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Homem que matou PM em aula de jiu-jitsu é denunciado por homicídio triplamente qualificado

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O Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) denunciou Jonathan Vieira dos Santos, de 33 anos, pela morte do policial militar Renato Oliveira Aragão, de 32 anos. O crime foi registrado no bairro Cristo Rei, em Várzea Grande, enquanto a vítima dava uma aula de artes marciais em um projeto social.

Segundo as investigações, o assassinato teria sido motivado por vingança. Conforme o Ministério Público, Renato teve um relacionamento com a companheira do acusado, o que caracteriza motivo torpe.

A Promotoria também aponta que o policial foi surpreendido durante a aula e não teve condições de se defender. Por isso, o crime foi denunciado com a qualificadora de recurso que dificultou a defesa da vítima.

Outra qualificadora atribuída ao caso é o perigo comum. Conforme a acusação, os disparos foram feitos em um local com grande circulação de pessoas, incluindo crianças e adolescentes que participavam das atividades do projeto social.

Para o Ministério Público, a ação colocou em risco não apenas a vítima, mas também as pessoas que estavam presente.

Além do homicídio triplamente qualificado, Jonathan Vieira dos Santos foi denunciado por posse ilegal e porte ilegal de arma de fogo.

Com a apresentação da denúncia, se  a acusação for aceita pela Justiça, o processo seguirá na 1ª Vara Criminal de Várzea Grande. Ao fim dessa etapa, o Ministério Público poderá pedir que o denunciado seja levado a julgamento pelo Tribunal do Júri, responsável por julgar crimes dolosos contra a vida.

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Casal tinha histórico de violência doméstica e vítima não possuía medida protetiva

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O Gabinete de Enfrentamento à Violência de Gênero contra a Mulher de Mato Grosso reforça a orientação para que mulheres procurem os órgãos de segurança e a rede de proteção desde os primeiros episódios de violência doméstica. O alerta ocorre após um novo feminicídio registrado na noite desta quarta-feira (2), na zona rural de Araguaiana.

A mulher, de 37 anos, foi morta a tiros dentro de uma propriedade rural. O suspeito, Fábio Júnior Januário Dias, de 42 anos, já tinha registro policial por violência doméstica contra a vítima, em 2013. No entanto, ela não havia requerido medida protetiva.

De acordo com a Polícia Militar, além de matar a mulher, Fábio atirou contra o próprio filho, atingindo-o na perna, e contra a filha, que conseguiu fugir sem ser baleada.

Equipes da Força Tática e da Polícia Militar de Araguaiana localizaram o homem durante a madrugada. Conforme a ocorrência policial, ele teria disparado contra os militares ao perceber a aproximação da equipe, que revidou a agressão. O suspeito morreu no local.

A delegada e secretária-chefe do Gabinete da Mulher, Mariell Antonini, reforça a necessidade de procurar ajuda e manter a rede de proteção informada sempre que houver agressões, ameaças, perseguição ou qualquer outra forma de violência.

“Um episódio de violência nunca deve ser tratado como algo normal ou isolado. Quando a mulher procura ajuda, o Estado passa a conhecer aquela situação e pode avaliar os riscos e oferecer os mecanismos de proteção disponíveis. Por isso, nossa orientação é para que ela não espere a violência aumentar. Procure ajuda desde os primeiros sinais”, afirma Mariell.

Mato Grosso conta atualmente com 11 unidades especializadas no atendimento às mulheres, sendo nove Delegacias Especializadas de Defesa da Mulher e duas unidades com atendimento 24 horas, em Cuiabá e Várzea Grande. Outras 29 delegacias possuem núcleos especializados.

A Patrulha Maria da Penha está presente em 87 municípios e possui cobertura para atender os 142 municípios do Estado. Conforme a avaliação de cada situação, mulheres com medidas protetivas também podem ter acesso a mecanismos adicionais de segurança, como o Botão do Pânico e o monitoramento eletrônico do agressor por tornozeleira.

Mulheres em situação de violência doméstica e vulnerabilidade também podem ter acesso ao auxílio-moradia de R$ 600 mensais, destinado a contribuir para o afastamento do ambiente de violência e a construção de condições para uma vida independente do agressor.

Informações sobre a rede de atendimento, serviços e mecanismos de proteção disponíveis no Estado podem ser consultadas na plataforma Mulher MT.

Em situações de emergência, a orientação é acionar imediatamente a Polícia Militar pelo número 190. Denúncias e informações também podem ser encaminhadas à Polícia Civil pelo 197.

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