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Festival Griot, em Curitiba, destaca protagonismo negro no audiovisual

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Curitiba recebe, a partir desta quinta-feira (27), o Griot – Festival de Cinema Negro Contemporâneo. Em sua quinta e última edição, o evento destaca o protagonismo negro nas narrativas audiovisuais e reflete sobre o futuro do cinema negro brasileiro.

O Griot acontece até o dia 2 de setembro no Cine Passeio, em Curitiba, e traz mostras inéditas, mesas de conversa, oficinas e sessões de filmes para todas as idades, tudo de graça.

Uma das fundadoras do festival, a produtora artística Bea Gerolin, conta que o evento surgiu como resposta a uma necessidade histórica de afirmação das narrativas feitas por e para pessoas negras e se firmou como um espaço de exibição para que as obras cheguem a esse público.

“O festival foi um grande polo de difusão e eu penso que o legado dele ultrapassa os dias em que acontecem o evento e a própria tela do cinema, sendo também um combustível para o surgimento de outros espaços de democratização, como cineclubes e mostras, que se desdobram a partir dessa tomada de consciência acerca da importância de olhar para o que a gente está produzindo, enquanto realizadores”.

Com o tema “O fim alimenta o começo, em referência à imagem da serpente que morde a própria cauda, o festival encerra seu ciclo depois de cinco edições. Na sessão de abertura, será exibido o longa-metragem “Criadas”, com a presença da diretora Carol Rodrigues. Bea Gerolin comenta dois filmes da homenageada desta edição, a cineasta baiana Juh Almeida.

“Eu destaco principalmente os curtas Eu Negra e Náufraga, além do trabalho muito sensível em fotografia e a presença importante na direção de campanhas e filmes publicitários, que é um espaço majoritariamente branco, mas que os nossos têm ocupado cada vez mais com bastante talento”.

Além da mostra competitiva, tem também a mostra dedicada aos curtas-metragens paranaenses, a mostra voltada ao público infantil, a sessão com curtas de horror a partir de perspectivas negras e a mostra Panorama, com os filmes de Juh Almeida, que vai ministrar uma masterclass sobre processos de criação.

A programação traz oficinas de crítica cinematográfica e de como tirar a ideia de uma mostra ou um festival do papel, além de um debate sobre as imagens pensadas para o cinema negro. Mais detalhes no site festivalgriot.com.br.


Fonte: EBC Cultura

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Festival do Museu Nacional reúne ciência e cultura no Rio de Janeiro

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A Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) promove neste domingo (30) a 8ª edição do Festival Museu Nacional Vive, uma celebração que reúne ciência e cultura em um só espaço. O evento acontece na Quinta da Boa Vista, no entorno da sede do museu, na zona norte do Rio de Janeiro.

O festival celebra a reconstrução da instituição quase oito anos após o incêndio de grandes proporções que atingiu o local, mostrando que o museu continua produzindo conhecimento por meio de diversas pesquisas. Uma das atrações do evento é a Tenda Científica, que reúne 23 atividades em áreas como biodiversidade e arqueologia, como explica a vice-diretora da instituição, Juliana Sayão:

“A Tenda Científica é um espaço muito especial, porque permite que o público tenha contato direto com a ciência que é produzida no museu. Teremos atividades práticas e interativas com pesquisadores e estudantes apresentando diferentes áreas do conhecimento. Será possível visitar o inflável do INCT Paleovert, que traz as pesquisas mais modernas na paleontologia de vertebrados, conhecer vestimentas, barracas com os nossos pesquisadores que desenvolvem pesquisa na Antártica, além da incrível diversidade dos peixes, dos besouros e de outros insetos.”

Juliana Sayão destaca ainda que o público também vai poder acompanhar o andamento da reconstrução do museu:

“O festival é uma oportunidade de mostrar ao público que a reconstrução do museu está acontecendo e que ela envolve muito mais do que a recuperação de um edifício. Envolve pesquisa, conservação, cuidado com os acervos e muito trabalho de diferentes profissionais. Algumas das atividades permitem justamente que o visitante conheça um pouco desse processo e veja que o museu continua produzindo conhecimento enquanto se reconstrói.”

O festival conta ainda com apresentações de circo, música e exposições do artista plástico Vik Muniz. O evento acontece das 10h às 16h, com entrada franca.
 


Fonte: EBC Cultura

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