Mato Grosso

Justiça de MT libera retomada da eleição da diretoria da AMM e nova data será definida

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A Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM) informa que a 11ª Vara Cível da Comarca de Cuiabá revogou, nesta sexta-feira (18), a liminar que havia suspendido a Assembleia Geral Eleitoral do triênio 2027-2029 e autorizou a retomada e a conclusão do processo eleitoral.

A eleição havia sido interrompida em 16 de setembro, às 14h14, no exato momento em que a entidade foi notificada da ordem judicial. Naquele instante, 99 dos 142 municípios associados já haviam votado e outros seis prefeitos aguardavam para votar. A urna e as cédulas foram imediatamente lacradas diante de testemunhas, com ata, sem qualquer abertura, apuração ou proclamação de resultado.

Ao reapreciar o caso, o Juízo reconheceu a regularidade dos atos que antecederam o pleito e o cumprimento integral das ordens judiciais pela AMM. A decisão determina que os 99 votos já depositados permaneçam invioláveis até a retomada formal dos trabalhos e que a nova sessão seja destinada exclusivamente à coleta dos votos dos prefeitos aptos que ainda não votaram. Concluída essa etapa, a Comissão Eleitoral fará a apuração conjunta e a proclamação do resultado.

A Comissão Eleitoral, formada por prefeitos, definirá a data e o horário da retomada e comunicará formalmente todos os municípios associados com antecedência mínima de 48 horas, conforme determinado pela Justiça. O rompimento do lacre da urna ocorrerá diante da Comissão, dos fiscais da chapa inscrita e dos associados presentes, com registro em ata.

A AMM reafirma seu compromisso com a transparência, legalidade e respeito aos devidos processos legais e cumprindo às decisões do Poder Judiciário e com o direito de voto de cada um dos 142 municípios de Mato Grosso aptos a votar. A entidade seguirá prestando todas as informações requeridas pela Justiça e manterá os associados e a imprensa informados sobre as próximas etapas.

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Mato Grosso

Com baixo prestígio, Lula não deve vir a Mato Grosso na campanha eleitoral

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Osenador Carlos Fávaro (PSD), candidato à reeleição, disse que o presidente Lula não deve vir a Mato Grosso para a campanha eleitoral. O baixo número de eleitores não seria um atrativo para a estratégia de Lula, quem precisaria combinar a campanha com a agenda oficial do Planalto. 

“O presidente não deve vir primeiro pelo Mato Grosso, só que temos que entender. Nós temos um estado com baixa densidade eleitoral. Ele [Lula] tem restrições para fazer campanha porque está no cargo. Ele tem que trabalhar de manhã até à noite, só pode ir à noite fazer campanha e nos finais de semana”, disse. 

Mais de 2,6 milhões de eleitores poderão votar na eleição deste ano em Mato Grosso. O número é superior à diferença de votos entre Lula e Jair Bolsonaro na eleição de 2022 – cerca de 2,1 milhões de votos. 

Mas Mato Grosso é um estado majoritariamente com eleitores de direita. Na eleição de 2018, Bolsonaro, que era o representante dessa ala ideológica, obteve mais de 65% e repetiu o percentual em 2022. A projeção para este ano é que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) consiga um número próximo. 

 

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