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Flávio promete “enquadrar” ministros com Medeiros no Senado e Bolsonaro de volta

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 Flávio Bolsonaro (PL) transformou o lançamento da candidatura de José Medeiros (PL) ao Senado, em Cuiabá, em um ato de defesa da formação de uma bancada bolsonarista no Congresso. Por videoconferência, na noite de quinta-feira (17), o candidato à Presidência cobrou posicionamento dos futuros senadores sobre processos de impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).

Ao falar diretamente sobre Medeiros, Flávio afirmou que o candidato do PL tem posição favorável ao impeachment de ministros que, segundo ele, tenham descumprido a lei. “Se tem senador, se é Medeiros, eu sei que é a favor de impeachment de ministro do Supremo que tenha descumprido a lei”, declarou.

Flávio também criticou o ministro Alexandre de Moraes e defendeu que o Senado tenha uma bancada disposta a analisar pedidos contra integrantes do STF. A Constituição atribui ao Senado o processamento e julgamento de ministros da Corte em crimes de responsabilidade.

O candidato ainda falou sobre uma eventual indicação de ministros para o Supremo caso seja eleito presidente. Segundo ele, os escolhidos seriam nomes contrários ao aborto e às drogas e que respeitassem a Constituição. “Eu vou indicar homens e mulheres que sejam contra o aborto, que sejam contra as drogas, que respeitem a Constituição. Nós vamos proteger o STF. O STF não é Alexandre de Moraes”, afirmou.

No fim da participação, Flávio mudou o foco para a disputa presidencial e fez uma previsão sobre o futuro político do pai. Ao falar aos apoiadores presentes no evento, disse que Jair Bolsonaro colocará a faixa presidencial no próprio filho.

“São 17 dias para a gente vencer essas eleições. Vocês verão o presidente Jair Bolsonaro colocando a faixa de presidente no filho dele”, declarou.

A família Bolsonaro também participou da mobilização em apoio a Medeiros. O evento exibiu vídeos de Jair Bolsonaro, Michelle Bolsonaro, Eduardo Bolsonaro e Carlos Bolsonaro, todos defendendo a candidatura do deputado ao Senado.

Carlos chamou Medeiros de antigo aliado de Jair Bolsonaro. Eduardo pediu votos para Medeiros e para o primeiro suplente, Odílio Balbinotti, enquanto Michelle afirmou que o candidato foi escolhido por Jair Bolsonaro como um dos nomes de confiança para disputar o Senado em Mato Grosso.

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Com baixo prestígio, Lula não deve vir a Mato Grosso na campanha eleitoral

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Osenador Carlos Fávaro (PSD), candidato à reeleição, disse que o presidente Lula não deve vir a Mato Grosso para a campanha eleitoral. O baixo número de eleitores não seria um atrativo para a estratégia de Lula, quem precisaria combinar a campanha com a agenda oficial do Planalto. 

“O presidente não deve vir primeiro pelo Mato Grosso, só que temos que entender. Nós temos um estado com baixa densidade eleitoral. Ele [Lula] tem restrições para fazer campanha porque está no cargo. Ele tem que trabalhar de manhã até à noite, só pode ir à noite fazer campanha e nos finais de semana”, disse. 

Mais de 2,6 milhões de eleitores poderão votar na eleição deste ano em Mato Grosso. O número é superior à diferença de votos entre Lula e Jair Bolsonaro na eleição de 2022 – cerca de 2,1 milhões de votos. 

Mas Mato Grosso é um estado majoritariamente com eleitores de direita. Na eleição de 2018, Bolsonaro, que era o representante dessa ala ideológica, obteve mais de 65% e repetiu o percentual em 2022. A projeção para este ano é que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) consiga um número próximo. 

 

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