Polícia
PC prende investigado que se passou por cliente para roubar drogaria em Cuiabá
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A Polícia Civil cumpriu, nesta quinta-feira (17), em Cuiabá, um mandado de prisão preventiva contra um homem, de 22 anos, investigado por roubo contra uma drogaria. A prisão foi realizada pela Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf Cuiabá), durante a segunda fase da Operação Armadilha.
A investigação apurou que os criminosos utilizavam aplicativos de mensagens para fazer pedidos de mercadorias e indicar um local para entrega. A estratégia criava uma situação aparentemente normal de compra para atrair os entregadores até os pontos escolhidos.
No caso investigado, foram encomendados produtos de uma drogaria, avaliados em R$ 2,8 mil. Um entregador foi acionado para realizar a entrega no endereço informado pelo suposto cliente.
Ao chegar ao local, o trabalhador percebeu divergências nas informações e entrou em contato com o comprador, que informou estar em um quiosque de um condomínio e enviou outra localização. No endereço, o entregador encontrou dois homens.
Conforme as investigações, um deles se apresentou como o comprador, sacou um revólver e anunciou o roubo. Sob ameaça, ele exigiu a entrega de toda a mercadoria e, em seguida, determinou que o entregador deixasse o local.
Com o avanço das diligências e a reunião dos elementos que apontaram o envolvimento do investigado, a Polícia Civil representou pela prisão preventiva, que foi autorizada pela Justiça. O mandado foi cumprido nesta quinta-feira (17).
O investigado foi conduzido para os procedimentos legais e permanece à disposição da Justiça.
Operação Armadilha
A primeira fase da operação foi deflagrada em agosto deste ano, em Cuiabá, para apurar uma série de roubos praticados contra vendedores e entregadores de produtos anunciados pela internet. As investigações apontaram o envolvimento do suspeito em pelo menos cinco roubos cometidos com emprego de arma de fogo.
Polícia
Mulher morta pelo marido levou mais de 40 facadas e bebê teve cinco perfurações
Conteúdo/ODOC – A Polícia Civil informou que Taymilla Reis da Silva, de 23 anos, brutalmente assassinada pelo marido, Jailton Gonçalves Barreira, na última quinta-feira (17), foi atingida por mais de 40 golpes de faca. O crime aconteceu em uma fazenda de São Félix do Araguaia (1.014 km de Cuiabá).
O filho do casal, Emanuel Reis Gonçalves, de apenas quatro meses, também foi atacado e sofreu cinco perfurações no tórax. Segundo o delegado Daniel Moura, o bebê estava próximo da mãe e foi esfaqueado depois que Taymilla já havia sido morta.
O delegado explicou ainda que Jailton não demonstrou abalo emocional durante o depoimento. Segundo Moura, o suspeito apenas afirmou que estava arrependido. “Ele não esboçou nenhuma reação de choro e não se mostrou abalado. Apenas disse que se arrependia”, relatou.
Em depoimento, Jailton contou que a discussão com Taymilla começou por volta das 7h, na casa onde o casal morava com os filhos. Conforme a versão apresentada por ele, o desentendimento teria começado porque a mulher queria ir embora para Porto Alegre do Norte e aguardava que os patrões fossem buscá-la.
Jailton apresentava um ferimento na cabeça e afirmou ter sido atingido pela mulher com um pedaço de madeira durante a discussão. Para o delegado, porém, a lesão pode ter ocorrido quando Taymilla tentou se defender do ataque.
Moura ressaltou que o ferimento não pode ser usado como justificativa para a violência praticada contra a mulher e o bebê. A dinâmica completa do crime ainda depende da conclusão dos exames periciais.
Horas antes do ataque, Taymilla havia ligado para a mãe pedindo ajuda e dizendo que acreditava que seria morta pelo companheiro. O irmão dela, de 18 anos, foi até a propriedade e chegou a presenciar o momento em que Jailton puxava os cabelos da irmã enquanto desferia os golpes de canivete.
Segundo o relato feito à Polícia Civil, o bebê ainda estava vivo naquele momento e chorava muito. O rapaz deixou o local para pedir ajuda.
Mãe e filho foram encontrados a cerca de 700 metros da casa onde moravam com Jailton, o que, segundo a investigação, indica que Taymilla tentava deixar o local quando foi atacada.
Além do bebê, o casal tinha outros três filhos, com idades entre 3 e 8 anos. As crianças estavam na casa dos avós no momento do crime.
Durante as buscas, Jailton foi encontrado dormindo. Conforme o boletim de ocorrência registrado pela Polícia Militar, ele foi preso sem oferecer resistência.
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