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“Social media” do Comando Vermelho de MS é preso escondido em Mato Grosso

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Conteúdo/ODOC – Um homem apontado como responsável por administrar as redes sociais do Comando Vermelho (CV) em Mato Grosso do Sul foi preso na manhã desta quinta-feira (3), em Juscimeira (157 km ao sul de Cuiabá). Segundo as investigações, ele produzia e divulgava conteúdos relacionados a execuções de integrantes de facções rivais.

A prisão ocorreu durante a Operação Tolerância Zero às Facções Criminosas, em uma ação conjunta do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) de Mato Grosso do Sul e de equipes do 28º Batalhão da Polícia Militar de Jaciara.

Conforme as informações policiais, o suspeito era responsável pela edição e publicação de vídeos e fotografias envolvendo integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC) que haviam sido “decretados” para morrer.

O conteúdo era usado para divulgar ações criminosas e demonstrar a atuação e a expansão territorial do Comando Vermelho em Mato Grosso do Sul.

O mandado de prisão foi expedido pela Vara de Garantias de Três Lagoas (MS), com base no artigo 2º da Lei nº 12.850/2013, que trata do crime de organização criminosa.

EXECUÇÃO DE PAI E FILHAS

Entre os casos relacionados aos conteúdos divulgados pelo suspeito está o de um homem identificado como Márcio, que, segundo a investigação, teve a morte anunciada nas redes sociais administradas pelo criminoso.

Durante o ataque contra Márcio, uma filha dele, de apenas 3 anos, também foi morta. Outra filha, de 12 anos, foi atingida por disparos de arma de fogo.

Após a prisão, o suspeito foi encaminhado à Delegacia de Polícia Civil e ficou à disposição da Justiça.

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Casal tinha histórico de violência doméstica e vítima não possuía medida protetiva

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O Gabinete de Enfrentamento à Violência de Gênero contra a Mulher de Mato Grosso reforça a orientação para que mulheres procurem os órgãos de segurança e a rede de proteção desde os primeiros episódios de violência doméstica. O alerta ocorre após um novo feminicídio registrado na noite desta quarta-feira (2), na zona rural de Araguaiana.

A mulher, de 37 anos, foi morta a tiros dentro de uma propriedade rural. O suspeito, Fábio Júnior Januário Dias, de 42 anos, já tinha registro policial por violência doméstica contra a vítima, em 2013. No entanto, ela não havia requerido medida protetiva.

De acordo com a Polícia Militar, além de matar a mulher, Fábio atirou contra o próprio filho, atingindo-o na perna, e contra a filha, que conseguiu fugir sem ser baleada.

Equipes da Força Tática e da Polícia Militar de Araguaiana localizaram o homem durante a madrugada. Conforme a ocorrência policial, ele teria disparado contra os militares ao perceber a aproximação da equipe, que revidou a agressão. O suspeito morreu no local.

A delegada e secretária-chefe do Gabinete da Mulher, Mariell Antonini, reforça a necessidade de procurar ajuda e manter a rede de proteção informada sempre que houver agressões, ameaças, perseguição ou qualquer outra forma de violência.

“Um episódio de violência nunca deve ser tratado como algo normal ou isolado. Quando a mulher procura ajuda, o Estado passa a conhecer aquela situação e pode avaliar os riscos e oferecer os mecanismos de proteção disponíveis. Por isso, nossa orientação é para que ela não espere a violência aumentar. Procure ajuda desde os primeiros sinais”, afirma Mariell.

Mato Grosso conta atualmente com 11 unidades especializadas no atendimento às mulheres, sendo nove Delegacias Especializadas de Defesa da Mulher e duas unidades com atendimento 24 horas, em Cuiabá e Várzea Grande. Outras 29 delegacias possuem núcleos especializados.

A Patrulha Maria da Penha está presente em 87 municípios e possui cobertura para atender os 142 municípios do Estado. Conforme a avaliação de cada situação, mulheres com medidas protetivas também podem ter acesso a mecanismos adicionais de segurança, como o Botão do Pânico e o monitoramento eletrônico do agressor por tornozeleira.

Mulheres em situação de violência doméstica e vulnerabilidade também podem ter acesso ao auxílio-moradia de R$ 600 mensais, destinado a contribuir para o afastamento do ambiente de violência e a construção de condições para uma vida independente do agressor.

Informações sobre a rede de atendimento, serviços e mecanismos de proteção disponíveis no Estado podem ser consultadas na plataforma Mulher MT.

Em situações de emergência, a orientação é acionar imediatamente a Polícia Militar pelo número 190. Denúncias e informações também podem ser encaminhadas à Polícia Civil pelo 197.

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