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Lúdio ironiza Abilio e prevê resposta nas urnas: “Ele é meu maior cabo eleitoral”

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Conteúdo/ODOC – O deputado estadual Lúdio Cabral (PT) ironizou o prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), ao avaliar o cenário político e as eleições deste ano. Para o petista, as ações do prefeito podem acabar favorecendo sua própria candidatura à reeleição para deputado estadual.

“Ele é meu maior cabo eleitoral”, afirmou Lúdio, ao comentar a atuação de Abilio à frente da Prefeitura de Cuiabá.

O deputado também afirmou que o prefeito deverá receber uma resposta da população cuiabana nas urnas. Segundo Lúdio, os eleitores vão avaliar a gestão de Abilio e demonstrar sua insatisfação durante o processo eleitoral. “Ele vai receber um recado da população de Cuiabá nas eleições deste ano”, declarou.

A fala ocorre em meio à disputa política que se mantém entre os dois desde a eleição municipal de 2024, quando Lúdio e Abilio estiveram em lados opostos na corrida pela Prefeitura de Cuiabá.

Questionado se a previsão também poderia atingir a vereadora Samantha Iris (PL), esposa de Abilio, Lúdio afirmou que não sabe qual será o resultado, mas voltou a apostar em uma resposta do eleitor. “Não sei. Ele vai receber um recado da população de Cuiabá nas eleições deste ano”, disse.

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Mulher espalha boatos e é punida com 20 golpes de ripa nas mãos por ordem de liderança de facção

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A Polícia Civil, com apoio da Polícia Militar, prendeu em flagrante, nessa quinta-feira (22), três mulheres, de 18, 23 e 24 anos, investigadas por torturar uma mulher, de 32 anos, em São José dos Quatro Marcos, sob ordem de uma facção criminosa.

A ação foi coordenada pela Delegacia de São José dos Quatro Marcos. Participaram também a Delegacia de Mirassol D’Oeste e equipes da Polícia Militar (GAP, Força Tática e Agência Local de Inteligência).

Na madrugada de quinta-feira, as Polícias Civil e Militar receberam a informação de que uma mulher tinha dado entrada no Hospital Municipal com lesões, principalmente nas mãos. Ela teria sido agredida em um chamado “salve”, prática usada por facções criminosas para punir quem descumpre suas regras.

As investigações começaram logo em seguida e seguiram sem interrupção. Os policiais civis identificaram os envolvidos e o imóvel onde ocorreu a agressão, no bairro Jardim Popular, em São José dos Quatro Marcos.

Localizada pelos policiais, a vítima foi levada à delegacia, onde relatou ter acreditado que seria morta.

“Julgamento” por videochamada

Segundo as investigações, na noite da quarta-feira (21), a vítima foi chamada até a casa de uma das suspeitas para “explicar” boatos que estaria espalhando pela cidade. No local, as três mulheres e um homem, de 27 anos, apontado como “disciplina” da facção, fizeram uma videochamada com uma liderança da facção criminosa.

Durante a chamada, a vítima foi interrogada e pressionada a confessar que as acusações que fazia eram falsas. A liderança então determinou que ela recebesse 20 golpes de ripa de madeira nas mãos.

Uma das suspeitas aplicou os golpes. Outra filmou a sessão para que o líder da facção acompanhasse tudo. As demais pessoas vigiaram a vítima para impedir que ela saísse. O exame de corpo de delito confirmou as lesões.

Na tarde da quinta-feira, as equipes prenderam as três suspeitas: uma no supermercado onde trabalhava, outra em casa e a terceira no imóvel onde as agressões aconteceram. Os celulares delas foram apreendidos. Nos interrogatórios, as presas confirmaram como os fatos aconteceram.

Confronto

Ao mesmo tempo, uma equipe da Polícia Militar foi até a casa do homem apontado como “disciplina” da facção. Ele desobedeceu à ordem de abordagem, entrou no imóvel e apontou uma arma de fogo contra os policiais, que revidaram.

O suspeito foi socorrido e levado ao Hospital Municipal, mas não resistiu. Um revólver foi apreendido ao lado dele. A morte será apurada em procedimento próprio, e as perícias de local e de necropsia já foram requisitadas.

Prisão preventiva

As três mulheres foram autuadas por tortura, crime equiparado a hediondo e punido com reclusão de 2 a 8 anos. A Polícia Civil representou à Justiça pela conversão das prisões em preventiva e pela quebra do sigilo dos dados dos celulares apreendidos.

Na audiência de custódia, o Poder Judiciário homologou o flagrante, converteu em preventiva a prisão das três e autorizou o acesso aos dados dos aparelhos. Na decisão, a Justiça considerou a gravidade concreta do crime e o risco de que a vítima fosse intimidada. Também levou em conta que duas das presas tinham recebido liberdade provisória recentemente em casos de tráfico de drogas.

As investigações continuam para identificar a liderança que ordenou a punição e outros envolvidos, além de apurar a participação de cada um na organização criminosa.

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