos também podem servir de prova de decisões, tramitações e atos do poder público, contribuindo para a garantia de direitos.
A importância dessa função acompanha a Casa desde sua origem. O Arquivo foi criado na primeira sessão ordinária do Senado do Império, em 1826, com a atribuição de guardar a documentação produzida. Desde então, é reconhecido como sua “memória viva”.
Profissão histórica
A trajetória de Alonso Carneiro Pestana de Aguiar ajuda a contar a história da arquivologia. Nascido em 1840, em Vila Araxá (MG), ele foi nomeado amanuense do Senado em 1864. O cargo correspondia a funções de copista, escrevente ou secretário. Mais tarde, assumiu a responsabilidade pelo arquivo da instituição.
Alonso foi o primeiro “official archivista” da então Câmara dos Senadores. A história do servidor foi resgatada em pesquisa conjunta entre a Coordenação de Arquivo do Senado e a Universidade de Brasília (UnB) sobre documentos do Brasil Imperial e evidencia que os papéis guardam também histórias de pessoas que fizeram parte da Casa.
Lurya Rocha, sob supervisão de Dante Accioly
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
Fonte: Agência Senado
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