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Promotor de Justiça resiste a abordagem, recusa fazer bafômetro e é liberado em blitz

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Conteúdo/ODOC – O promotor de Justiça Thiago Marcelo Francisco dos Santos, do Ministério Público Estadual (MPE), teria resistido a uma abordagem policial e precisou ser imobilizado durante uma blitz da Operação Lei Seca, na madrugada de sábado (19), em Cuiabá. Ele também se recusou a realizar o teste do bafômetro.

A ocorrência foi registrada por volta das 2h, na Avenida Isaac Póvoas, região central da Capital. Segundo o registro policial, Thiago apresentava sinais de possível embriaguez, entre eles olhos vermelhos e odor de álcool.

O episódio teve início depois que o promotor, que dirigia uma Fiat Toro, parou o veículo no meio da avenida, desceu e deixou o carro em frente às barreiras instaladas para a fiscalização.

Um sargento que participava da operação pediu que ele retornasse ao veículo e o retirasse da pista. Diante da recusa, o militar acionou um major para prestar apoio à abordagem.

Ao chegar ao local, o oficial constatou que o motorista apresentava sinais indicativos de alteração da capacidade psicomotora. Ainda segundo o registro, Thiago estava exaltado e resistia às determinações dos policiais.

Durante a abordagem, os militares também encontraram uma lata de cerveja na porta do motorista. O registro policial aponta que o promotor estaria consumindo a bebida.

Na sequência, os agentes solicitaram a chave da Fiat Toro e determinaram que Thiago acompanhasse a equipe até o local onde eram realizados os procedimentos da Operação Lei Seca. Ele teria se recusado novamente e apresentado resistência.

Diante da situação, os policiais utilizaram força para imobilizá-lo e levá-lo até o ponto da fiscalização.

Após a imobilização, Thiago informou ser promotor de Justiça e apresentou um documento para comprovar sua condição funcional. Conforme o registro, ele se acalmou após a identificação.

Os agentes então solicitaram que o promotor realizasse o teste do bafômetro, mas ele se recusou. Os policiais registraram sinais como olhos vermelhos, hálito etílico, agressividade e exaltação e lavraram o termo previsto na regulamentação do Conselho Nacional de Trânsito (Contran).

Thiago não foi encaminhado à delegacia. Conforme consta na ocorrência, a medida ocorreu depois que os policiais confirmaram que ele era membro do Ministério Público.

MPE se manifesta

O Ministério Público Estadual informou que foi comunicado sobre a ocorrência e acompanha o caso. Segundo a instituição, membros do MPE, assim como qualquer cidadão, respondem por suas condutas, e o registro policial, por si só, não encerra a apuração dos fatos.

O órgão afirmou ainda que o episódio será analisado individualmente, conforme os procedimentos legais aplicáveis.

Sobre o fato de o promotor não ter sido encaminhado à delegacia, o MPE explicou que a medida ocorreu após a confirmação de sua condição funcional e que, nesses casos, o registro deve ser encaminhado diretamente à instituição.

Leia a nota do MPE na íntegra:

“O Ministério Público de Mato Grosso informa que foi comunicado da ocorrência envolvendo o promotor de Justiça e acompanha o caso. A instituição esclarece que o membro do Ministério Público, assim como qualquer cidadão, responde por suas condutas, de modo que o registro da ocorrência pela autoridade policial não encerra, por si só, a apuração dos fatos. A situação será examinada individualmente, de acordo com os procedimentos legais aplicáveis.

Quanto à não condução do promotor à delegacia, o próprio boletim de ocorrência registra que a medida ocorreu após a identificação de sua condição funcional, uma vez que, nesse caso, o registro deve ser encaminhado diretamente à instituição. O procedimento, contudo, não interfere na apuração, que seguirá os trâmites previstos em lei.

Como instituição constitucionalmente incumbida da defesa da ordem jurídica, do regime democrático e dos interesses sociais e individuais indisponíveis, o Ministério Público reafirma seu compromisso com a análise responsável do caso, dentro dos parâmetros legais, e com o respeito aos direitos de todos os envolvidos”.

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Ex-comandante da PM condenado por desviar combustível de viaturas é preso em Cuiabá

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Conteúdo/ODOC – Foragido há cerca de um ano e meio, o tenente-coronel Ardonil Manoel Gonzalez Junior, ex-comandante da Polícia Militar de Pontes e Lacerda, foi preso na terça-feira (22), em Cuiabá. Ele foi condenado a oito anos, um mês e seis dias de prisão por peculato e corrupção passiva em um esquema de desvio de combustível destinado às viaturas da corporação.

A prisão foi realizada pela Polícia Interestadual (Polinter), que cumpriu o mandado expedido pela Justiça Militar. Após ser capturado, Ardonil foi encaminhado à unidade policial e, posteriormente, apresentado ao juízo competente.

Conforme o processo, o tenente-coronel desviava combustível destinado às viaturas e adulterava os hodômetros dos veículos oficiais para simular um consumo superior ao real.

Ele também foi acusado de utilizar bens públicos, entre eles armas e viaturas da Polícia Militar, em benefício próprio.

Ardonil foi condenado pelo Conselho Especial da Justiça Militar em abril de 2023. Inicialmente, a pena foi fixada em nove anos de prisão, em regime fechado.

Na ocasião, os autos também foram encaminhados ao Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJ-MT) para análise de eventual exclusão do oficial dos quadros da Polícia Militar ou cassação da aposentadoria.

A defesa recorreu e conseguiu reduzir a pena para oito anos, um mês e seis dias de reclusão. O regime inicial fechado e os demais termos da condenação foram mantidos.

Em março de 2025, o juiz Moacir Rogério Tortato, da 11ª Vara Criminal de Cuiabá, especializada em Justiça Militar, determinou a expedição do mandado de prisão e seu encaminhamento à Polinter e ao Comando da Polícia Militar para localização e captura do condenado.

Com a prisão, a Justiça determinou o início do cumprimento da pena.

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