Política
Ex-prefeito diz que modelo criado por Pivetta em Lucas virou referência no Brasil
Política
TRAJETÓRIA DE GESTÃO
Adriano Pivetta afirma que se inspirou no irmão para transformar o município e defende continuidade do modelo em Mato Grosso
A transformação de Lucas do Rio Verde iniciada por Otaviano Pivetta em 1997 foi o exemplo que inspirou o irmão Adriano Pivetta a entrar para a política e levar a mesma visão de gestão para Nova Mutum. Quase 30 anos depois, Adriano, que foi eleito quatro vezes prefeito do município, usa essa trajetória para defender que o caminho construído nas duas cidades continue sendo seguido em Mato Grosso.
Durante reunião política com amigos da primeira-dama e candidata a deputada federal Aline Félix, neste sábado (12.9), em Nova Mutum, o ex-prefeito relembrou o início da trajetória política do irmão, que foi três vezes prefeito de Lucas do Rio Verde, e contou que acompanhava as mudanças promovidas por Otaviano antes de decidir disputar a Prefeitura de Nova Mutum.
“Eu me espelhava muito no que meu irmão fazia. Eu dizia: se está fazendo lá, por que nós não podemos fazer aqui? E não foi diferente. Começamos também a transformar Nova Mutum”, afirmou Adriano.
Segundo ele, a decisão de Otaviano de disputar a Prefeitura de Lucas do Rio Verde, em 1996, marcou o início de uma transformação que posteriormente passou a ser observada por outros municípios.
“Em 1997, meu irmão iniciou uma transformação em Lucas do Rio Verde. Hoje eu ando por aí conversando com as pessoas e vejo como aquilo virou exemplo. Não é diferente aqui em Nova Mutum. Outros municípios veem Lucas do Rio Verde e Nova Mutum como exemplo. E isso começou com meu irmão lá em 1997”, destacou.
*Experiência que virou referência*
Na avaliação de Adriano, a trajetória construída pelos dois municípios ajuda a explicar também o momento vivido atualmente por Mato Grosso. Segundo ele, o Estado passou a ocupar uma posição semelhante à conquistada por Lucas do Rio Verde e Nova Mutum ao longo dos anos.
“O Estado de Mato Grosso hoje é o que Lucas do Rio Verde e Nova Mutum se tornaram: referência para outros municípios. O Estado se tornou referência para outros estados”, afirmou.
*Defesa da continuidade*
A partir dessa experiência, Adriano defendeu a continuidade do modelo de gestão que, segundo ele, permitiu a transformação dos municípios e contribuiu para colocar Mato Grosso em uma posição de destaque nacional.
Ele também lembrou a parceria entre Mauro Mendes e Otaviano Pivetta e afirmou que assumir a responsabilidade de disputar uma eleição exige disposição para enfrentar desafios e tomar decisões.
“É muito fácil se isentar de tudo e só reclamar. Quem se coloca à disposição para concorrer assume uma responsabilidade. Eu tenho certeza de que Otaviano sempre teve consciência do caminho que estava seguindo e, dessa vez, vai continuar no caminho certo”, declarou.
Para Adriano, a decisão tomada pelo irmão em 1997, ao assumir a Prefeitura de Lucas do Rio Verde, deu início a uma trajetória que passou por três mandatos à frente do município, pela parceria no Governo de Mato Grosso e, agora, pela candidatura ao Governo do Estado.
“Não podemos deixar que o Estado volte àquilo que era do passado. Mato Grosso encontrou um caminho e precisa continuar nele”, concluiu.
Política
Davi marca para terça votação da PEC da Segurança
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, marcou para terça-feira (3) a votação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 18/2025, que amplia a integração entre os órgãos de segurança pública para o combate ao crime organizado. A ordem do dia está agendada para as 16h e tem outros quatro itens na pauta (leia mais abaixo).
A PEC da Segurança Pública foi aprovada pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) em 14 de outubro. No mesmo dia, o Plenário aprovou um requerimento (RQS 713/2026) que permite acelerar a tramitação da matéria. O calendário especial dispensa as cinco sessões de discussão exigidas para a votação da proposta em primeiro turno e outras três necessárias para o segundo turno.
A PEC 18/2025, apresentada pelo Poder Executivo, reorganiza o sistema de segurança pública, estabelece novas competências entre os entes da Federação e fortalece a integração entre os órgãos responsáveis pelo setor. O texto prevê mais recursos para a área, com a inclusão do Sistema Único de Segurança Pública (Susp) na Constituição.
O relator da PEC na CCJ, senador Rogério Carvalho (PT-SE), alterou o texto aprovado pela Câmara dos Deputados e acatou 4 das 81 emendas apresentadas pelos senadores. Rogério Carvalho retirou, por exemplo, um artigo que destinava recursos das apostas esportivas — conhecidas como bets — para os fundos de segurança pública. Ele manteve a destinação de 10% do superávit do Fundo Soberano do Pré-Sal para o setor.
A PEC 18/2025 cria um regime penal mais rigoroso e proporcional à posição hierárquica de líderes e integrantes de facções, organizações paramilitares e milícias. O regime prevê, entre outras medidas:
- prisão obrigatória em presídio de segurança máxima;
- restrição à progressão de regime e a benefícios processuais;
- possibilidade de confisco de bens ligados à atividade criminosa, sem indenização;
- responsabilização de pessoas jurídicas envolvidas;
- proteção a denunciantes e seus familiares.
Emendas de Plenário
Até a sexta-feira (30), a PEC da Segurança Pública havia recebido cinco emendas de Plenário. Duas delas alteram as regras da maioridade penal.
O senador Camilo Santana (PT-CE) sugere a redução de 18 anos para 16 anos nos casos de crimes hediondos. O senador Rogério Marinho (PL-RN) defende a alteração de 18 anos para 16 anos como regra geral e, nos casos de crimes hediondos, tortura, tráfico de drogas e terrorismo, para 14 anos.
O senador Carlos Portinho (PL-RJ) propõe uma emenda para destinar às Forças Armadas recursos do Fundo Nacional de Segurança Pública. O dinheiro deve ser aplicado em ações de defesa civil, combate a crimes transfronteiriços e ambientais e operações de garantia da lei e da ordem.
Uma emenda do senador Eduardo Gomes (PL-TO) inclui os agentes de trânsito entre os órgãos de segurança pública previstos na Constituição e atribui a eles o patrulhamento viário de natureza policial de trânsito. Outra sugestão do parlamentar inclui os órgãos estaduais e distrital do sistema socioeducativo entre os órgãos de segurança pública.
Outros itens
O Plenário pode votar ainda dois projetos de decreto legislativo que aprovam acordos internacionais. O PDS 240/2011 trata da cooperação na área de Defesa entre Brasil e Guiana, enquanto o PDL 575/2026 aborda a cooperação em Ciência e Tecnologia Espacial entre Brasil e Venezuela.
Os senadores também podem votar o projeto de lei (PL) 5.782/2023, que cria a campanha Setembro em Flor, destinada à conscientização sobre os tumores ginecológicos. Os cânceres ginecológicos — como tumores malignos no útero, ovários, vagina e vulva — estão entre as principais causas de adoecimento e morte de mulheres por neoplasias.
Outro item na pauta é o PL 186/2025, que prevê a realização de cursos, campanhas e palestras científicas para promover a parentalidade positiva. A parentalidade positiva é uma abordagem de educação e criação dos filhos baseada no respeito mútuo, no afeto, no diálogo e no estabelecimento de limites, sem recorrer à violência física ou psicológica.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
Fonte: Agência Senado
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